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terça-feira, 27 de setembro de 2016

Brasil Laico - dia de Cosme e Damião

Ícone da Religião Católica (foto google)



Dia de Cosme e Damião.
Dia 26 de setembro, é comemorado pelos católicos, dia 27 pelas religiões afro-brasileiras, seguidores do candomblé. E, ainda, dia 1º de novembro pela Igreja Ortodoxa.
Acredita-se que sua santidade deve-se ao fato dos irmãos gêmeos,que eram médicos, praticarem a medicina gratuitamente, devotados à fé.
Ícone da Religião Ortodóxica (foto google) 
ícone da Religião Afro-brasileira - Candomblé (foto google)

terça-feira, 20 de setembro de 2016

CULTUREIRA

Gláucia Rodrigues  Alves, contando a história para as crianças
Secretário de Cultura do Municipio, Osvaldo Rocha e a autora Darcy Brito

Foi muito gratificante participar da abertura dia 18 de Setembro deste, da "Cultureira", na Cidade de Ribeira do Pombal, Bahia, evento cultural que acontece anualmente em homenagem ao aniversário da Cidade, que completa 83 anos de Emancipação,  a convite do Secretário de Cultura do Município Osvaldo Rocha, e sua assistente Gláucia Rodrigue Alves, grande incentivadora da leitura infantil, à frente da Biblioteca Municipal Oliveira Brito. Na ocasião relancei e autografei os dois livros infanto-juvenil, "A Rebelião do Melão Amarelão e seus amigos" e "O Bau do Vovô Pança"


Estes livros poderão ser adquiridos acessando http://amazon.com
ou através de email da autora dnoguei@hotmail.com




 "A Rebelião do Melão Amarelão e seus amigos", E "O Bau do Vovô Pança".A criançada curtiu bastante.
 .

quinta-feira, 8 de setembro de 2016

“NUNCA TIVEMOS UMA GERAÇÃO TÃO TRISTE” O Segredo • 9 de setembro de 2015

Escrito por Liliane Prata – Via MdeMulher

Augusto Cury, o famoso psiquiatra que tem livros publicados em mais de 70 países e dá palestras para multidões no Brasil e lá fora, lançou recentemente uma versão para crianças e adolescentes do seu best-sellerAnsiedade – Como Enfrentar o Mal do Século. O autor conversou com a gente sobre os desafios de se criar os filhos hoje e não poupou críticas à maneira como a família e a escola têm educado os pequenos. Confira!

Excesso de estímulos
“Estamos assistindo ao assassinato coletivo da infância das crianças e da juventude dos adolescentes no mundo todo. Nós alteramos o ritmo de construção dos pensamentos por meio do excesso de estímulos, sejam presentes a todo momento, seja acesso ilimitado a smartphones, redes sociais, jogos de videogame ou excesso de TV. Eles estão perdendo as habilidades sócio-emocionais mais importantes: se colocar no lugar do outro, pensar antes de agir, expor e não impor as ideias, aprender a arte de agradecer. É preciso ensiná-los a proteger a emoção para que fiquem livres de transtornos psíquicos. Eles necessitam gerenciar os pensamentos para prevenir a ansiedade. Ter consciência crítica e desenvolver a concentração. Aprender a não agir pela reação, no esquema ‘bateu, levou’, e a desenvolver altruísmo e generosidade.”

Geração triste
“Nunca tivemos uma geração tão triste, tão depressiva. Precisamos ensinar nossas crianças a fazerem pausas e contemplar o belo. Essa geração precisa de muito para sentir prazer: viciamos nossos filhos e alunos a receber muitos estímulos para sentir migalhas de prazer. O resultado: são intolerantes e superficiais. O índice de suicídio tem aumentado. A família precisa se lembrar de que o consumo não faz ninguém feliz. Suplico aos pais: os adolescentes precisam ser estimulados a se aventurar, a ter contato com a natureza, se encantar com astronomia, com os estímulos lentos, estáveis e profundos da natureza que não são rápidos como as redes sociais.”

Dor compartilhada
“É fundamental que as crianças aprendam a elaborar as experiências. Por exemplo, diante de uma perda ou dificuldade, é necessário que tenham uma assimilação profunda do que houve e aprender com aquilo. Como ajudá-las nesse processo? Os pais precisam falar de suas lágrimas, suas dificuldades, seus fracassos. Em vez disso, pai e mãe deixam os filhos no tablet, no smartphone, e os colocam em escolas de tempo integral. Pais que só dão produtos para os seus filhos, mas são incapazes de transmitir sua história, transformam seres humanos em consumidores. É preciso sentar e conversar: ‘Filho, eu também fracassei, também passei por dores, também fui rejeitado. Houve momentos em que chorei’. Quando os pais cruzam seu mundo com os dos filhos, formam-se arquivos saudáveis poderosos em sua mente, que eu chamo de janelas light: memórias capazes de levar crianças e adolescentes a trabalhar dores perdas e frustrações.”

Intimidade
“Pais que não cruzam seu mundo com o dos filhos e só atuam como manuais de regras estão aptos a lidar com máquinas. É preciso criar uma intimidade real com os pequenos, uma empatia verdadeira. A família não pode só criticar comportamentos, apontar falhas. A emoção deve ser transmitida na relação. Os pais devem ser os melhores brinquedos dos seus filhos. A nutrição emocional é importante mesmo que não se tenha tempo, o tempo precisa ser qualitativo. Quinze minutos na semana podem valer por um ano. Pais têm que ser mestres da vida dos filhos. As escolas também precisam mudar. São muito cartesianas, ensinam raciocínio e pensamento lógico, mas se esquecem das habilidades sócio-emocionais.”

Mais brincadeira, menos informação
“Criança tem que ter infância. Precisa brincar, e não ficar com uma agenda pré-estabelecida o tempo todo, com aulas variadas. É importante que criem brincadeiras, desenvolvendo a criatividade. Hoje, uma criança de sete anos tem mais informação do que um imperador romano. São informações desacompanhadas de conhecimento. Os pais podem e devem impor limites ao tempo que os filhos passam em frente às telas. Sugiro duas horas por dia. Se você não colocar limite, eles vão desenvolver uma emoção viciante, precisando de cada vez mais para sentir cada vez menos: vão deixar de refletir, se interiorizar, brincar e contemplar o belo.”

Parabéns!
“Em vez de apontar falhas, os pais devem promover os acertos. Todos os dias, filhos e alunos têm pequenos acertos e atitudes inteligentes. Pais que só criticam e educadores que só constrangem provocam timidez, insegurança, dificuldade em empreender. Os educadores precisam ser carismáticos, promover os seus educandos. Assim, o filho e o aluno vão ter o prazer de receber o elogio. Isso não tem ocorrido. O ser humano tem apontado comportamentos errados e não promovido características saudáveis.”

Conselho final para os pais
“Vejo pais que reclamam de tudo e de todos, não sabem ouvir não, não sabem trabalhar as perdas. São adultos, mas com idade emocional não desenvolvida. Para atuar como verdadeiros mestres, pai e mãe precisam estar equilibrados emocionalmente. Devem desligar o celular no fim de semana e ser pais. Muitos são viciados em smartphones, não conseguem se desconectar. Como vão ensinar os seus filhos e fazer pausas e contemplar a vida? Se os adultos têm o que eu chamo de síndrome do pensamento acelerado, que é viver sem conseguir aquietar e mente, como vão ajudar seus filhos a diminuírem a ansiedade?”





domingo, 14 de agosto de 2016

"Como eram machistas e espertinhos esses Filósofos"!

Foto Google-Immanuel Kant (acima) e Aristóteles
Transponho aqui, de forma bem resumida, a minha reflexão sobre um artigo que li na Revista Filosofia Ciência &Vida, (número 118), "A Visão das Mulheres na Filisofia", por Ana Luiza Souza Ribeiro, professora de Filosofia do Ensino Médio, (MG).
Podemos constatar, através da História da Filosofia, que a maioria dos filósofos contribuiu de forma contundente para atitudes repugnantes em relação às mulheres. Discriminando, ridicularizando, ocultando e calando expressões femininas, como se estas fossem sinônimos de algo inferior. Daí a importância de se ultrapassar essas barreiras no século XXI, levantando questões e discutindo o problema, seja no âmbito político, social, religioso, profissional, educacional ou familiar. O que felizmente já acontece, embora ainda com alguns entraves. 
Na Grécia antiga a mulher tinha o mesmo status social dos escravos. Ou seja, não tinham direitos civis nem participação política. Suas vidas eram controladas pelos pais, maridos e senhores, do modo que eles bem entendessem. Dentre os filósofos da antiga Grécia, Platão (428-7 a.C./348-7a.C.), considerado o maior pensador de todos os tempos, foi o único que reconheceu a igualdade de natureza para homens e mulheres. Na sua obra A República, ele buscou construir uma sociedade justa em que todos fossem igualmente felizes, acreditando que ambos os sexos deveriam ter oportunidades iguais por meio da Educação. Porém, o pensamento patriarcal nessa época era muito forte, sendo que seu discípulo Aristóteles, apesar de ter obras sobre diversos temas como Física, Política, Ética, Arte, etc., pensava igual à maioria dos homens gregos da época. Para ele, o homem deveria determinar a vida das mulheres, cuja maior virtude, na opinião dele, era o silêncio. As mulheres não tinham voz. No seu livro "A Política", ele demonstra que o marido está para sua mulher como o governante está para o cidadão.
E não fica por aí, vejamos outros: na Modernidade, Immanuel Kant, filósofo alemão (1724-1804), para ele a racionalidade nas mulheres existe em grau menor em relação ao homem; a elas eram concedidas apenas funções domésticas, para justificar sua idéia de que a natureza de homem e mulher são diferentes. Outro pensador moderno, francês, Jean-Jaques Rousseau (1712-1778), autor de obras filosóficas de impacto na Literatura, Política e Educação, diz em seu livro Emílio, que as mulheres devem ser educadas para os homens e para a maternidade, servindo apenas para satisfazer os desejos masculinos, já que a sedução é própria da natureza feminina. Apesar de em suas obras defender a igualdade perfeita, as mulheres não são incluídas nelas. Vemos então uma visão negativa em relação às mulheres colocando-as numa posição de inferioridade natural, devido a uma hierarquia em que o poder dos homens se impõe ao das mulheres. 

Já a filósofa italiana Christine de Pizan (1364-14300) a primeira escritora da História ocidental, em sua obra A cidade das damas, mostra o universo feminino,  criticando a desigualdade diante dos homens e rejeitando a ideia de que as mulheres são seres frágeis, tentando romper com essa visão deturpada dos homens, usando, do mesmo modo que eles, a palavra.
Na Idade Moderna, podemos destacar outra mulher, a francesa de Mantauban, Olímpia de Gauges (1748-1743), precursora do feminismo que bradava em suas importantes publicações:  "Mulheres! Quando vamos quebrar as cadeias da opressão masculina?...ficar em silêncio é a convicção de um mundo governado por homens!". 
Felizmente, já no começo do século XIX, Sturat Mill (1806-1873), filósofo e economista britânico, pensador liberal mais influente desse século, salientou em seu livro A sujeição das mulheres, um ponto muito importante sobre o direito do voto das mulheres, um ensaio muito elegante em defesa da igualdade de gênero e dos direitos das mulheres, um dos melhores escrito até hoje, mostrando que a solução da questão encontrava-se nas restrições da legislação. 

Muitas outras mulheres se sobressaíram com suas próprias ideias a exemplo de Marie Curie (1867-1934), cientista, naturalizada francesa, a primeira pessoa e única mulher a ganhar o Nobel duas vezes.
É relevante destacar, também, o trabalho da historiadora, filósofa e ativista brasileira, Lélia Gonzalez (1935-1994), de origem humilde, filha de pai negro e mãe indígena, militou na causa das mulheres e do movimento negro. Inventa uma forma linguística bem específica, o chamado pretoguês, baseado na marca da africanização do português falado no Brasil. Dentre suas obras destacam-se o artigo E a trabalhadora negra, cumé que fica?  


segunda-feira, 18 de julho de 2016

Para não dizer que não falei de Bíblia.


Queiramos ou não, viemos substancialmente do mesmo "pó". Considere esse pó os átomos que compõem o Universo, o átomo mater, e lembre-se da frase Bíblica: "do pó viemos ao pó retornaremos". Se as moléculas são formadas de átomos, (o pó), mesmo que o estado físico e a arrumação seja diferente, os átomos são os mesmos encontrados em toda a natureza e em todo o universo, somos resultados de combinações e reações químicas. Somos esse pó sem nenhuma condescendência da natureza por nós, iguais a todos os seres, animados e inanimados. . O que muda é a arrumação das moléculas. E somos tudo aquilo que um dia deixarão de ser. Sem os átomos tudo deixará de existir. Um dia o sol vai exaurir o seu hidrogênio e desaparecerá para sempre.  
Mas... Na Era da Inquisição essas idéias resultariam em fogueira: 
Giordano Bruno (1548 –1600), um frade dominicano italiano, filósofo, matemático, poeta e astrólogo, defendia a ideia de que o Universo é infinito, sem começo e sem fim, contrariando o Vaticano que afirma que só Deus é infinito. Giordano também acreditava que matéria e alma são imanente, e não se separa do corpo após a morte, como é defendido pelo Vaticano; a ideia de céu, outra vida, é uma ilusão. Esse era também o pensamento do filósofo e professor da antiga Grécia, Aristóteles,(384/322 a.c. ) que Bruno defendia, o qual teve suas ideias deturpadas, por interesse do Vaticano.  
Giordano Bruno acreditava que a Bíblia era um texto moral e salutar, onde os autores haviam adaptado uma linguagem adequada às pessoas comuns. Para ele a Bíblia nunca havia sido pensada como meio de ensinar Astronomia ou a filosofia da Natureza.
Por defender a sua verdade, Giovano foi queimado, mesmo pedindo desculpa ao Vaticano. Ao contrário de Galileu Galilei (1564-1642), que defendeu o sistema heliocêntrico e, depois, desmentiu o que disse para livrar-se da fogueira da Inquisição. 
Sabemos, hoje em dia, que a Ciência Contemporânea, tanto no âmbito da Astronomia, Física, como também da Química, consideram os antigos filósofos e cientistas grego-romanos como precursores das teorias científicas atuais. O astrofísico inglês Joseph Silk, um dos principais cosmólogo da atualidade, diz que o melhor palpite é que o Universo é "infinito", embora nunca poderemos provar isso. 

Há também os que defendem a teoria do multi-universo, e nós estaríamos em um deles.

Multiuniverso plano (Foto do google)
Multiuniverso em glóbulos inflados (Foto do Google)

sábado, 16 de julho de 2016

Antologia Poesias Sem Fronteiras - Eu e o Tempo - (4 Poemas meus)

É com muita honra que me vejo incluída em mais uma Seleção de Poesias. .
XII Concurso Literário Poesias Sem Fronteiras
Organização: Marcelo de Oliveira Souza

segunda-feira, 4 de julho de 2016

Palavra é Arte

Ficamos felizes quando nosso trabalho literário é reconhecido por pessoas de sensibilidade. 

É com muita honra que estou participando desta Coletânea de Poesias - Palavra é Arte - com diversos autores. Aproveito para agradecer ao editor a dedicatória em minha homenagem nesta edição.
Destaco aqui um dos meus 14 poemas publicados, o qual motivou o editor Gilberto Martins a me fazer o convite quando o leu, no site Recanto das Letras.


"Ontem
Há sempre um oásis escondido
de lágrimas derramadas
num tempo já vencido
no deserto da emoção"


Pensamento Poético de Rabindranath Tagore.

 Rabindranath Tagore, poeta indiano, Nobel de Literatura:  “Se você chorar porque o sol se foi, as lágrimas não vão deixar você ver as estre...