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domingo, 27 de dezembro de 2015

Como o segundo maior lago da Bolívia desapareceu?


O lago Poopó virou um deserto (Foto: Reuters/David Mercado)
O lago Poopó virou um deserto (Foto: Reuters/David Mercado)
BBC
26/12/2015 15h57 - Atualizado em 26/12/2015 15h57

Como o segundo maior lago da Bolívia desapareceu?

Lago virou praticamente um deserto e 200 espécies migraram ou morreram; mudanças climáticas e má gestão estão entre causas.

Da BBC
tópicos:
"Temos um lago que desapareceu, agora é pampa; um deserto onde não se pode semear nada, nem produzir; não há nada, muito menos vida."
Com essas palavras, o dirigente camponês Valerio Rojas descreveu à agência de notícias Efe a situação do lago Poopó, o segundo maior da Bolívia, atrás do Titicaca.
O lago de água salgada, localizado no departamento de Oruro, que faz fronteira com o Chile, tinha uma extensão de 2.337 quilômetros quadrados.
Mas agora ele foi reduzido a três áreas úmidas, espécies de charcos, de menos de um quilômetro quadrado e apenas 30 centímetros de profundidade.
A catástrofe vinha sendo anunciada há anos e tem um forte impacto ecológico, econômico, social e político.
Ela representa a destruição de todo um ecossistema, a perda de espécies centenárias de fauna e flora, o desaparecimento de culturas pelo êxodo de comunidades que sobreviviam do lago e a falta de ações efetivas para enfrentar a seca.
Um lago de 2.337 km² foi reduzido a poucas áreas úmidas (Foto: Reuters/David Mercado)
Um lago de 2.337 km² foi reduzido a poucas áreas úmidas (Foto: Reuters/David Mercado)

Perdas ambientais e humanas
Segundo especialistas, cerca de 200 espécies de aves, peixes, mamíferos, répteis e uma grande variedade de plantas desapareceram com a seca do Poopó.

O ornitólogo Carlos Capriles disse ao jornal boliviano La Razón que, entre as aves que foram forçadas a abandonar o lugar, havia três espécies de flamencos ameaçados de extinção.
"Com o desaparecimento do Poopó, o habitat (das aves) se reduz e aumenta o risco de extinção", explicou Capriles.
Segundo ambientalistas, cerca de 200 espécies migraram ou morreram (Foto: Reuters/David Mercado)O especialista explicou que o lago era o ponto de descanso de aves migratórias que se deslocavam do norte para o sul. "Falamos de cerca de 200 espécies que pereceram ou foram para outras áreas."
Segundo ambientalistas, cerca de 200 espécies migraram ou morreram (Foto: Reuters/David Mercado)
Outros ativistas ambientais acrescentam que numerosos mamíferos, répteis e anfíbios ficaram sem habitat e alimento com a transformação do lago em praticamente um deserto.
Mas o pior aconteceu com os peixes, segundo Capriles. Eles não puderam migrar, como os outros animais, e morreram no local.
O Ministério do Meio Ambiente e Água confirmou a perda de uma grande quantidade de espécies únicas, ainda que não se saiba a quantidade exata. Eles planejam realizar uma contagem.
O desastre também teve um custo humano. Cerca de 350 famílias, em sua maioria de pescadores do lago, foram afetadas.
Com o deslocamento forçado também desaparece a cultura da comunidade, que sobrevivia do próprio lago Poopó em uma economia de subsistência.
Causas do desastre
A bacia do Poopó foi declarada, em 2002, um ecossistema de importância internacional onde a água é o principal fator que controla o ambiente, assim como a vegetação e a fauna.

Mas então como ele desapareceu?
As razões são complexas e vão desde os efeitos climatológicos e manejo problemático de recursos aquíferos até a atividade humana, a contaminação e a falta de atenção a um desastre que todos já viam que estava prestes a ocorrer.
Peixes foram os mais atingidos (Foto: Reuters/David Mercado)Peixes foram os mais atingidos (Foto: Reuters/David Mercado)
As análises do governo apontam o fenômeno El Niño e o aquecimento global ocasionado pelos países industrializados como culpados.
O vice-ministro de Recursos Hídricos e Irrigação, Carlos Ortuño, cita dados científicos que estabelecem que a temperatura mínima aumentou 2,06º C nos últimos 56 anos, e que o El Niño provocou secas desde outubro.
A falta de água como fruto da ação humana também é apontada como uma das causas.
Os lagos Poopó e Titicaca dependem da entrada de água do rio Desaguadero. Mas um plano diretor da década de 1990 acabou privilegiando o Titicaca, impedindo a passagem de água para a bacia do Poopó.
Além disso, o próprio rio foi afetado pela atividade humana, que o usa para seus cultivos, sistemas industriais e de mineração.
Esta última atividade causa contaminação. Oruro é um departamento mineiro e a extração, há anos, é feita de forma "não responsável", disse o vice-ministro Ortuño.
Mas ele também destacou a má administração de um fundo que foi feito para evitar a seca do lago.
Em 2010, a Bolívia e a União Europeia firmaram um acordo segundo o qual haveria um fundo de cerca de US$ 15 milhões para o programa Cuenca Poopó (Bacia Poopó).
O ex-prefeito de Oruro, Luis Aguilar, em cuja gestão foi assinado o acordo, disse que seu sucessor foi "mal assessorado" no manejo do dinheiro, que foi usado para "projetos sem sentido" e foi "esbanjado" sem conseguir a recuperação do lago, de acordo com o jornal La Razón.
O ex-diretor do Serviço Departamental Agropecuário, Severo Choque, diz que também "não se priorizou de maneira adequada o trabalho específico no lago".
Mau uso da água também contribuiu para desaparecimento do lago (Foto: Reuters/David Mercado)
Mau uso da água também contribuiu para desaparecimento do lago (Foto: Reuters/David Mercado)
Recuperação, um desafio
Vários críticos pediram que seja realizada uma investigação para descobrir os responsáveis pela falta de ação que permitiu o desastre.

"O custo desse desastre deve ser manejado com absoluta rigidez na identificação de seus responsáveis", escreveu o colunista do jornal La Prensa Enrique A. Miranda Gómez.
Ele pediu que fosse colocada em prática uma política sustentável de "reprocessar o curso das água que vêm do Titicaca e investir em ajuda para populações afetadas, dando a elas infraestrutura produtiva, apoio social e sobretudo segurança aos mais jovens".

O vice-ministro de Recursos Hídricos e Irrigação, Carlos Ortuñez, e o governador de Oruro, Víctor Hugo Vásquez, informaram que seriam destinados US$ 3,25 milhões principalmente para ajuda humanitária e trabalho técnico sobre a corrente de água que chega ao Poopó através do rio Desaguadero.
Na terça-feira (22), o governo boliviano e o departamento de Oruro anunciaram um plano para "reconstruir" o lago Poopó.
Também citaram um financiamento internacional para o chamado Plano Diretor da Bacia do Poopó que vai exigir, segundo eles, US$ 130 milhões.
Este, segundo Ortuñez, será o "maior desafio" do governo para conseguir executar o plano que será elaborado por especialistas nacionais e internacionais.
Mas, enquanto isso, o segundo maior lago da Bolívia segue parecendo um deserto.

sábado, 26 de dezembro de 2015

Razão X Emoção e o balanço de fim de ano.


Foto google

É costume as pessoas se excederem nas festas de fim de ano, nas comidas, bebidas e nas emoções. As comidas até que são saudáveis porque são acompanhadas de frutas, nozes, castanhas, e a carne de peru é branca. Mas o problema está no excesso, principalmente das bebidas. Estas podem causar transtornos na saúde e no comportamento, sem falar na blitz do bafômetro que nessa época do ano é mais comum. A menos que se tenha um GPS para fugir dela. E, acompanhando tudo isso, tem as emoções que afloram nessa época, que é quando as pessoas se questionam de tudo que fizeram ou deixaram de fazer durante o ano, cobrando de si e dos outros e querendo compensar  de uma só vez e de diversas maneiras, seja com presentes, palavras, abraços e lágrimas. E aí quem é emotivo e propenso a uma pressão alta ou enfarte, corre riscos. Sabemos que um só dia não é suficiente para mudar toda uma situação construída ao longo da vida,  por isso o melhor conselho é encarar essas datas do nosso calendário comemorativo sem muito fermento, porque melhor que fazer balanço geral é traçar novas metas, seja em relação problemas pessoais, profissionais ou de saúde. Feliz Ano Novo.

domingo, 20 de dezembro de 2015

Uma pequena trégua neste Natal.

foto
Durante esta semana de clima natalino vou me esforçar para postar amenidades. Digo 'esforçar' porque está difícil uma omissão diante de tanta notícia desagradável, desde catástrofe ambiental a catástrofes políticas e governamentais. Quero também aproveitar para dizer que não tenho nenhum prazer em postar críticas a essas criaturas envolvidas nas falcatruas, muito pelo contrário. Lamento profundamente que o Brasil tenha desviado para um caminho lamacento por culpa de seus dirigentes, representantes do povo, empresários e uma boa parcela da sociedade, que colocaram seus interesses acima dos interesses da Nação. Acredito que esta nuvem carregada de chuva ácida vai passar e nossa Nave vai resistir às turbulências. Mesmo porque tudo isto vai servir de exemplo para os futuros ocupantes de cargos públicos, que irão entender sua verdadeira função, que é a de defender os interesses do povo que o elegeu visando uma melhor qualidade de vida. E que esta é que é verdadeira "regra do jogo", e não o "é dando que se recebe" entre corruptor e corrupto. Este último, com certeza, não existiria se não houvesse o corruptor. Digo isto porque sei da pressão que sofrem os empresários para tocarem em frente os seus objetivos, desde uma simples abertura ou ampliação de uma clínica, uma loja, ou à uma construção civil de grande porte, sendo na maioria das vezes obrigados a darem propinas em troca. Aproveito para me solidarizar com o competente brasileiro Juiz Federal Dr. Sérgio Moro, sem o qual a defesa da legalidade democrática não se faria presente.

sexta-feira, 18 de dezembro de 2015

Somos todos culpados

É de admirar que, com tantos trilhões roubados neste país, o Brasil ainda esteja de pé. Mesmo cambaleando, mesmo de uma perna só. Não fossem esses ladrões que governam a nação; esse Judiciário comprado; a conivência da sociedade e a ignorância do povo brasileiro, poderíamos estar numa situação de primeiro mundo, porque dinheiro não falta. Mas, de acordo com as pesquisas, somos o terceiro país mais ignorante do planeta e, é claro, um dos mais corruptos também.
A Dinamarca está em primeiro lugar como o país menos corrupto do mundo. Isto porque a sociedade dinamarquesa exige total transparência do governo e muita responsabilidade social das empresas que atuam no seu país.
Enquanto não houver no Brasil transparência nas ações do governo e nas empresas que atuam no país, e, principalmente, seriedade no Judiciário, nada irá mudar essa situação.
Há quem diga que tudo isto acontece por resquício de um Brasil Colônia, que o país ainda não teve tempo para amadurecer, etc..  Mas, 500 anos é pouco? Não, é desculpa. O Brasil é um vovô comparando com a Austrália,  que só ficou independente do Reino Unido em 1901, e tem o segundo melhor índice de desenvolvimento (IDH ) do mundo, só perdendo para a Noruega, com baixíssima taxa de violência e criminalidade. É preciso acabar com esse infantilismo do brasileiro que vive deitado em berço esplêndido esperando que a Pátria Babá venha lhe dar mamadeira na boca.

sábado, 12 de dezembro de 2015

Quando não há mais desejo... 12/12/2015 às 07:18 Nicéas Romeo Zanchett


Este é um assunto pouco abordado porém de relevância importante.

A qualidade de vida das pessoas pode ser medida pela atividade sexual. Mas, mesmo assim, são inúmeros as que têm rotina de vida normal e só conhecem ou experimentam as delícias do amor sexual nas telas de TV e cinema.
Teoricamente não é possível alguém não gostar de sexo, pois se trata do maior prazer físico que o ser humano pode experimentar. Entretanto, algumas pessoas passam a vida toda sem sentir o menor desejo sexual.  Muitas, que já tiveram vida sexual ativa, hoje engrossam as fileiras dos "sem sexo". Os obstáculos são muitos, mas a maioria, que tem parceiro fixo e não sente desejo, alega que é falta de prazer durante a relação.
As pesquisas indicam que os que mais admitem problemas são as mulheres jovens e os homens mais velhos. Elas geralmente tem de enfrentar a ansiedade decorrente da pouca experiência. A tensão pode levar dor à relação sexual. Forma-se então um círculo vicioso. O sexo não prazeroso acaba em inapetência. Já os senhores entre 50 e 70 anos vivem uma angustia três vezes maior que os rapazes de 18 a 30 anos, resultante da dificuldade de conseguir e manter uma ereção. 
Os rapazes tem dificuldade pela inexperiência e os senhores pelo medo da impotência. Mesmo depois que surgiram as pílulas milagrosas para ereção, poucos podem usá-las com segurança.
Com o passar dos anos e chegada de doenças típicas da velhice, aliadas a hábitos pouco saudáveis, - uso indiscriminado de medicamentos, tabaco, bebida alcoólica, má alimentação e vida sedentária-, fazem o vigor físico diminuir. A culpa também pode recair no stress, traumas com experiências sexuais mal sucedidas do passado, doenças sexualmente transmissíveis "DST", ejaculação precoce, orgasmos inatingíveis, ansiedade na hora do sexo, etc. Na verdade essas pessoas não rejeitam o ato sexual em si, mas tem problemas e dificuldades de excitação e daí, aos poucos, vão se habituando a uma vida sem sexo e o desejo desaparece.
Por outro lado, o homem ou a mulher que está sozinho, em nossos dias, com  tantas doenças sexuais rondando por aí, sentem medo da contaminação e descartam as oportunidades que encontram.
O sexo bom e prazeroso não acontece quando vem acompanhado de medos. O homem de nosso tempo aprendeu gostar de sexo oral, mas esta modalidade é uma das mais difíceis de ser praticada pelas dificuldades de proteger-se. A camisinha pode proteger o pênis, mas a boca também é uma entrada de bactérias que podem ser perigosas. Portanto é preciso que haja confiança absoluta entre os parceiros para certas praticas sexuais. E aí o sexo vai se tornando cada dia mais escasso até cessar definitivamente.
Para praticar um bom sexo é preciso, acima de tudo ter boa saúde. Quando a circulação sanguínea está dificultada por algum problema de saúde o sangue não circula direito, tanto para irrigar o cérebro como para tornar possível uma ereção.
Nicéas Romeo Zanchett

quinta-feira, 10 de dezembro de 2015

FIBROMIALGIA - saiba o que é


Autor: Dr. Pedro Ming Azevedo

Fibromialgia

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Fibromialgia: o que você precisa saber.
O que é fibromialgia?
Fibromialgia não chega a ser uma doença. Se você fizer uma biopsia das partes que doem, enviar para análise, fazer cultura, olhar no microscópio (…), nada vai surgir. O tecido não está doente. Não há nenhum vírus ou bactéria. E, a boa notícia, ninguém morre disso. No entanto, quem sofre de fibromialgia não tem a  menor dúvida de que alguma coisa está errada.
Que nome dar?
Diz-se “síndrome”, “distúrbio”, “patologia”. Seja lá qual for o nome, existe, e causa imensa morbidade para os acometidos.
Quem tem fibromialgia?
Fibromialgia pode acometer homens e até crianças, mas isso é bastante raro. Mais de 95% das pessoas que sofrem deste mal são mulheres, geralmente com idade superior a 20 anos.
Quais os sintomas de fibromialgia?
Dor no corpo todo. Dor “na carne”, não nas juntas. Dói o dia inteiro, mas a dor é particularmente maior ao acordar (parece que se “levou uma surra” na noite anterior”), sente-se uma discreta melhora ao longo do dia, mas no final da tarde a dor volta com toda sua intensidade. Dorme-se mal nesta síndrome. A cabeça “não para”. Todos os problemas da humanidade passam na cabeça da fibromiálgica, mas em especial os dos parentes próximos. O sono é descrito como “não reparador”, ou seja, a pessoa não descansa. Tem-se a sensação de cansaço e sonolência por todo o dia. Em muitas pessoas as mãos estão inchadas, principalmente pela manhã, algumas vezes formigam, ou ficam dormentes. Para outras, por momentos, a respiração pode ficar difícil, como se houvesse um grande peso sobre o peito. Essa sensação passa sozinha após minutos ou horas mas tende a voltar ao longo do dia. Dores de cabeça são comuns. Causa ou conseqüência, a depressão é muito freqüentemente associada à fibromialgia.
Como ter certeza de que eu tenho fibromialgia?
Não há exame diagnóstico específico. É muito comum a pessoa passar de médico em médico, realizar milhões de exames, de sangue à ressonância magnética, sem encontrar nada de errado. O diagnóstico de fibromialgia é baseado em exames laboratoriais normais, que excluem outras doenças que possam imitar a fibromialgia, e no quadro clínico típico. Os famosos “pontos em gatilho” da fibromialgia (pontos bastante dolorosos à palpação) são indicativos mas com maior valor para trabalhos clínicos do que para o diagnóstico em indivíduos.
O que causa fibromialgia?
Para ir direto ao ponto, o que causa a fibromialgia é o sono ruim. Quem não descansa por um período contínuo e duradouro fica com dores no corpo todo. É o que acontece na fibromialgia e em outras patologias do sono. Em outra doença, a apnéia do sono, por exemplo, o indivíduo não dorme por uma razão bem diferente: se ele aprofunda no sono engasga e sufoca. Mas o resultado é o mesmo: dores no corpo, dores de cabeça, cansaço e sonolência. Uma mãe que não consegue dormir porque o bebê acorda a noite toda também sente dores semelhantes. Mas, na fibromialgia, o que causa o sono ruim? Como já mencionado, a fibromiálgica não dorme porque “a cabeça não desliga”. Porque então “a cabeça não desliga”? Aí entra o próximo tópico.
A personalidade fibromiálgica
Fibromiálgicas carregam o mundo nas costas. Preocupam-se com tudo e com todos. Porque o filho vai mal na escola, porque a filha perdeu o emprego, porque o genro não dá bola para os problemas, porque o marido não se envolve… Trabalha e preocupa-se com e para todos. E freqüentemente aflige-a o fato de que ninguém se preocupa com estes problemas como ela. Bem, se uma pessoa toma conta do mundo sozinha, como é que ela vai conseguir dormir? Quem vai tomar conta do mundo enquanto ela estiver “desligada”? Os problemas são enormes, e após um vem logo outro. E a fibromiálgica passa a vida esperando as coisas melhorarem para ela começar a se cuidar, para começar a ser feliz. Mas as coisas nunca
melhoram o bastante.
Fibromialgia tem cura?
Tem. Mas depende muito mais da paciente do que do médico. Ao médico cabe apenas orientar e passar algumas medicações. As medicações na fibromialgia não são mágicas. Elas se baseiam em relaxantes musculares, que melhoram o sono e “desligam” um pouco a pessoa, e antidepressivos. Alguns antidepressivos também dão sono, outros apenas combatem a depressão associada, e diminuem a ansiedade. Muitas fibromiálgicas ficam dependentes de remédios para dormir e ansiolíticos, que resolvem muito parcialmente os problemas. Os relaxantes musculares e antidepressivos não causam dependência, mas, infelizmente, perdem a eficácia após mais ou menos de 8 a 12 meses. Então os problemas voltam, e os remédios não mais funcionam.
É verdade que esportes têm papel importante na fibromialgia?
Sim. Esporte age de diversas maneiras. Em primeiro lugar melhora a forma física, a auto-estima e o organismo como um todo. Em segundo, libera uma série de hormônios e mediadores que aliviam a dor e o cansaço. Em terceiro, pode melhorar a qualidade do sono. Por fim, o esporte é um momento onde a fibromiálgica deixa o mundo de lado para cuidar de si mesmo. Isso apenas já é grande avanço! Qual esporte fazer? Tenha em mente duas coisas: primeiro, a atividade deve ser para a vida toda! Portanto não faça algo que não goste, ou que não vai agüentar muito tempo. Se academia te entedia, mas dança te dá prazer, dance! Se cansar de um mude para outro. O importante é não ficar parada. Combine esforço aeróbico com alongamento. Musculação não é o mais indicado. Segundo, um corpo
dolorido e contraído dói mais ao exercício. É comum e esperado que as dores piorem no início das atividades físicas. Este é o momento de usar as medicações que seu reumatologista indicar, elas darão algum alívio. Insista. Continue. Faça por gosto e por você.
Como curar fibromialgia?
Geralmente uma crise forte de dor anuncia que a pessoa está realmente num limite e que uma mudança no estilo de vida é urgente. Algo está “demais”, pesado demais mesmo para esta pessoa campeã em agüentar as coisas. Esta crise pode ser uma oportunidade de alavancar uma transformação, e a cura. Entenda esta crise de dor aguda como um grito do
corpo pedindo que a pessoa atenda as exigências maiores de sua essência. Para curar a fibromialgia tem-se que tomar consciência dos mecanismos que causam a doença, e mudá-los. Os remédios são fundamentais, viabilizam uma condição onde a transformação tem chances de acontecer, aliviam por alguns meses. Este tempo é valioso para a pessoa mudar completamente o jeito como leva a vida. “Se trago as mãos distantes do meu peito, é que há distância entre intenção e gesto”, diz Chico Buarque. Da mesma forma, conscientizar-se está ainda a alguma distancia de resolver o problema. Pode não ser fácil mudar os padrões de comportamento de uma vida toda. Por isso psicoterapia é fundamental. Simplesmente deixar de se preocupar com as coisas e pessoas não é possível. Se fosse, deixaria um vazio enorme. A fibromiálgica pode perceber que há anos não vive sua própria vida. Reconstruí-la, retomar objetivos próprios e prazeres pessoais é fundamental. Lidar com a culpa de “deixar as pessoas à própria sorte” também pode ser difícil. A combinação da medicação certa, exercícios físicos, auto-conhecimento e muita vontade é a única fórmula capaz de operar milagres.

segunda-feira, 16 de novembro de 2015

A Evolução da Barbie


A evolução da Barbie, desde que foi lançada pela primeira vez, mostra a evolução da moda, do olhar das meninas e do padrão das mulheres.
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A Barbie tem recebido inúmeras críticas por representar um padrão de beleza irreal, passado para as meninas desde a infância. Pensando nisso, a Mattel, empresa fabricante das bonecas, criou uma campanha para empoderar as jovens garotas, mostrando que elas podem ser o que quiserem. A ação é da BBDO San Francisco, com produção da Slim Pictures Inc.
No comercial, meninas aparecem no papel de professora, médica, executiva e técnica de futebol. No final do vídeo, a marca diz que a Barbie também é capaz de empoderar as crianças ao permitir que elas escolham os papeis que desejam desempenhar.
Reprodução/Mattel
Reprodução/Mattel
A ideia da campanha é empoderar as pequenas garotas

Assista o vídeo


Além disso, as atrizes que participaram do vídeo tiveram a oportunidade de escolher que profissão gostariam de interpretar. A ideia é mostrar cada vez mais que a diversidade também está presente no conceito das bonecas.

sexta-feira, 13 de novembro de 2015

Onde vamos parar?





Estamos vivenciado um período conturbado no mundo e, particularmente, no Brasil, em que as pessoas parecem estar sem rumo definido. O que antes era o certo hoje já não é.

A inteligência nos foi dada para que possamos conduzir, da melhor maneira possível, a nossa existência e sobrevivência neste mundo, viabilizando a nossa relação com a natureza e os outros seres, para que haja um equilíbrio. Sem um cérebro inteligente viveríamos de forma desordenada. Não saberíamos distinguir uma coisa da outra nem nos identificar como seres humanos. Até mesmo o cérebro dos animais têm importância na condução da vida deles, apesar da pouca inteligência. Sabemos o quanto é difícil lidar com a situação em casos de um desequilíbrio mental. Se uma pessoa só já é o bastante para transtornar a vida de outros, imaginem o que não seria se a maioria das pessoas não tivessem suas faculdades mentais bem sintonizadas. É sabido que os seres humanos têm necessidade de criar mitos para que possam idolatrar, assim como eleger líderes para sentirem-se mais seguros. Ou seja, têm necessidade da existência de algo acima deles para recorrer em caso de dificuldades. Daí a importância de acreditar na existência de um Deus protetor que os conduz. Mas em se tratando da escolha de um líder, seja comunitário ou governamental, é preciso muito cuidado. Um líder desequilibrado, radical, irracional ou sem atitudes coerentes, pode levar o povo a uma catástrofe. Saber escolher um líder é condição sine qua non. Para isso tem que se ficar atento para o biótipo ao qual vamos dar o nosso crédito. Não só em relação à sua saúde mental, como em relação ao comportamento e saúde de um modo geral. A história está cheia de exemplos de que nem sempre o carismático é o mais confiável. Hitler é um deles. 

quinta-feira, 5 de novembro de 2015

5 DE NOVEMBRO - DIA NACIONAL DA CULTURA


"A liberdade não é um luxo dos tempos de bonança; é o maior elemento da estabilidade"

No dia 5 de novembro comemora-se o Dia Nacional da Cultura. O Dia da Cultura foi instituído em maio de 1970 e foi escolhida porque a 5 de novembro de 1849 nasceu o Conselheiro Ruy Barbosa, um dos intelectuais mais brilhantes de seu tempo.

Ruy Barbosa de Oliveira
Nascimento 5 de novembro de 1849
Salvador, Bahia,  Brasil
Morte 1 de março de 1923 (73 anos)
Petrópolis, Rio de Janeiro,  Brasil
Nacionalidade  Brasileiro
Foi deputado, senador, ministro. Em duas ocasiões, foi candidato à Presidência da República. Empreendeu a Campanha Civilista contra o candidato militar Hermes da Fonseca. Notável orador e estudioso da língua portuguesa, foi membro fundador da Academia Brasileira de Letras, sendo presidente entre 1908 e 1919.

Como delegado do Brasil na II Conferência da Paz, em Haia (1907), notabilizou-se pela defesa do princípio da igualdade dos estados. Sua atuação nessa conferência lhe rendeu o apelido de "O Águia de Haia". Teve papel decisivo na entrada do Brasil na Primeira Guerra Mundial. Já no final de sua vida, foi indicado para ser juiz da Corte Internacional de Haia, um cargo de enorme prestígio, que recusou.

Na sua  Campanha Civilista eleitoral, em 1909,  Ruy Barbosa  apelou para o voto secreto " A publicidade do voto  é a servidão do votante. O segredo a sua independência"
.

Em tempo: Para que se tirem dúvidas a respeito do nome de Ruy Barbosa se é com (Y) ou (i) confiram abaixo a certidão.




quarta-feira, 21 de outubro de 2015

Você quer viver muitos e muitos anos?

                                                                                                                  Resumo do artigo da revista Superinteressante 2010

Então vai ter que agüentar as consequências. 

2015-2020 - O mundo terá mais idosos (acima de 65 anos) do que crianças pela primeira vez. 

2040 - Estimativa de 1,3 bilhão de pessoas com mais de 65 anos - eram 506 milhões em 2008.

A luta contra a morte  - Durante 1 000 anos de estudo, a ciência entendeu, aos poucos, como adiar o fim da vida .

Os remédios - As pílulas, injeções e medicamentos que impedirão o envelhecimento das células do seu corpo:
Injeções de telomerase - Impedem que as células definhem. Sem telomerase, nossas células correm riscos a cada divisão celular. Durante o processo, os cromossomos presentes nelas podem ser mutilados. Danificadas, as células envelhecem. Doses periódicas de telomerase garantiriam que os cromossomos ficassem inteiros. Previsão de uso: 2025.
Células-tronco - Renovam nosso estoque de células - São células que podem recuperar tecidos danificados e fazer o trabalho de outras que tenham morrido ou sofrido danos (como os gerados na divisão celular). Injeções de células-tronco poderão virar tratamento de rotina em consultórios. Previsão: 2025 
Fome em pílula - Simulam a falta de alimentos no corpo - A restrição calórica faz com que o corpo entre em alerta, descartando proteínas danificadas e protegendo as células de radicais livres. Remédios que induzem esse estado de alerta já estão em testes com humanos. Previsão: 2015 
Água pesada -( deutério ) Protege as células dos radicais livres - Radicais livres são moléculas que roubam elétrons de outras, danificando-as. Para evitar o "furto", átomos têm de estar fortemente ligados entre si. Na água, a ligação entre oxigênio e hidrogênio é vulnerável. Se trocamos hidrogênio por deutério, a molécula fica mais resistente. Uma fórmula da água com deutério já está em testes.
Previsão: 2020 . Fontes David Sinclair, Ray Kurzweil, Retrotope.

A tecnologia  - As peças e os robôs que vão se incorporar a seu corpo para que ele dure mais:

Órgãos artificiais
Peças sobressalentes
Se algum órgão der defeito, bastará criar um novo. Assim: células do paciente são retiradas e cultivadas em laboratório. Com a ajuda de moldes, cria-se o órgão artificial. Bexigas já estão sendo produzidas assim nos EUA. Previsão: 2015 

Nanor Robôs - Faxineiros dentro do corpo
Um exército de robôs-médicos, do tamanho de células, arrumaria os defeitos do nosso organismo. Limparia artérias e destruiria vírus, bactérias e tumores, antes que nosso corpo sofresse qualquer dano. Previsão: 2030

 Você imortal -  Nosso corpo continuará jovem e teremos muito trabalho pela frente 

1. CORPO - A imortalidade dará a você o corpinho que quiser. Nada de plástica - é que conseguiremos repor tudo o que estiver gasto no corpo. É a perda de células que faz você ter careca e cabelos brancos, por exemplo. Se as repusermos no futuro com injeções de células-tronco, sua cabeleira manterá o viço. Vai dar até para reverter sinais da idade. Nanorrobôs na corrente sanguínea eliminarão toxinas e dejetos que estejam poluindo o corpo. "As pessoas que receberem essas terapias vão se parecer exatamente com os jovens adultos de hoje", diz Aubrey de Grey, geneticista da Universidade de Cambridge. 

2. TRABALHO - Aposentar-se por idade no Brasil significa descansar só nos últimos 10% da vida, em média. Se chegarmos aos 300 anos de idade, a labuta irá até os 270. Isso se o governo quiser pagar aposentadoria. Afinal, você continuará jovem e produtivo o suficiente para pegar no batente. Para não morrer de tédio - de tanto trabalhar na mesma coisa -, o jeito vai ser exercer profissões diferentes. "Será possível ter mais de uma carreira ou aprender vários idiomas. O homem terá uma sabedoria jamais vista", diz Anders Sandberg, neurocientista da Universidade de Oxford.

3. FAMÍLIA - No mundo dos imortais, só se morrerá por acidentes muito graves e que não possam ser consertados a tempo. Por isso, sua família vai crescer: você vai conviver até com seu tataravô. As famílias vão ficar enormes, até porque as pessoas terão mais casamentos. Hoje os casais brasileiros vivem 11 anos juntos, em média. Um novo casamento acontece cerca de 3 anos depois da separação. Nesse ritmo, chegaríamos aos 500 anos com uns 32 casamentos nas costas.

domingo, 11 de outubro de 2015

O DIA A DIA DA CRIANÇA, de hoje e de ontem.


Tenho visto e lido muitas críticas condenando o uso de celulares e internet pelas crianças de hoje em dia,  com o argumento de que isto poderá prejudicar a sua formação. Críticas semelhantes também vimos quando surgiu a televisão. E eu pergunto o que é melhor? Esta educação tecnológica de hoje, ou aquela do passado, onde a criança cresceu ouvindo as assustadoras estorinhas do lobo mau que pega as criancinhas pra fazer mingau, com a pobre Chapeuzinho Vermelho, cuja mãe irresponsável a manda sozinha levar doce para a vovozinha, sabendo do perigo do lobo; cantigas de ninar como "boi da cara preta, vem pegar neném que tem medo de careta", e "dorme filhinho que a Cuca vem pegar, mamãe foi a feira e papai foi trabalhar", ( e sabe-se lá quem estava ninando a criançinha? )   cantigas de roda tipo "atirei o pau no gato" , que dona Chica ainda admirou-se com o berro que o gato deu, (porque não foi ela quem recebeu a paulada). Talvez muitos desses bebezinhos tenham levado ao pé da letra toda essa idiotice e hoje põem em prática seu lado perverso e atira mesmo o pau no gato. 
O uso da internet pode ter o seu lado negativo, se levarmos em conta o seu uso exagerado, mas, comparando as crianças de hoje, ligadas em tudo que é novidade tecnológica do mundo, com aquelas crianças do tempo da vovó, podemos afirmar que as de ontem eram umas bobocas. Não desmerecendo o lado lúdico e fantástico que toda menininha gosta, que é de se ver no lugar da princesa que casa com o príncipe encantado.

quinta-feira, 8 de outubro de 2015

V ENEB – ENCONTRO DE ESCRITORES BAIANOS - 2015

É AMANHÃ
V ENEB – ENCONTRO DE ESCRITORES BAIANOS - 2015
(Homenageia o escritor e quadrinista Antonio Cedraz).
Dias 9 e 10 de outubro – Biblioteca Pública do Estado.
Salvador/BAHIA-Brasil
PROGRAMAÇÃO
09/10/2015 (sexta-feira).
10:00 hs. Auditório Kátia Matoso – 3º andar/Abertura.
Secretária da UBESC - União Baiana de Escritores Palmira Heine (Mestre de Cerimônia), Mesa com Roberto Leal (Presidente UBESC), Presidente da Fundação Pedro Calmon Zulu Araujo, Diretora da Biblioteca Pública do Estado Srª Ivana Lins.
10:30 hs. Auditório Kátia Matoso – 3º andar.
Chamando Palestra de Bate-papo.
"O conceito de transmídia na criação literária", com a escritora, atriz, filosofa, produtora e gestora cultural Maria Prado de Oliveira autora do livro de contos “ Urbanos, humanos, estranhos...”, o poeta, jornalista e antropólogo Marlon Marcos com mediação do jornalista Carlos Yeshua.
10:30 hs: Espaço Quadrilátero – Térreo.
Feira de Livros da Fundação Pedro Calmon (nos dias 9 e 10), com bate papo com escritores, sessão de autógrafos, intercâmbio, venda, troca e distribuição de publicações, leitura de livros, venda e exposição de livros, além de intercâmbio entre escritores. Com a participação das Editoras Baianas e de vários livreiros. “Com a participação do escritor mirim Ítalo Vasconcelos, autor dos livros: “Memórias de Luck e outras histórias” e ” A Estrela Cadente” Ed. Vento Leste/BA.
14:00 hs: Auditório Kátia Matoso – 3º andar.
Mesa de Literatura Contemporânea de hoje:
“Quais as solucionáticas para vencer as problemáticas de uma carreira de autor contemporâneo?”, com o Diretor do livro e da leitura da Fundação Pedro Calmon poeta João Vanderley de Moraes, com o presidente da União Baiana de Escritores, escritor e editor Roberto Leal, o presidente da CEPA-Círculo de Estudo Pensamento e Ação, o professor e editor Germano Machado e a bibliotecária e escritora Vanda Cunha.
16:30 hs. Auditório Kátia Matoso – 3º andar/Abertura.
Chamando Palestra de Bate-papo.
"Impactos da Literatura baiana nos intercâmbios internacionais”.
Com a escritora Clarissa Macedo, a representante da FUNCEB Karina Rabinovitz e o poeta angolano Josué Ananias Sudi, mediado pelo jornalista e editor Roberto Leal.
18:00 hs. Espaço Quadrilátero – Térreo.
Entrega do título de Personalidade de Importância Cultural ao poeta e agitador cultural, o primeiro a receber a honraria por indicação pública popular Luar Aidner Mendez Neves, o conhecido “Luar do Conselheiro”, pelo conjunto da sua obra artística e cultural.
18: 00 hs. Lançamentos nacionais:
Dicionário de Escritores Contemporâneos da Bahia, organizador pelo jornalista e escritor Carlos Yeshua. “Prêmio Galinha Pulando de Literatura 2015” (vários autores). “Poesias ao Vento” “Vinte Poemas de Amor” e “Uma Crônica Desesperada do jornalista e escritor Valdeck Almeida de Jesus e “A poesia Cria Asas” coletânea com autores do Grupo Ágape, que também se apresentará com o seu tradicional recital do “Sarau da Onça”. O livro do cordelista brumadense José Walter Pires “A Saga de Anésia Cauaçú”, que conta a história da primeira cangaceira brasileira. Livro Antonio Burokô do escritor Domingos Ailton. Livro de poesias Jandaia & outros poemas de Milton Almeida.
19:00 hs. Dança: Grupo Neriah
Com o espetáculo “Iluminando vidas in África”.
Jovens da Igreja Batista Nacional Monte Calvário
homenageiam aos 40 Anos de Independência de Angola.
19:20 hs. Lançamentos Internacionais:
Estarão lançando suas obras, os poetas angolanos Josué Ananias Sudi com o livro de poesias “No Silêncio das Palavras” Ed. Òmnira/BA-Brasil e David Matuca com o livro “Dois Rostos Iguais” Ed. TM/SP-Brasil e o guineense Inussa Manuel Gomes com o livro de contos “Filhos da mesma Mãe separados pela margem” Ed. Independente. Teremos ainda o lançamento das coletâneas poéticas angolanas KIXIMANU e Poética Mucubal do Namibe ambas Ed. Òmnira/BA-Brasil e o lançamento da Edição número 11, da Revista Òmnira de Literatura, editada pelo jornalista e escritor Roberto Leal.
Os estrangeiros serão recepcionados pelo Deputado Estadual Manassés e autoridades convidadas das Casas africanas na Bahia, como: Iray Galrão (Casa do Benin), Dr. Camilo Afonso (Casa de Angola), a presidente da Tucanafro Drª Luislinda Valois (primeira juíza negra do Brasil) e representando a Directora Provincial de Cultura do Namibe/Angola (Drª Euracema Major – parceira UBESC/ÒMNIRA) a estudante angolana Idília Beatriz Mário.
10/10/2015 (sábado).
09:00 hs.: Momento do Livro infantil:
Comemorando o Dia das Crianças, teremos contação de história com Palmira Heine, Iray Galrão, Lucas Yuri e Sandra Popoff. Lançamento dos livros infantis: “O Reino todo Amarelo” e “O Autor é Você” da escritora e professora Palmira Heine.
11:00 hs. Apresentação circense:
Vamos colocar fogo no circo da Leitura.
Com o artista circense “Guga Freitas”
9356-3880
11:00 hs. Encerramento: Espaço Quadrilátero – Térreo.
II Sarau da UBESC com o recital dos poetas angolanos David Matuca e Josué Ananias Sudi, tendo como participante, o poeta baiano/brasileiro Douglas de Almeida e mediado pelo também poeta Roberto Leal.
“Quem não lê pouco sabe em nada opina, só ouviu dizer!”
Roberto Leal

segunda-feira, 5 de outubro de 2015

Acabou o escrúpulo - ISTO É


BRASIL
ISTO É      N° Edição:  2392 |  02.Out.15 - 20:00 |  Atualizado em 05.Out.15 - 17:17

Acabou o escrúpulo

Orientada por Lula, a presidente Dilma rende-se ao mais rasteiro fisiologismo e ao vale tudo político para se manter no cargo. Nada garante, porém, que ela conseguirá

Sérgio Pardellas (sergiopardellas@istoe.com.br)
Desde a primeira eleição de Dilma Rousseff, em 2010, ela e o ex-presidente Lula estiveram reunidos dezenas de vezes para debater a conjuntura política. Os dois últimos encontros entre o criador e sua criatura aconteceram na quarta-feira 23 e na quinta-feira 1 no Palácio da Alvorada e foram bem diferentes dos anteriores. Em ambos, Dilma praticamente só ouviu. O tom enfático e as palavras duras proferidas por Lula não autorizaram réplica. Instada pelo petista a promover uma reforma ministerial de modo a contemplar todas as alas do PMDB e a promover à coordenação-geral do governo um lulista de carteirinha, o ministro Jaques Wagner, a presidente aquiesceu, como se alienasse o governo com porteira fechada ao antecessor. Por isso, a reforma ministerial anunciada no final da última semana diz mais sobre Lula do que Dilma. Mas as mudanças na Esplanada também falam muito sobre a presidente. Fragilizada, a petista virou uma marionete, pois topou fazer o diabo para prosseguir com a única agenda que a consome há pelo menos seis meses: a de “não cair” – ou seja, evitar o impeachment a todo e qualquer custo. Às favas qualquer escrúpulo. Não importa – a não ser para a manutenção do poder – se para tentar se sustentar no cargo ela tenha de escalar um time de quarta divisão para comandar o seu primeiro escalão. Não importa se para empreender as mudanças no governo ela tenha de tratar com desdém os ministros descartados na reforma. Para abrir espaço no ministério da Saúde a Marcelo Castro (PMDB-PI), um apadrinhado do líder do PMDB na Câmara, o neogovernista Leonardo Picciani, Dilma não se constrangeu em demitir o petista Arthur Chioro por telefone. “É uma grande pancada que os militantes do SUS estão recebendo do governo. A decisão de lotear o cargo para tentar atrair a fidelidade do PMDB no Congresso é ingênua, posto que terá resultado efêmero, e a cada votação se restabelecerá uma nova chantagem”, lamentou o deputado do PT baiano, Jorge Solla. Sem a menor hesitação de consciência, a presidente também passou o trator sobre o respeitado filósofo Renato Janine Ribeiro, escolha comemorada havia menos de seis meses como um raro feito de seu segundo mandato. A decisão atendeu ao único propósito de acomodar na Educação Aloizio Mercadante, apeado do cargo de ministro da Casa Civil. Mercadante será o quarto ministro da Educação, área considerada prioritária por Dilma, ao menos no discurso, em apenas dez meses. Ascende à chefia da Casa Civil, Jaques Wagner, aliado de primeira hora de Lula.
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ELES RIEM DO QUÊ?
Desde 2010, Lula e Dilma nunca estiveram tão próximos como agora.
Reforma ministerial evidenciou que o ex-presidente voltou a mandar no governo
Para o próprio PT e parcela dos partidos que ainda permanece aliada a ela, Dilma piorou a qualidade do seu governo apenas para se safar de um processo de impedimento no Congresso. Em setores da esquerda, a mulher que um dia foi admirada pelo passado de luta contra a ditadura e pelo pulso firme com que comandou a Casa Civil, no governo Lula, hoje desperta apenas comiseração. Ao se comportar como fantoche do mentor de sua candidatura, a presidente desconsidera um importante ensinamento do florentino Nicolau Maquiavel. “Nunca se deve deixar prosseguir uma crise para escapar de uma guerra, mesmo porque dela não se foge, apenas se adia para desvantagem própria”. Para não encarar a inevitável guerra do impeachment, a ser travada em breve no Congresso, Dilma adota medidas paliativas que podem até lhe conferir uma aparente sobrevida, mas não resolvem a crise. Nem a do País nem a política, ambas fruto de seus próprios erros.
Nada garante a Dilma que ela não será abandonada na esquina pelo fisiológico PMDB. Mesmo assim, a chefe do Executivo entregou os anéis, os dedos e as jóias aos peemedebistas, num total de sete ministérios, daqueles com verba, caneta e tinta. Além de nomear Marcelo Castro para a Saúde, a presidente confirmou Celso Pansera na Ciência e Tecnologia, deslocou Helder Barbalho da extinta Pesca para os Portos e manteve Eduardo Braga, nas Minas e Energia, Kátia Abreu, na Agricultura, Eliseu Padilha, na Aviação Civil e Henrique Eduardo Alves, no Turismo (leia mais no quadro abaixo).
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Um reluzente sinal de que a cúpula do PMDB pode lavar as mãos mais adiante, na hipótese de aprofundamento da crise política, foi a segunda negativa de Michel Temer a Dilma, num período de 15 dias. Na quinta-feira 1, ao ser procurado pela governante para endossar a indicação de alguém com mais lastro político para assumir a Ciência e Tecnologia, no lugar de Aldo Rebelo, transferido para a Defesa, Temer voltou a se recusar a carimbar a nomeação, como já o havia feito na semana anterior. O presidente da Câmara, Eduardo Cunha, também tornou a se desvincular da reforma ministerial, embora suas digitais apareçam na nomeação de menos uma pasta. Pansera, novo ministro de Ciência e Tecnologia, é considerado seu aliado de primeira hora.
Numa outra trincheira, um grupo de 22 deputados do PMDB – um terço do total da bancada – assinou na quinta-feira 1º um manifesto contra o fato de o partido aceitar ocupar cargos na Esplanada. “Não é possível que ainda tenha espaço para esse esse ‘toma-lá-dá-cá’. Estamos vendo nessa reforma uma tentativa da presidente de diminuir as pressões ao seu mandato”, comentou o deputado Lúcio Vieira Lima (PMDB-BA), que capitaneia a iniciativa.
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POR TELEFONE
No afã de acomodar o PMDB, Dilma demitiu o ministro
da Saúde, Arthur Chioro, pelo celular
Embora, como se vê, nada assegure a fidelidade do PMDB, o partido, aquinhoado com sete pastas, torna-se majoritário num governo que poderá ser comandado por ele adiante, em caso de impeachment. Já o ex-presidente Lula, não bastasse ter sido o grande mentor das atuais mudanças na Esplanada, passará a contar com três petistas de sua confiança ao lado de Dilma: além de Jaques Wagner, Ricardo Berzoini, que vai assumir a nova Secretaria de Governo, e Edinho Silva (Comunicação Social). Com tanta gente para agradar, a presidente não conseguiu honrar sua promessa, feita em agosto, de eliminar 10 dos 39 ministérios. Cortou apenas oito e, embora tenha reduzido em 10% os salários do ministros, o gesto é pouco significativo diante da colossal máquina administrativa que sustenta o governo.
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ESTÁ DOMINADO
Todas as alas PMDB de Eduardo Cunha, Renan Calheiros
e Temer foram contempladas na reforma
Apesar de ter preservado pastas importantes, o PT ensaia um discurso alternativo que o permita desembarcar de Dilma mais à frente, se for o caso. O problema é que ao fazê-lo os petistas atiram na única bóia de salvação do governo até agora: o ajuste fiscal do ministro da Fazenda, Joaquim Levy. Documento formulado pela Fundação Perseu Abramo, criada e mantida pelo PT, diz que as iniciativas atuais do governo estão jogando o País em uma recessão e prejudicando os trabalhadores. Ou seja, o texto coloca na conta do necessário ajuste de Levy, ainda em seu início, todas as barbeiragens administrativas cometidas por Dilma no mandato anterior. E pede a volta justamente da política equivocada que levou o País à crise econômica atual da qual provavelmente levaremos anos para nos recuperar, cujo modelo – baseado na elevação do endividamento público, no aumento dos gastos públicos e no dinheiro do subsidiado para um seleto grupo de empresários –, se revelou um fracasso. Para o PT, no entanto, não importa as inconsistências e fragilidades do documento. Vale mais o significado político do gesto – a abertura de uma porta de saída se tudo der errado. Se tiver de abandonar Dilma à frente, o PT adotará o mesmo receituário utilizado agora pelo governo a fim de se salvar do impeachment: às favas os escrúpulos. 
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