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quarta-feira, 30 de novembro de 2016

Melhor seria terminar em maionese que em pizza.


Se a nossa esquerda política não fosse tão irascível, talvez pudéssemos fazer do Brasil uma deliciosa maionese. Explico: na confecção da maionese temos dois elementos que quimicamente são inimigos, porque não se misturam,  a água, e o óleo. Porém, a gema do ovo, mais específicamente sua molécula, a lecitina, funciona como conciliador, que permite não a mistura, mas a boa convivência entre os dois elementos. De um lado ela adere ao óleo e do outro se junta à água. Sem a gema não há entendimento entre a água e o óleo nessa receita, muito menos maionese. Quem é o óleo, e quem é a água do limão, nessa política atual, eu não sei, mas, se puder dar um conselho ao presidente, direi: seja uma boa gema. 

Veja aqui a química básica da maionese. 

Gema de ovo tem (50% água) Suco de limão tem (90% de água) Óleo de cozinha,
3 colheres de chá de água . 
Vá acrescentando o óleo aos poucos, batendo a gema com o suco do limão.
Cuidado que a gema tem de ser confiável, senão desanda. 

segunda-feira, 28 de novembro de 2016

Ainda bem que Brasil não é uma Ilha

Nem a tecnologia em 3D é capaz de fazer o homem enxergar o outro por trás de suas máscaras, que são muitas. Daí a importância de se ter cuidados ao lidar com o seu semelhante e, mais ainda, escolher um líder. A história está cheia de exemplos do quanto é perigoso idolatrar figuras carismáticas que através de seus discursos, de seus sorrisos, escondem as suas verdadeiras intenções. Desde os primórdios o ser humano tem essa necessidade de criar mitos, algo que esteja acima dele, para se sentir protegido e justificar sua existência no mundo. Fica mais fácil viver acreditando num Deus, que criou tudo e a todos protege. Mas em se tratando do seu semelhante a idolatria pode trazer grandes decepções e até mesmo catástrofes. Não existe justificativa nenhuma em exterminar seres humanos em nome de uma ideologia, muitas vezes utópica, como essa de igualar uma sociedade através de crenças religiosas, políticas ou raciais, desprezando as diferenças pessoais e desrespeitando os direitos sociais de um povo. Ninguém é obrigado a aceitar viver sob a maestria de alguém que põe os seus próprios interesses e vaidade  acima de tudo e de todos, simplesmente por desejo de poder. 


No caso de Cuba, ao meu ver,  não há mérito nenhum para um  governante que se perpetuou no poder e deixou como saldo centenas de pessoas assassinadas, outras expulsas de seu país, por discordarem de seus ditames, e um povo empobrecido, que fica  vendo seus desejos reprimidos, tendo que usar de artifícios muitas vezes constrangedores, para poder sobreviver no seu dia a dia, enquanto seu ditador era o sétimo mandatário mais endinheirado do mundo, segundo a revista FORBES. E fico perplexa de ver pessoas, que se dizem esclarecidas, políticos ou não, enaltecerem o líder Fidel Castro, agora morto, por seus feitos "positivos". Que feitos? De que adiantou zerar  o analfabetismo se o povo não tem direito a opinar, de expressar seu pensamento? E a tal melhoria da medicina? Como vivem os médicos na Ilha  Castrista? Por que eles preferem exercer sua profissão em outros países? O mérito de Fidel  está no fato dele ter renunciado em 2011e reconhecer que o Socialismo precisa ser revisto,  que houve equívocos, dando oportunidade ao seu sucessor de retificar os erros, como tem procurado fazer o seu irmão Raul Castro, aliando-se ao seu arque-inimigo e invejado Estados Unidos da América. Espero que o sucessor realize as reformas que o povo cubano almeja.

terça-feira, 22 de novembro de 2016

"A única defesa da Lava Jato é a sociedade"


Deltan Dallagnol, além de ser entrevistado pelo Estadão, foi entrevistado também pela TV Folha.
Ele comentou o projeto de anistia do caixa dois:
"Muitas pessoas que estão sendo investigadas são as pessoas que fazem a lei, e elas podem mudar a lei para nos atacar e mudar a lei para se proteger".
E explicou o motivo de tantas entrevistas:
"Nós procuradores da Lava Jato não temos poder econômico, não temos poder político. A nossa única defesa, o escudo que defende a Lava Jato é a sociedade".

E se o Brasil fosse um remédio?





Se o Brasil fosse um remédio sua fabricação já teria sido proibida devido ao mal que seus efeitos colaterais têm causado: ódio, desconfiança, medo, insegurança, intolerância, nervosismo, fuga, vergonha, fobias, tristeza, pânico, desesperança, estresse, depressão. Além de homicídios ( são 57 mil assassinatos por ano) e suicídios,(o Brasil é o oitavo país em número de suicídios, 12 mil casos ao ano, hoje em dia mata mais que o HIV).
Mas o Brasil não é remédio, é uma droga lícita que acostuma.

domingo, 6 de novembro de 2016

LER: DIREITO DE TODOS - UBESC União Baiana de Escritores


Livros com preços especiais, sessão de autógrafos e um espaço de cultura e lazer, preparado especialmente para debater a importância da leitura. 

A União Baiana de Escritores (UBESC) participa do VII edição do seminário, LER: DIREITO DE TODOS, realizado pela Rede de Bibliotecas Comunitárias de Salvador (RBCS), que acontece no Centro de Cultura da Câmara Municipal de Salvador, na Praça Thomé de Souza, nos dias 8 e 9 de novembro. A programação, que pode ser acessada no blog: http://seminariorbcs.blogspot.com.br/, na terça-feira (8), ocorrerá das 14h às 17h30 e na quarta (9), das 8h às 17h30.
Para o seminário, a UBESC fará uma exposição da Revista Òmnira e de livros de autores baianos como Roberto Leal, Valdeck Almeida de Jesus; Morgana Gazel, Germano Machado, Manoel Porto Lima, Palmira Heine, Carlos Souza Yeshua, Terezinha Passos, entre muitos outros. A poesia cria asas, do Grupo Ágape e livros e revistas do Movimento Cultural Artpoesia também estarão à disposição dos leitores. 
O VII seminário “Ler: Direito de todos” tem por finalidades discutir políticas públicas do livro, da leitura e da biblioteca no município, ampliar a visibilidade das ações desenvolvidas pelas Bibliotecas Comunitárias articuladas em Rede, agregar parceiros para fortalecer a luta por uma Política Pública do Livro, da Leitura e da Biblioteca para a cidade de Salvador.
O evento é promovido pela Rede de Bibliotecas Comunitárias de Salvador (RBCS), responsável por articular 14 Bibliotecas Comunitárias sediadas em diferentes bairros da capital baiana, voltadas para a democratização do acesso ao livro e à formação de leitores.

SERVIÇO:
O quê: VII seminário Ler: direito de todos
Onde: Centro de Cultura da Câmara Municipal de Vereadores de Salvador (Praça Tomé de Souza s/n, centro) - Salvador / BA.
Quando: Dia 08/11 das 14h ás 17h30 e dia 09/11, das 8h ás 17h30.
Inscrições: Gratuitas - http://seminariorbcs.blogspot.com.br/
Informações: 71 98600-2365 


Poema Brasil

Foto divulgação - Google
 Brasil
                   
Berço esplêndido assaltado
Por menores armados
Onde filhos teus fogem à luta
E sucumbem na labuta
Apagando um sonho intenso
E um raio vívido
De um futuro que já não espelha
Tua  grandeza de amor e esperança
Em teus campos que não têm mais flores
Esmagados por tratores

Darcy Brito
                      http://www.recantodasletras.com.br/




Conheça casas de Salvador que chamam atenção por sua arquitetura marcante

Fonte: Reprodução: Correio 24h

Se você já passou pela orla da Ribeira, com certeza viu um casarão com gradil de ferro e deve ter admirado. O que talvez não saiba é que a mansão se chama Solar Amado Bahia, pertenceu à família de mesmo nome e foi inaugurada em 1904. Essa é apenas uma das construções espalhadas pela cidade que se destacam, seja pela imponência, pela riqueza arquitetônica ou pelo valor histórico.
O BAZAR foi atrás das histórias de algumas dessas casas e mostra de exemplares centenários a mais recentes. Além da residência do Coronel Amado Bahia, tem a morada do jornalista Odorico Tavares na Barra, o Restaurante Coati, na Ladeira da Misericórdia, e uma casa no condomínio Alphaville, exemplo da arquitetura contemporânea. Pode entrar, a casa é sua.
 O Solar Amado Bahia é sede da Associação de Empregados do Comércio da Bahia, que colocou o prédio para aluguel (Foto: Arquivo CORREIO)
Solar Amado Bahia
História
O casarão na Ribeira foi inaugurado em 1904 para o casamento de duas filhas de Francisco Amado Bahia, comerciante de carnes que viveu lá com sua família até morrer, em 1924.
Construção
A casa é envolvida em ferro fundido, importado da Inglaterra. Os vidros das portas e janelas são franceses, estilo art noveau. O pé direito é de 4 metros, a planta é colonial e a casa tem um falso porão que serve de respirador, impedindo infiltração. As paredes e o teto são pintados à mão. Em algumas foi usada uma técnica conhecida como escaiola, que imita mármore. “Ela foi a primeira casa a ter luz de carbureto no estado, numa época em que não havia eletricidade”, destaca a graduanda em Arquitetura Karine Mamona Queiroz, que estuda a mansão.
Doação
Em 1949, o Solar foi doado à Associação de Empregados do Comércio da Bahia, que funciona lá. O prédio e seu mobiliário foram tombados pelo Instituto de Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan). Aluguel: cerca de R$ 20 mil.
Assinado pela arquiteta italiana Lina Bo Bardi, em argamassa armada, o complexo foi parte de um projeto de revitalização do Centro Histórico (Foto: Angeluci Figueiredo)
Restaurante Coati
História
Construído em 1987, com projeto da arquiteta italiana Lina Bo Bardi, a convite do então prefeito Mário Kertész, como parte de um projeto de revitalização do Centro Histórico. É gerido pela Fundação Gregório de Matos.
Arquitetura
Se destaca pelo uso de argamassa armada, feita por Lelé, arquiteto da Rede Sarah e das secretarias do CAB. “O desenho é diferenciado. Linhas orgânicas envolvem uma árvore e as janelas são buracos”, conta Renato Anelli, diretor do Instituto Lina Bo e P. M. Bardi.
Atualmente
Rola uma ocupação artística. “O projeto busca encontrar locais interessantes e em desuso”, diz Mayra Lins, uma das curadoras. Há exposição, palestras e oficinas até a primeira semana de junho, de terça a domingo, das 15h às 19h.
A construção de Diógenes Rebouças sobrevive em meio aos prédios que ocupam o Morro do Ipiranga, na Barra (Foto: Angeluci Figueiredo)
Casa de Odorico
História
Construída em 1956, tem projeto do arquiteto Diógenes Rebouças e serviu de moradia para o jornalista e colecionador de artes Odorico Tavares.
Arquitetura
Fica no Morro do Ipiranga, na Barra, região onde morava a elite baiana nos anos 1950. Tem fachada simples e cresce para baixo em três pavimentos por estar em região de declive. “Apresenta venezianas de madeira e pastilhas, o que era comum na década e faz referência à arquitetura colonial, com uso de telha cerâmica”, explica Nivaldo Andrade, professor da faculdade de  Arquitetura da Ufba. A sala principal tem pé direito duplo.
Situação
A casa ainda pertence à família e a região é ocupada por condomínios de prédios de apartamentos.
A excêntrica Casa Fusão foi  inspirada em uma escultura e revela a ideia da arquitetura moderna de tentar quebrar com o rigor (Foto: Nivaldo Andrade/Divulgação)
Casa Fusão
História
A casa foi concluída em 2010 e tem esse nome por ser inspirada em uma escultura. “É um elemento que atravessa outro elemento”, diz Nivaldo sobre o conceito.
Arquitetura
“Ela chama atenção por sua singularidade. De ortogonal (ângulos retos) ela não tem nada. Tem caixas tortas, janelas recortadas de forma irregular e algumas partes em balanço (sem apoio)”, explica. A arquiteta Naia Alban, responsável pelo projeto, usou no acabamento materiais como pedra, concreto, aço, madeira e porcelanato.
Quebra
Nivaldo conta que a construção reflete o momento da arquitetura. “Desde os anos 1980, há uma crítica ao rigor e se busca a ironia e a pluralidade”, finaliza.

Reprodução: Correio 24h