Pesquisar este blog

sábado, 22 de setembro de 2012

NÃO SE DIRIGE EDUCAÇÃO OLHANDO APENAS PELO RETROVISOR

A exemplo da maioria das leis que se implantam no Brasil, as redigidas para melhorar a educação também ficam ignoradas. Em 1996 o ensino  médio passaria a ser conduzido por uma nova lei que garantiria a preparação básica para o trabalho e a cidadania, adotando metodologias não só de ensino como também de avaliação, estimulando iniciativas por parte dos estudantes. Porém, o conservadorismo e engessamento do sistema impedem, até agora, que a lei se torne uma realidade. Os alunos continuam sentados em fileiras de carteiras nas salas de aula, em pleno século da informática, submetidos a uma divisão disciplinar, insatisfeitos e sem nenhuma iniciativa. O Enem (Exame Nacional do Ensino Médio) contribuiu de alguma forma para pequena mudança de conteúdo, mas os métodos continuaram os mesmos. Este, pelo menos, serve para mostrar a ineficácia da nossa educação. Os vestibulares continuam a exigir velhos conteúdos, as grades curriculares nas escolas estão presas a disciplinas alheias aos interesses do cotidiano. A formação dos professores também deixa a desejar, já que vêm de instituições da mesma forma fora da vivência escolar. Sem falar do descaso no que diz respeito a uma remuneração digna. Na prática, a tecnologia da informação tomou conta do dia-a-dia do cidadão e é inevitável que modificações profundas sejam feitas na educação brasileira. O ensino médio não pode se resumir apenas a uma preparação para o ingresso ao ensino superior.  Enquanto isso, o que vemos atualmente é uma grande evasão escolar, alta taxa de reprovação, número de concluintes estagnado e muitos jovens fora da escola. Está mais que na hora de se repensar na educação dos jovens brasileiros, abandonar o velho modelo fracassado, incentivar o ensino técnico, porém mudando a sua estrutura, como acontece em outros países. Sabemos que sobra vagas no mercado de trabalho por falta de profissionais qualificados e somente com a participação ativa dos estudantes, juntamente com seus professores e a sociedade de um modo geral é que o ensino médio poderá melhorar, com atividades inseridas no contexto do mundo real, para que os jovens possam visualizar suas vocações culturais e profissionais, envolvendo as modernas tecnologias, não apenas como objeto de consumo como vemos hoje, mas como um meio para melhorar a aprendizagem e formar cidadãos dignos.