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segunda-feira, 9 de setembro de 2013

De Anticorpos e Polícia

foto google
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A qualquer hora que ligamos a televisão vemos manifestações de rua com vândalos em confronto com a polícia e, logo depois, depoimentos criticando a ação dos policiais. Ora, o papel da polícia é contra-atacar. Se o patrimônio público está sendo depredado, se as pessoas não estão tendo a liberdade de ir e vir, e correndo risco de vida é de se esperar que haja reação policial. Sabemos que em nosso corpo existe um mecanismo de defesa natural que age contra o inimigo invasor, são os anticorpos. Se estamos correndo risco de vida eles entram em ação. São os nossos “soldados”.O sistema imunológico é a polícia do nosso corpo, composto por células e moléculas que “patrulham” o organismo com a intenção de nos defender de “invasores” externos (bactérias, fungos, vírus, protozoários e até mesmo venenos). Quando um destes invasores entra no seu corpo, começa uma guerra. Algumas vezes eles erram na interpretação, causando prejuízo à saúde. Mas nem por isso devemos generalizar e eliminá-los, caso contrário, estaremos sujeitos a ataques sem que tenhamos nenhuma defesa. Demonizar a polícia é o mesmo que querer eliminar os nossos anticorpos. Os métodos podem não agradar e causar efeitos colaterais, assim como acontece quando somos submetidos ao ataque e defesa entre corpos estranhos e anticorpos. Ruim com eles pior sem eles, como se diz. Claro que alguns métodos de ataque são, muitas vezes, mais desastrosos que outros, assim como nos anticorpos. Uns lançam substâncias de ataques outros agem diretamente englobando os invasores. Esse ataque muitas vezes causa sintomas de dor, inflamação etc. Mas, apesar disso, o processo é benéfico. No caso dos policiais muitas vezes a situação foge ao controle, dada a situação de tensão causada pelo vandalismo generalizado. Os anticorpos sabem identificar quimicamente o invasor, porém, o mesmo não acontece com o policial, principalmente quando o inimigo vem mascarado.