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sexta-feira, 18 de outubro de 2013

A vez do Cobre como Vilão do Alzheimer

Tubulação de cobre
Placa de beta-amilóide
Apesar do cobre ser um elemento químico que exerce um papel importante no organismo, como formação de tecidos, condução de sinais nevosos, secreção de hormônios, crescimento de ossos e etc., não se sabe ainda qual  o nível correto para o seu uso. Experimentos feitos em camundongos pela equipe do Centro Médico da Universidade de Rochester (EUA), concluiu que o cobre é um dos principais fatores ambientais responsável não só para iniciar o Alzheimer como, também, para aumentar a sua progressão. Isto porque ao se acumular no cérebro ele danifica o mecanismo cerebral que anula a ação da proteína beta-amilóide, placas encontradas em cérebro de pacientes com Alzheimer que é uma das marcas da doença. A proteína "faxineira"LRPl localizada na parede dos vasos sanguíneos cerebrais,  gruda na beta-amilóide e a expulsa do órgão. E é justamente nesta região que se acumula o cobre, que acaba por danificar (oxidando) as faxineiras LRPl  fazendo com que a beta-amilóide se acumule permitindo que o cobre e outros elementos furem o bloqueio das LRPl e cheguem ao órgão. Aí chegando o cobre aumenta a produção de bete-amilóide e danifica o  processo de limpeza promovendo a aglutinação da beta-amilóide e inflamação do órgão.
Desta forma, se o cobre for realmente um dos fatores ambientais que desencadeiam o mal de Alzheimer e o fazem prosperar, evitá-lo ficará difícil, isto porque este metal está presente em frutas, carnes vermelhas, sementes ( nozes, avelãs, castanhas etc) frutos do mar, vegetais, água e bebidas alcoólicas que  tenham contato com tubulações de cobre. Encontrar o equilíbrio entre o pouco é o muito é o recomendável pelos autores da experiencia. Tem pessoas que gostam de usar os chamados tachos de cobre para confecção de doces, e vale lembrar que o alumínio já foi também o vilão em hipóteses como estas, aos poucos descartadas, e muita gente deixou de cozinhar em panela com este metal.
(Resumo do artigo de Neurociências publicado na Revista Ciência Hoje, outubro 2013)