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quarta-feira, 20 de julho de 2011

VAMOS ACORDAR!

Quando criança eu ouvia um programa de rádio que começava assim: VAMOS ACORDAR! Não lembro qual era a emissora nem o nome do radialista. Era um programa matutino, onde o locutor chamava a atenção para uma série de notícias. Fazia denúncias, humor, e deixava o ouvinte atualizado com os acontecimentos do país. Gostaria de ter de volta um programa desse tipo, mas com profissionais de gabarito, sem passado condenável, ficha limpa. Tenho desconfiança dos que usam veículos de comunicação para fazer demagogia. Protestam e condenam as mesmas atitudes que cometeram no passado. VAMOS ACORDAR para esses espertinhos que usam os seus poderes de comunicação visando eleições.

segunda-feira, 13 de junho de 2011

Momentos interdependentes







É comum ouvir-se falar que o que passou passou, como se o passado nada tivesse a ver com o presente ou futuro.
De acordo com Hegel (1770-1831), a negação entre os momentos não é de invalidação mútua, mas uma relação de oposição em que os termos são interdependentes e formam uma unidade mutável.
Na minha visão biológica fica claro que Hegel tem razão. Todo o processo de crescimento, desenvolvimento e evolução de um ser são interdependente, e as transformações se dão pela oposição de momentos contrários e sucessivos mas não excludentes. Então cada momento do processo é imprescindível ao outro.



Assim, de acordo com Hegel, a flor não invalida o botão e o fruto não invalida a flor. Esses momentos compõem uma totalidade orgânica, um todo dinâmico na planta. A infância é necessária para a adolescência e esta para o amadurecimento como um todo. O momento mais elevado é resultado de todo esse "jogo", de oposição-conservação. Esta dialética do pensamento de Hegel pode ser entendida em tudo que nos rodeia.



O que seria da internet hoje sem a invenção do telefone ontem?
Nossos erros e acertos do passado não nos destroem, muito pelo contrário.










domingo, 27 de março de 2011

Álcool, a pior das drogas

De acordo com o artigo de David Nutt, professor catedrático de neuropsicofarmacologia do Imperial College, em Londres, em dez anos as mortes por problemas no fígado irão ultrapassar as por doenças cardiovasculares no Reino Unido, onde o álcool ganhou o título de pior droga entre todas as conhecidas (Revista Ciencia Hoje nº 278, de fevereiro de 2011). Segundo ele, o governo finge não perceber o estrago para a saúde pública, e se a bebida tivesse sido inventada hoje não passaria pela aprovação de nenhum órgão fiscalizador- o álcool é convertido em uma substância extremamente tóxica (acetaldeído) para o fígado e outros órgãos.
No Brasil vigora a apologia ao consumo. A população é bombardeada por propagandas das cervejarias mostrando mulheres seminuas, gente alegre e bem sucedidas. Dados publicados em 2004, relativo ao Brasil, no que diz respeito à quantidade mostra: 54 litros per capta/ano de cerveja; cachaça 12 litros; vinho 1,8 litros. É só olhar os boletins de ocorrências nas delegacias.
David Nutt escreveu um artigo para a The Scientist, propondo que a indústria farmaceutica e a academia desenvolvam moléculas artificiais, a "bebida sintética", que tenha a mesma ação no cérebro, sem os efeitos colaterais da bebida.

domingo, 6 de fevereiro de 2011

O ancião e a montanha


Um ancião, diante da iminência da morte, pediu um pouco mais de tempo para realizar um único sonho que lhe restava, e que considerava por demais importante. Implorava ele, diante da "grande visita", que havia uma montanha ainda não escalada por falta de oportunidade e que agora ele estava livre para fazê-lo. A "visita" lhe disse que o que ele deixou de fazer estava no passado, pois agora seu tempo era curto demais e as forças muito pequenas. "-Mas ainda resta o desejo e a montanha me espera "- disse ele. -"Você teria que retornar, pois à sua frente só lhe resta a mim" disse a visita.

O ancião olhou para trás e vislumbrou todas as montanhas que já havia escalado: os filhos crescidos e independentes, a profissão já aposentada, viuvez, algumas doenças vencidas, alegrias, e tristezas superadas. Mas a paixão por aquela montanha ainda estava viva, por não ter sido escalada. Então ele propôs: Se você recuar um pouco, eu terei espaço para trazer a montanha até aqui, e, ficando ela entre nós, eu a escalarei e, depois, lhe encontrarei.
A visita respondeu que não precisaria recuar e que ele poderia trazer a montanha, que com certeza caberia no pouco espaço que lhe restava. Ele duvidou, mas não teve alternativa. Olhando, a montanha parecia enorme, mesmo assim ele a removeu. E, para sua surpresa, ela era tão pequenina que duas lágrimas a inundaram.

terça-feira, 18 de janeiro de 2011

Tragédias que podem ser evitadas

É de estarrecer ver se repetir, a cada ano, tragédias por causa das chuvas de verão em áreas como as da região serrana do Rio de Janeiro. A falta de conhecimento geológico, a descrença e a indiferença de todos, seja por parte dos moradores ou das autoridades, é a grande responsável por toda essa calamidade que ceifa vidas de crianças, jovens e velhos, ricos ou pobres, sem distinção. De nada adianta o progresso sem o conhecimento científico que preserve a vida. Mansões construidas em área de risco; casinhas na beira de rio; ruas compactadas sem escoamento de água; má fiscalização nas construções civis por parte das autoridades; falta de comunicação alertando a chegada das tempestades. Tudo isso junto é a receita da catástrofe que poderia ser evitada. O povo brasileiro é solidário na tragédia, mas deveria ser mais solidário na prevenção, ensinando e alertando do perigo. As escolas precisam abraçar essa missão, a de educar a comunidade no uso devido do solo.

sexta-feira, 17 de dezembro de 2010

As Donas da minha infancia

Poesia 
Darcy Brito



Dona Alzira, Dona Dudu
Dona Maria, Dona Domingas,
Dona Germira, Dona Almerinda,
Dona Antonia, Dona Amália,
Dona Aracy, Dona Luzia,
Dona Dadinha, Dona Vicência,
Dona Duvirgens, Dona Miúda,
Dona Flora, Marieta e
Outras Donas.
Onde quer que estejam
estarão com elas a rua da minha infância e adolescência.

domingo, 28 de novembro de 2010

O Céu é um Inferno

Sempre tive muita curiosidade a respeito de tudo que se relaciona com o universo e sua formação. Suas galáxias e estrelas, seus planetas e as leis físicas que os rege. Por isso não deixo de ler os artigos interessantes que me caem às mãos. Recentemente li um artigo muito divertido, na revista Ciência Hoje, da qual sou assinante, escrito por João Torres de Mello Neto, do Instituto de Física da UFRJ, onde ele diz que "o céu de Galileu com seus fenômenos catastróficos, dificilmente poderia ser sonhado por um poeta". Coincidentemente esta afirmação vem de encontro ao que eu sempre imaginei a respeito do céu. Ou seja, é lindo de longe. A começar pela explosão inicial, o big-bang. Diz o artigo que as estrelas são palco de uma luta intensa entre a força de autogravitação, que tende a comprimi-las, e as reações nucleares em seu interior, que equilibram a gravitação. Quando o combustível nuclear se esgota algumas estrelas explodem em morte violenta e outras lentamente escurecem; as mais massivas terminam em buracos negros. Hoje em dia, segundo os astrônomos, sabemos que no centro da maioria das galáxias habita um buraco negro supermassivo que suga toda a massa e a luz ao seu redor onde o tempo para. Inclusive no centro da nossa galáxia, onde está o planetinha Terra, existe um buraco negro milhões de vezes mais massivo que o nosso Sol. Quanto mais se descobre a respeito da matéria escura mais aumenta nossa ignorância e curiosadade sobre o que constitui grande parte do universo.
Se pensarmos nos milhares de meteoritos, fragmentos de corpos interplanetários ( restos de matéria da época da formação do sistema solar) que bombardeiam a atmosfera terrestre continuamente, numa proporção de 1 mil toneladas por dia de material cósmico, dos mais variados tamanhos, como o que caiu  em Varre-Sai, em Campos (RJ),  com 12 cm de diâmetro e 600 gr (pequeno) podemos afirmar que o céu é um inferno.

Pensamento Poético de Rabindranath Tagore.

 Rabindranath Tagore, poeta indiano, Nobel de Literatura:  “Se você chorar porque o sol se foi, as lágrimas não vão deixar você ver as estre...