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segunda-feira, 5 de outubro de 2015

Acabou o escrúpulo - ISTO É


BRASIL
ISTO É      N° Edição:  2392 |  02.Out.15 - 20:00 |  Atualizado em 05.Out.15 - 17:17

Acabou o escrúpulo

Orientada por Lula, a presidente Dilma rende-se ao mais rasteiro fisiologismo e ao vale tudo político para se manter no cargo. Nada garante, porém, que ela conseguirá

Sérgio Pardellas (sergiopardellas@istoe.com.br)
Desde a primeira eleição de Dilma Rousseff, em 2010, ela e o ex-presidente Lula estiveram reunidos dezenas de vezes para debater a conjuntura política. Os dois últimos encontros entre o criador e sua criatura aconteceram na quarta-feira 23 e na quinta-feira 1 no Palácio da Alvorada e foram bem diferentes dos anteriores. Em ambos, Dilma praticamente só ouviu. O tom enfático e as palavras duras proferidas por Lula não autorizaram réplica. Instada pelo petista a promover uma reforma ministerial de modo a contemplar todas as alas do PMDB e a promover à coordenação-geral do governo um lulista de carteirinha, o ministro Jaques Wagner, a presidente aquiesceu, como se alienasse o governo com porteira fechada ao antecessor. Por isso, a reforma ministerial anunciada no final da última semana diz mais sobre Lula do que Dilma. Mas as mudanças na Esplanada também falam muito sobre a presidente. Fragilizada, a petista virou uma marionete, pois topou fazer o diabo para prosseguir com a única agenda que a consome há pelo menos seis meses: a de “não cair” – ou seja, evitar o impeachment a todo e qualquer custo. Às favas qualquer escrúpulo. Não importa – a não ser para a manutenção do poder – se para tentar se sustentar no cargo ela tenha de escalar um time de quarta divisão para comandar o seu primeiro escalão. Não importa se para empreender as mudanças no governo ela tenha de tratar com desdém os ministros descartados na reforma. Para abrir espaço no ministério da Saúde a Marcelo Castro (PMDB-PI), um apadrinhado do líder do PMDB na Câmara, o neogovernista Leonardo Picciani, Dilma não se constrangeu em demitir o petista Arthur Chioro por telefone. “É uma grande pancada que os militantes do SUS estão recebendo do governo. A decisão de lotear o cargo para tentar atrair a fidelidade do PMDB no Congresso é ingênua, posto que terá resultado efêmero, e a cada votação se restabelecerá uma nova chantagem”, lamentou o deputado do PT baiano, Jorge Solla. Sem a menor hesitação de consciência, a presidente também passou o trator sobre o respeitado filósofo Renato Janine Ribeiro, escolha comemorada havia menos de seis meses como um raro feito de seu segundo mandato. A decisão atendeu ao único propósito de acomodar na Educação Aloizio Mercadante, apeado do cargo de ministro da Casa Civil. Mercadante será o quarto ministro da Educação, área considerada prioritária por Dilma, ao menos no discurso, em apenas dez meses. Ascende à chefia da Casa Civil, Jaques Wagner, aliado de primeira hora de Lula.
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ELES RIEM DO QUÊ?
Desde 2010, Lula e Dilma nunca estiveram tão próximos como agora.
Reforma ministerial evidenciou que o ex-presidente voltou a mandar no governo
Para o próprio PT e parcela dos partidos que ainda permanece aliada a ela, Dilma piorou a qualidade do seu governo apenas para se safar de um processo de impedimento no Congresso. Em setores da esquerda, a mulher que um dia foi admirada pelo passado de luta contra a ditadura e pelo pulso firme com que comandou a Casa Civil, no governo Lula, hoje desperta apenas comiseração. Ao se comportar como fantoche do mentor de sua candidatura, a presidente desconsidera um importante ensinamento do florentino Nicolau Maquiavel. “Nunca se deve deixar prosseguir uma crise para escapar de uma guerra, mesmo porque dela não se foge, apenas se adia para desvantagem própria”. Para não encarar a inevitável guerra do impeachment, a ser travada em breve no Congresso, Dilma adota medidas paliativas que podem até lhe conferir uma aparente sobrevida, mas não resolvem a crise. Nem a do País nem a política, ambas fruto de seus próprios erros.
Nada garante a Dilma que ela não será abandonada na esquina pelo fisiológico PMDB. Mesmo assim, a chefe do Executivo entregou os anéis, os dedos e as jóias aos peemedebistas, num total de sete ministérios, daqueles com verba, caneta e tinta. Além de nomear Marcelo Castro para a Saúde, a presidente confirmou Celso Pansera na Ciência e Tecnologia, deslocou Helder Barbalho da extinta Pesca para os Portos e manteve Eduardo Braga, nas Minas e Energia, Kátia Abreu, na Agricultura, Eliseu Padilha, na Aviação Civil e Henrique Eduardo Alves, no Turismo (leia mais no quadro abaixo).
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Um reluzente sinal de que a cúpula do PMDB pode lavar as mãos mais adiante, na hipótese de aprofundamento da crise política, foi a segunda negativa de Michel Temer a Dilma, num período de 15 dias. Na quinta-feira 1, ao ser procurado pela governante para endossar a indicação de alguém com mais lastro político para assumir a Ciência e Tecnologia, no lugar de Aldo Rebelo, transferido para a Defesa, Temer voltou a se recusar a carimbar a nomeação, como já o havia feito na semana anterior. O presidente da Câmara, Eduardo Cunha, também tornou a se desvincular da reforma ministerial, embora suas digitais apareçam na nomeação de menos uma pasta. Pansera, novo ministro de Ciência e Tecnologia, é considerado seu aliado de primeira hora.
Numa outra trincheira, um grupo de 22 deputados do PMDB – um terço do total da bancada – assinou na quinta-feira 1º um manifesto contra o fato de o partido aceitar ocupar cargos na Esplanada. “Não é possível que ainda tenha espaço para esse esse ‘toma-lá-dá-cá’. Estamos vendo nessa reforma uma tentativa da presidente de diminuir as pressões ao seu mandato”, comentou o deputado Lúcio Vieira Lima (PMDB-BA), que capitaneia a iniciativa.
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POR TELEFONE
No afã de acomodar o PMDB, Dilma demitiu o ministro
da Saúde, Arthur Chioro, pelo celular
Embora, como se vê, nada assegure a fidelidade do PMDB, o partido, aquinhoado com sete pastas, torna-se majoritário num governo que poderá ser comandado por ele adiante, em caso de impeachment. Já o ex-presidente Lula, não bastasse ter sido o grande mentor das atuais mudanças na Esplanada, passará a contar com três petistas de sua confiança ao lado de Dilma: além de Jaques Wagner, Ricardo Berzoini, que vai assumir a nova Secretaria de Governo, e Edinho Silva (Comunicação Social). Com tanta gente para agradar, a presidente não conseguiu honrar sua promessa, feita em agosto, de eliminar 10 dos 39 ministérios. Cortou apenas oito e, embora tenha reduzido em 10% os salários do ministros, o gesto é pouco significativo diante da colossal máquina administrativa que sustenta o governo.
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ESTÁ DOMINADO
Todas as alas PMDB de Eduardo Cunha, Renan Calheiros
e Temer foram contempladas na reforma
Apesar de ter preservado pastas importantes, o PT ensaia um discurso alternativo que o permita desembarcar de Dilma mais à frente, se for o caso. O problema é que ao fazê-lo os petistas atiram na única bóia de salvação do governo até agora: o ajuste fiscal do ministro da Fazenda, Joaquim Levy. Documento formulado pela Fundação Perseu Abramo, criada e mantida pelo PT, diz que as iniciativas atuais do governo estão jogando o País em uma recessão e prejudicando os trabalhadores. Ou seja, o texto coloca na conta do necessário ajuste de Levy, ainda em seu início, todas as barbeiragens administrativas cometidas por Dilma no mandato anterior. E pede a volta justamente da política equivocada que levou o País à crise econômica atual da qual provavelmente levaremos anos para nos recuperar, cujo modelo – baseado na elevação do endividamento público, no aumento dos gastos públicos e no dinheiro do subsidiado para um seleto grupo de empresários –, se revelou um fracasso. Para o PT, no entanto, não importa as inconsistências e fragilidades do documento. Vale mais o significado político do gesto – a abertura de uma porta de saída se tudo der errado. Se tiver de abandonar Dilma à frente, o PT adotará o mesmo receituário utilizado agora pelo governo a fim de se salvar do impeachment: às favas os escrúpulos. 
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sábado, 3 de outubro de 2015

OUTUBRO ROSA - Previna-se contra o Câncer de mamas.

O Instituto Nacional de Câncer (INCA) estimou para 2014 e 2015, que  sejam diagnosticados 57.120 novos casos de câncer de mama no Brasil com um risco estimado de 56,09 casos a cada 100 mil mulheres. Sem considerar os tumores de pele não melanoma, o câncer de mama é o tipo mais frequente nas mulheres das regiões Sudeste (71,18/ 100 mil), Sul (70,98/ 100 mil), Centro--Oeste (51,30/ 100 mil) e Nordeste (36,74/ 100 mil). Na região Norte, é o segundo tumor mais incidente (21,29/ 100 mil).


Os sinais e sintomas do câncer podem variar, e algumas mulheres que têm câncer podem não apresentar nenhum destes sinais e sintomas. De qualquer maneira, é recomendável que a mulher conheça suas mamas, e saiba reconhecer alterações para poder alertar o médico.
A melhor época do mês para que a mulher que ainda menstrua avalie as próprias mamas para procurar alterações é alguns dias após a menstruação, quando as mamas estão menos ingurgitadas (inchadas). Nas mulheres que já estão na menopausa, este autoexame pode ser feito em qualquer época do mês.

Alterações devem ser relatadas ao seu médico, mesmo que elas tenham aparecido pouco tempo depois de uma mamografia ou do exame clínico das mamas feito pelo profissional de saúde.

O câncer de mama pode apresentar vários sinais e sintomas, como:


Nódulo único endurecido.
Abaulamento de uma parte da mama.
Edema (inchaço) da pele.
Eritema (vermelhidão) na pele.
Inversão do mamilo.
Sensação de massa ou nódulo em uma das mamas.
Sensação de nódulo aumentado na axila.
Espessamento ou retração da pele ou do mamilo.
Secreção sanguinolenta ou serosa pelos mamilos.
Inchaço do braço.
Dor na mama ou mamilo.


Fonte: Instituto Oncoguia
(Google)

sexta-feira, 2 de outubro de 2015

A MÚSICA

A Música 

Sempre presente na vida
Seja qual for a idade 
Sem contraindicação
Nem prazo de validade
O tempo você escolhe
No arquivo do coração
O seu efeito só se colhe
Onde existe emoção






terça-feira, 29 de setembro de 2015

Para não dizer que não falei de Abacaxis

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Um administrador chefe de grandes plantações de abacaxi,   principal produto comercial agrícola da sua região, ao  sair de férias teve que arranjar um substituto para o seu cargo. Avesso a concorrência e com medo que alguém mais habilidoso tomasse seu cargo, o espertalhão optou por colocar em seu lugar uma companheira, mesmo sabendo que esta não tinha nenhuma qualificação para o cargo, apostando no seu jogo de volta triunfante.
 Como é de costume, nesses casos, ao sentar-se na cadeira de chefia,  a vaidade e a ambição subiu à cabeça da companheira, que sentiu-se  dona de tudo, até mesmo dos abacaxis. Resolveu, então, que iria expandir as plantações por terras estrangeiras associando-se a interessados em abacaxis. A companheira ambiciosa incentivou a população a investir na fruta que ela dizia ser lucrativa. Para isso gastou muito dinheiro em propaganda. Em se tratando de terras pobres os insumos agrícolas são imprescindíveis, e foi necessário  tomar empréstimos em  Banco de Desenvolvimento, e muito dinheiro foi jogado nos cercados dos plantadores. Contudo, a falta de competência e planejamento adequado fez com que uma praga resistente se alastrasse contaminando grande parte  da plantação, e não  teve veneno que desse conta.  Quando uma praga era combatida surgia outra. Ao chegar a fase da colheita descobriu-se que restava apenas 7% de tudo que havia investido. Quando o companheiro, dono do cargo, tentou interferir para salvar sua pele, já era tarde. O abacaxi tinha dobrado de preço e o povo, gostando ou não da fruta, foi imposto a chupar o que restava da safra inflacionada para pagar a dívida. Espetado pela coroa e aspereza da casca do abacaxi, o povo, lesado e lesionado,  foi ás ruas  protestar contra os causadores dos danos e prejuízos, pedindo de volta seu dinheiro. Restava agora saber de onde tirar este dinheiro,  já que o abacaxi, por ser perecível, estava com sua safra restante deteriorada.






quarta-feira, 23 de setembro de 2015

O Rabo da Lagartixa

A lagartixa têm a capacidade de soltar o rabo como mecanismo de defesa contra o ataque de seus predadores. A cauda cai e fica se mexendo por alguns segundos para chamar a atenção do predador. Enquanto isso, o animal tenta se salvar do perigo, escapando para algum refúgio em que não possa ser visto.
Após algum tempo, a cauda passa por um processo de regeneração e cresce novamente, porém nunca mais ficará do tamanho original. 
A lagartixa poderá utilizar a técnica novamente, mas, a cada autotomia, o rabo da lagartixa ficará cada vez mais curto.
 A estratégia da lagartixa nem sempre funciona, muitas vezes ela não consegue passar seus predadores para trás e acaba sendo abatida. Mas, enquanto pode, vai comendo os mosquitos.

segunda-feira, 14 de setembro de 2015

Alguém conhece outras palavras maiores que essas?




Essa palavra:  Llanfairpwllgwyngyllgogerychwyrndrobwl... nome, em Gaélico, de uma vila no País de Gales (ilhas Britânicas), pronunciada pelo apresentador de jornal de televisão (falando do tempo) na Inglaterra,  está  nas redes sociais como a maior palavra que existe.  Mas descobri que em português existe essa: Pneumoultramicroscopicossilicovulcanocon, que define uma pessoa acometida por uma doença pulmonar causada pela aspiração de cinzas vulcânicas. E eu  pensava que as duas maiores eram inconstitucionalíssimamente e Otorrinolaringologista.  

Agradecer é muito mais que pagar.


 "Por favor" , muito usada corriqueiramente, essa expressão pode ser substituída por  "por gentileza" se o pedido é para uma situação simples, sem grande importância, ou sem urgência. Sim, porque "por favor" usada num pedido de maior importância, de socorro ou urgência, tem um valor, um significado e um peso imensurável. Daí ser o favor uma dívida impagável. Impagável não no que diz respeito a um valor material, mesmo que tenha dinheiro envolvido, mas no que diz respeito ao momento em que o favor foi solicitado e atendido. E momento não se repõe.  Mesmo que o favorecido venha, um dia, a fazer outro grande favor ao seu favorecedor, como retribuição, será um outro favor, com outro peso, sem zerar aquele que, naquele momento, o salvou de uma situação de urgência, muitas vezes valendo por uma vida.  Não quero dizer com isso que a pessoa deva sentir-se constrangido ou incomodado psicologicamente com essa "dívida". Absolutamente.  Pedir favor a alguém é prova de confiança em todos os sentidos e em mão dupla. Sentir-se incomodado, diante de uma situação de favor, é porque falta essa confiança.  Pois um favor atendido num momento de desespero é único e engrandecedor, não só para o favorecido mas, principalmente, acredito eu, para o favorecedor, que muitas vezes tem prazer em poder acudir alguém numa situação difícil, desde que este não seja um vaidoso querendo mostrar poder. Repare que não usei aqui os termos devedor e credor, e sim favorecedor e favorecido, já que favor não é empréstimo a juros, a única garantia que se quer em troca é a amizade, e esta jamais deverá ficar arranhada por falta de crédito, que neste caso converte-se em gratidão.

Em tempo - A razão de ter escrito este texto foi a lembrança, de quando garota, de um episódio em que uma conhecida minha após fazer um favor a uma amiga, se oferecendo para pagar uma pequena dívida, teve uma grande decepção, que a deixou triste quando a amiga passou a evitá-la nos lugares que costumavam frequentar. Embora ela jamais tivesse pensado em cobrar o favor. Nesse caso faltou confiança do lado favorecido.

Pensamento Poético de Rabindranath Tagore.

 Rabindranath Tagore, poeta indiano, Nobel de Literatura:  “Se você chorar porque o sol se foi, as lágrimas não vão deixar você ver as estre...