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quarta-feira, 16 de maio de 2012

Vírus, somos feitos deles?

Ciência

Resumo do artigo " O papel dos vírus na árvore da vidaDa Revista Ciência Hoje, de maio de 2012, escrito por Gustavo Olszanski Acrani e José Luiz Proença Módena.

Vistos como maléficos, os vírus são comumente  associados a doenças que acometem humanos, animais e plantas, causando prejuízo á saúde e à economia. Mas é bom saber que apenas uma pequena fração dos vírus conhecidos causa doenças em seus hospedeiros. Esse é apenas um dos efeitos. Na verdade eles podem interagir de diversos modos com os seres vivos do planeta fazendo deles ferramentas notáveis para a evolução da vida. Os vírus são parasitas intracelulares obrigatórios.Eles estão condenados a depender da maquinaria metabólica de células hospedeiras onde vão se replicar. Sua estrutura, chamada vírion, é um genoma de DNA ou RNA, protegida por uma capa de proteina. São considerados mensagens genéticas ordenando a sua replicação. Por serem capazes de infectar organismos de maneira permanente e muitas vezes imperceptiveis, eles podem transmitir informações genéticas entre diferentes hospedeiros, contribuindo para gerar variabilidade dos seres, já que qualquer uma das formas de vida celular existente pode ser infectada por muitas espécies de vírus. São então agentes da evolução.Vírus com genoma de RNA (os retrovírus) são encontrados em todos os vertebrados. Sendo o mais famoso deles o HIV, que causa a AIDS em humanos. As duas capacidades marcantes dele é a de sintetizar o DNA a partir do seu RNA com ajuda da proteina viral, a transcriptase reversa, e interagir seu material genético (convertido em DNA) ao material genético da célula. A ocorrência dessa interação em células germinativas como óvulos e espermatozoides, permite que a nova informação seja transmitidas de pais e mães para filhos. E assim o vírus passa a constituir parte do genoma do hospedeiro, deixando de ser apenas uma partícula infectante.Esses fragmentos genéticos são chamados de "retrovírus endógenos". Estima-se, por exemplo, que 8,3% do genoma humano sejam formados por esses fragmentos, em consequência de infecções virais ao longo de cerca de 3,5 milhões de anos de evolução.