quarta-feira, 18 de junho de 2014

Posicionamento incorreto dos órgãos (artigo transcrito de Ciência Hoje)



Quantos cílios são necessários
para a esquerda se distinguir da direita?
Investigação desenvolvida na Faculdade de Ciências Médicas da UNL


2014-06-17

Equipa liderada por Susana Lopes O artigo intitulado “Left-Right Organizer Flow Dynamics: How Much Cilia Activity Reliably Yields Laterality?” resultado de um trabalho de investigação desenvolvido no laboratório liderado por Susana S. Lopes, do Centro de Estudos de Doenças Crónicas da Faculdade de Ciências Médicas da Universidade NOVA de Lisboa (CEDOC-FCM-NOVA), foi publicado na Developmental Cell, revista científica com reputação internacional nesta área do conhecimento (embriologia).



A equipa de investigação de Susana Lopes descobriu recentemente que a dinâmica de fluidos registada num microscópico órgão embrionário do peixe-zebra prevê se a posição dos órgãos internos, tais como o coração e o fígado, irá ser correta ou não.

O posicionamento incorrecto dos órgãos é uma doença humana rara que afecta cerca de uma em 10 000 pessoas. A origem desta doença deve-se à incorrecta motilidade ciliar.

Os cílios móveis são finíssimas projecções celulares semelhantes a cabelos que se movimentam com padrões ondulatórios e cujo o mau funcionamento leva a que este pequeno órgão embrionário também existente nos humanos e, designado por nó organizador da esquerda-direita, não cumpra a sua função.

Neste pequeno órgão acontecem fenómenos biofísicos explorados pelos investigadores que instruem o embrião sobre como organizar os seus órgãos viscerais dentro das cavidades torácica e abdominal.

Este trabalho de equipa teve três primeiros autores, dois dos quais foram estudantes de mestrado da Faculdade de Ciências e Tecnologia (FCT-NOVA); Pedro Sampaio e Rita R. Ferreira e um terceiro investigador mexicano Dr. Adán Guerrero.

Contou ainda com a colaboração de vários investigadores entre os quais um grupo de matemáticos britânico liderado pelo Dr. David Smith da Universidade Birmingham que modelou o fenómeno observado pelos investigadores portugueses. Esta colaboração entre biólogos e matemáticos culminou na conclusão de que o organizador da esquerda-direita do peixe-zebra necessita de ter pelo menos 30 cílios móveis, com mais cílios no lado anterior, para gerar a lateralidade correta dos órgãos internos.

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