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sábado, 24 de maio de 2014

Verbo da Vida e Envelhecendo - Dois poemas

Verbo da Vida


A vida é um Verbo Ir
Conjugada mais no passado
Que no presente efêmero
Ou ilusório futuro
Que rir do Ser por pensar que É
Quando apenas está
Em infinito Estar
Do Verbo Morrer


Envelhecendo

Não são seus estes olhos
Nem é seu este olhar
Para onde foi o brilho de outrora
Iluminando a imagem
Que em minha retina mora?

                                                      Darcy Brito

terça-feira, 20 de maio de 2014

Os Best Sellers brasileiros da década de 50 e seus Cronistas


Resumo do texto publicado na  enciclopédia “Nosso Século” volume - 1945/1960

Na década de 50 alguns escritores nacionais tiveram seus romances transformados em best sellers. O principal deles foi Jorge Amado, com Gabriela, Cravo e Canela, (1958) chamando atenção para a convulsão social que acompanhou o surto do cacau. Outro autor que continuou como um dos primeiros colocados como vendedor de livros foi Erico Veríssimo: Olhai os Lírios do Campo (1938) teve sucessivas reedições; O Tempo e o Vento (em três volumes: O Continente,1949; O Retrato,1951; O Arquipélago,1952). O Tempo e o Vento, começando no século XVIII, conta a história da formação da nacionalidade, a partir da saga rio-grandense, até a instauração da ditadura getulista do Estado Novo. Mário Palmério, com Vila dos Confins, cria um romance com genuinidades léxicas e sintáticas das falas do Sertão, que também se transformará num dos clássicos da literatura brasileira mais lidos na década de 50. Este romance de Palmério surgiu de uma pesquisa realizada no tempo em que ele era deputado federal por Minas Gerais. Querendo colocar a Câmara a par do coronelismo e dos vícios eleitorais de sua região, o escritor organizou um minucioso relatório que deu origem a uma série de artigos e, posteriormente, ao romance. A Paulista Dinah Silveira de Queirós teve seu romance mais popular Florada da Serra (1939) – transformado em filme de grande sucesso em 1953. No ano seguinte publicou a Muralha.
Fernando Sabino, Antônio Maria e Rubem Braga

Cronistas e o retrato da cidade.

No Rio de Janeiro, da década de 50, era notável o número e a qualidade de escritores que se dedicavam à crônica. Sergio Porto (Stanislaw Ponte Preta) fazia desde 1954, na Última Hora (Rio) um gênero de crônica leve e humorística. Henrique Pongetti tinha em O Globo (Rio), a coluna “Show da Cidade” e Antônio Maria fazia a crônica do Rio noturno na seção a “A Noite é Grande” do Diário Carioca, onde colaborava também o poeta Paulo Mendes Campos. Este, ao lado de Rubem Braga e Fernando Sabino, formaram a mais importante trindade da crônica brasileira depois, em Manchete.  Outros cronistas que se destacaram no período foram; Eneida, no Diário de Notícias; Raquel de Queirós, em O Cruzeiro; José Carlos de Oliveira, no Jornal do Brasil, e o poeta Ledo Ivo em o Estado de São Paulo. Ainda temos dois outros poetas que se destacaram como cronistas: Carlos Drummond de Andrade, que publicou Passeio na Ilha (1952) e Fala Amendoeira (1957) e Manoel Bandeira, que reuniu algumas de suas crônicas em A Flauta de Papel (1956). Vários livros de crônicas apareceram nessa época: Pássaro Ferido (1956) de Genoíno Amado; A Cidade e os Dias(1957), de Ledo Ivo; O Homem Nu (1960) de Fernando Sabino.

segunda-feira, 5 de maio de 2014

Engula seu preconceito

  Ninguém pense que o preconceito e o racismo vai desaparecer de uma hora para outra com esse gesto inteligente do jogador brasileiro, Daniel Alves, de comer a banana que lhe foi jogada. A simbologia pode ser traduzida como "engula seu preconceito". São anos de cultura do racismo, é fato. O que não pode e não devemos permitir é que pessoas extravasem  sua ignorância em cima daqueles que, como no caso do jogador, está no seu ofício de trabalho, levando emoções para uma platéia, ou mesmo em qualquer outra situação. A falta de respeito ao próximo é consequência da falta de educação, e  o racismo está cada vez mais acirrado nos estádios, apesar de estarmos no século vinte e um. Há pouco vimos a declaração racista do dono do time de basquete Los Angeles Clippers, Donald Sterling, proibindo sua namorada, que é negra, de tirar fotos com negros. A punição contra esses indivíduos, que se julgam superiores e no direito de discriminar os negros, deve ser severa. O pior é constatar que mesmo no Brasil, onde mais da metade da população é negra, ainda existe esse tipo de preconceito, apesar de velado. Não só contra os negros mas também contra os nordestinos. Muita gente que está pousando com uma banana na mão pode ser um desses. Ninguém é obrigado a gostar de A,B ou C, mas respeitar o outro é um dever de cidadão civilizado. A frase "somos todos macacos' ensina, não que somos macacos literalmente, mas que somos  iguais perante a sociedade.