terça-feira, 20 de julho de 2010

DIA DO AMIGO

Será que no mundo hipermoderno de hoje, cheio de pressa e competições, existe lugar para se cultivar uma boa amizade? Será que seu amigo ou amiga, que no passado você ia correndo ao encontro, para desabafar de probleminhas corriqueiros, ainda está lá disposto a lhe ouvir? Ou será que, assim como todos nós, ele está super atarefado de compromissos e nem ao menos perceberá a sua presença ou atenderá seu telefonema?
Se sua sala de estar ou seu jardim andam vazios de amigos, talvez esteja na hora de você parar para refletir.
Vou transpor aqui, nesta postagem, a frase " A quem confiar minha tristeza" do artigo O Jardim e os Amigos, subtítulo de uma matéria que fala do pensamento de Epicuro, filósofo grego que viveu na Antiguidade (341-221 a.C ) publicado na Revista Filosofia, da qual sou assinante. A frase é epigrafe do conto Angústia, escrita em 1886 pelo russo Anton Tchekhov. A angústia se deve ao fato do personagem, o cocheiro Iona Potapov, que na dor de ter perdido recentemente um filho, ele, exasperado num típico dia de trabalho, tenta desabafar mas ninguém se dispõe a escutá-lo. No limite do desespero ele inicia um diálogo com seu cavalo, confiando ao animal os seus sentimentos. A Filosofia Epicurista ensina que a relação amistosa é necessária à manutenção da lucidez, e que para enfrentar as adversidades e ainda se manter feliz é preciso resguardar o prazer de uma vida simples entre amigos. Situação que no mundo contemporaneo as identidades estáveis começam a se dissolver. O autor, em certo sentido, associa o sofrimento de Potapov à ausência de relação amistosa.

Falando como platéia.

Tenho muito respeito pelos artistas de um modo geral, pois acho que eles são seres escolhidos para tornar a nossa vida mais alegre e mais l...