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segunda-feira, 18 de novembro de 2013

Revendo o uso do Eletrochoque


foto Google


A Revista Ciência Hoje de Novembro de 2013, traz um artigo muito importante sobre o uso do eletrochoque ou eletroconvulsoterapia (ECT), no tratamento da depressão, sendo considerada a melhor opção terapêutica nos casos mais graves da doença.
Diz a revista que este método, que já foi aplicado erroneamente,  causou muito medo e sofrimento, e, por isso, há um preconceito muito grande em relação ao uso do ECT geralmente associado a cadeira elétrica, tortura política, muito divulgada na mídia e ao próprio termo 'eletrochoque'.
 Atualmente o método de aplicação do ECT evoluiu muito. Está mais seguro, não traz nenhum tipo de sofrimento ao paciente, não causa danos ao cérebro e pode ser usado até por grávidas, por não trazer risco ao feto nem indução de aborto.Só é contraindicado quando há aumento de pressão intracraniana, arritmias cardíacas graves e e infarto do miocárdio recente.  Hoje em dia está sendo usado em diversos centros universitários e clínicas especializadas no mundo, inclusive no Brasil. O desconforto psicológico do paciente é abolido ou minimizado com o uso de anestésico. As indicações para o uso do ECT são: tentativa ou ideia prevalente de suicídio; depressão grave;esquizofrenia refratária- ou seja, que não responde a medicamentos e tratamentos convencionais; síndrome catatônica (quadro marcado por imobilidade, mutismo, e falta de reação a estímulos externos).
 O uso do ECT foi feito pelos médicos italianos Ugo Cerletti (1877 - 1963) e Lucio Bini (1908-1964). Até o final da década de 60, o ECT era considerado a única terapia biológica eficaz no tratamento de muitos transtornos psiquiátricos mais graves. No entanto, com o sucesso progressivo dos medicamentos psicotrópicos seu uso foi diminuindo ficando reservados a quadro mais graves e específicos - em geral, relacionados à depressão. Essa subutilização se deve a vários fatores: Movimento Antipsiquiátrico da década de 60 contra o ECT; casos de abusos médicos no uso do ECT sem indicações precisas ou como método errado de sedação do paciente; crenças infundadas de que o ECT causaria danos irreversiveis ao cérebro.

Há alguns dias, a novela Viver a Vida mostrou um episódio em que a personagem Paloma é submetida a um tratamento com eletrochoque, numa clínica tida como ultrapassada e sob suspeitas. Cenas como essas, divulgadas na mídia, nos deixa temerosos e em dúvida a respeito dos tratamentos psiquiátricos. (nota da autora)