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segunda-feira, 11 de fevereiro de 2013

O LADO NEGATIVO DO CARNAVAL DE SALVADOR


Quando se critica os camarotes no carnaval de         Salvador logo alguém fala em saudosismo. Mas
acontece que existe, sim, o lado negativo desta festa. Cada vez mais os camarotes estão crescendo horizontalmente e verticalmente, espremendo os foliões, não só dos blocos como os de fora deles, no espaço que é público. O exibicionismo está extravagante. Não se quer carnaval somente para turista ver.O que se quer é o carnaval participativo como sempre foi o de Salvador. O que está havendo é um apartheid, que começou com as vendas dos abadás caríssimos e os blocos com cordas, estimulando os cambistas por todos os cantos da cidade e até mesmo em sites de relacionamentos, e, agora, os ingressos para camarotes. Se as bandas são patrocinadas por empresas não há razão para se cobrar dos foliões. Ainda bem que está crescendo uma boa tendência de baixarem as cordas dos blocos para que o povo possa correr atrás do trio elétrico que, como diz nosso poeta Caetano Veloso, "só não vai quem já morreu". Conheço muita gente que não morreu mas que não vai atrás do trio porque custa caro.
Outra coisa que está se tornando chatérrima é essa falação em cima do trio de um artista pra outro ou para a mídia que está transmitindo o evento. Um monte de bobagens que só faz atrasar a passagem do carro para dá lugar a outro. Isso sem falar que o folião está ali pagando para se divertir. Há muito vem se dizendo que é preciso gerenciar melhor o carnaval de Salvador. Espero que o prefeito ACM Neto já tenha algo para os os próximos anos. Ainda existe muito espaço a ser explorado, além desses circuitos barra-ondina, campo grande etc., para que o povo possa se espalhar com mais conforto. Uns falam em cidade baixa, outros na avenida paralela. Lembro-me da época em que havia carnavais nos bairros, com palanques e pequenos blocos participando. Muito mais democrático é ouvir o povo. O que gosta de carnaval, é claro.