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quinta-feira, 18 de outubro de 2018

Resposta do General Torres de Melo à carta da jornalista Miriam Leitão

Para quem não teve um bom professor de História do Brasil, aqui está uma boa aula. Recomendo ler toda a resposta.
Carta publicada em Março de 2007

À MIRIAN LEITÃO!
Resposta do General Torres de Melo à carta da jornalista
À Senhora Jornalista Miriam Leitão
Li o seu artigo "ENQUANTO ISSO", com todo cuidado possível. Senti, em suas linhas, que a senhora procura mostrar que os MILITARES BRASILEIROS de HOJE, são bem diferentes dos MILITARES BRASILEIROS de ONTEM. Penso que esse é o ponto central de sua tese. Para criar credibilidade nas suas afirmativas, a senhora escreveu: "houve um tempo em que a interpretação dos militares brasileiros sobre LEI E ORDEM era rasgar as leis e ferir a ordem. Hoje em dia, eles demonstram com convicção terem aprendido o que não podem fazer". Permita-me discordar dessa afirmativa de vez que vejo nela uma injustiça, pois fiz parte dos MILITARES DE ONTEM e nunca vi os meus camaradas militares rasgarem leis e ferir a ordem. Nem ontem nem hoje. Vou demonstrar a minha tese.
Texto completo
No Império, as LEIS E A ORDEM foram rasgadas no Pará, Ceará, Minas, Rio, São Paulo e Rio Grande do Sul pelas paixões políticas da época. AS LEIS E A ORDEM foram restabelecidas pelo Grande Pacificador do Império, um Militar de Ontem, o Duque de Caxias, que com sua ação manteve a Unidade Nacional. Não rasgamos as leis nem ferimos a ordem. Pelo contrário.
Vem a queda do Império e a República. Pelo que sei, e a História registra, foram políticos que acabaram envolvendo os velhos Marechais Deodoro e Floriano nas lides políticas. A política dos governadores criando as oligarquias regionais, não foi obra dos Militares de Ontem, quando as leis e a ordem foram rasgadas e feridas pelos donos do Poder, razão maior das revoltas dos tenentes da década de 20, que sonhavam com um Brasil mais democrático e justo. Os Militares de Ontem ficaram ao lado da lei e da Ordem. Lembro à nobre jornalista que foram os civis políticos que fizeram a revolução de 30, apoiados, contudo, pelos tenentes revolucionários, menos Prestes, que abraçou o comunismo russo.
Veio a época getuliana, que, aos poucos, foi afastando os tenentes das decisões políticas. A revolução Paulista não foi feita pelos Militares de Ontem e sim pelos políticos paulistas que não aceitavam a ditadura de Vargas. Não foram os Militares de Ontem que fizeram a revolução de 35 (senão alguns, levados por civis a se converterem para a ideologia vermelha, mas logo combatidos e derrotados pelos verdadeiros Militares de Ontem); nem fizeram a revolta de 38; nem deram o golpe de 37. Penso que a senhora, dentro de seu espírito de justiça, há de concordar comigo que foram as velhas raposas GETÚLIO - CHICO CAMPOS - OSWALDO ARANHA e os chefetes que estavam nos governos dos Estados, que aceitaram o golpe de 37. Não coloque a culpa nos Militares de Ontem.
Veio a segunda guerra mundial. O Nazismo e o Fascismo tentam dominar o mundo. Assistimos ao primeiro choque da hipocrisia da esquerda. A senhora deve ter lido - pois àquela época não seria nascida -, sobre o acordo da Alemanha e a URSS para dividirem a pobre Polônia e os sindicatos comunistas do mundo ocidental fazendo greves contra os seus próprios países a favor da Alemanha por imposição da URSS e a mudança de posição quando a "Santa URSS" foi invadida por Hitler. O Brasil ficou em cima de muro até que nossos navios (35) foram afundados. Era a guerra, a FEB e seu término. Getúlio - o ditador - caiu e vieram as eleições. As Forças Armadas foram chamadas a intervir para evitar o pior. Foram os políticos que pressionaram os Militares de Ontem para manter a ordem. Não rasgamos as leis nem ferimos a ordem. Chamou-se o Presidente do Supremo Tribunal Federal para, como Presidente, governar a transição. Não se impôs MILITAR algum.
O mundo dividiu-se em dois. O lado democrático, chamado pelos comunistas de imperialistas, e o lado comunista com as suas ditaduras cruéis e seus celebres julgamentos "democráticos". Prefiro o primeiro e tenho certeza de que a senhora, também. No lado ocidental não se tinham os GULAGs.
O período Dutra (ESCOLHIDO PELOS CIVIS E ELEITO PELO VOTO DIRETO DO POVO) teve seus erros - NUNCA CONTRA A LEI E A ORDEM - e virtudes como toda obra humana. A colocação do Partido Comunista na ilegalidade foi uma obra do Congresso Nacional por inabilidade do próprio Carlos Prestes, que declarou ficar ao lado da URSS e não do Brasil em caso de guerra entre os dois países. Dutra vivia com o "livrinho" (a Constituição) na mão, pois os políticos, nas suas ambições, queriam intervenções em alguns Estados, inclusive em São Paulo. A senhora deve ter lido isso, pois há vasta literatura sobre a História daqueles idos.
Novo período de Getúlio Vargas. Ele já não tinha mais o vigor dos anos trinta. Quem leu CHATÔ, SAMUEL WEINER (a senhora leu?) sente que os falsos amigos de Getúlio o levaram à desgraça. Os Militares de Ontem não se envolveram no caso, senão para investigar os crimes que vinham sendo cometidos sem apuração pela Polícia; nem rasgaram leis nem feriram a ordem.
Eram os políticos que se digladiavam e procuravam nos colocar como fiéis da balança. O seu suicídio foi uma tragédia nacional, mas não foram os Militares de Ontem os responsáveis pela grande desgraça.
A senhora permita-me ir resumindo para não ficar longo. Veio Juscelino e as Forças Armadas garantiram a posse, mesmo com pequenas divergências. Eram os políticos que queriam rasgar as leis e ferir a ordem e não os Militares de Ontem. Nessa época, há o segundo grande choque da esquerda. No XX Congresso do Partido Comunista da URSS (1956) Kruchov coloca a nu a desgraça do stalinismo na URSS. Os intelectuais esquerdistas ficam sem rumo.
Juscelino chega ao fim e seu candidato perde para o senhor Jânio Quadros. Esperança da vassoura. Desastre total. Não foram os Militares de Ontem que rasgaram a lei e feriram a ordem. Quem declarou vago o cargo de Presidente foi o Congresso Nacional. A Nação ficou ao Deus dará. Ameaça de guerra civil e os políticos tocando fogo no País e as Forças Armadas divididas pelas paixões políticas, disseminadas pelas "vivandeiras dos quartéis" como muito bem alcunhou Castello.
Parlamentarismo, volta ao presidencialismo, aumento das paixões políticas, Prestes indo até Moscou afirmando que já estavam no governo, faltando-lhes apenas o Poder. Os militares calados e o chefe do Estado Maior do Exército (Castello) recomendando que a cadeia de comando deveria ser mantida de qualquer maneira. A indisciplina chegando e incentivada dentro dos Quartéis, não pelos Militares de Ontem e sim pelos políticos de esquerda; e as vivandeiras tentando colocar o Exército na luta política.
Revoltas de Polícias Militares, revolta de sargentos em Brasília, indisciplina na Marinha, comícios da Central e do Automóvel Clube representavam a desordem e o caos contra a LEI e a ORDEM. Lacerda, Ademar de Barros, Magalhães Pinto e outros governadores e políticos (todos civis)incentivavam o povo à revolta. As marchas com Deus, pela Família e pela Liberdade (promovidas por mulheres) representavam a angústia do País. Todo esse clima não foi produzido pelos MILITARES DE ONTEM. Eles, contudo, sempre à escuta dos apelos do povo, pois ELES são o povo em armas, para garantir as Leis e a Ordem.
Minas desce. Liderança primeira de civil; era Magalhães Pinto. Era a contra-revolução que se impunha para evitar que o Brasil soçobrasse ao comunismo. O governador Miguel Arraes declarava em Recife, nas vésperas de 31 de março: haverá golpe. Não sabemos se deles ou nosso. Não vamos ser hipócritas. A senhora, inteligente como é, deve ter lido muitos livros que reportam a luta política daquela época (exemplos: A Revolução Impossível de Luis Mir - Combates nas Trevas de Jacob Gorender - Camaradas de William Waack - etc) sabe que a esquerda desejava implantar uma ditadura de esquerda. Quem afirma é Jacob Gorender. Diz ele no seu livro: "a luta armada começou a ser tentada pela esquerda em 1965 e desfechada em definitiva a partir de 1968". Na há, em nenhuma parte do mundo, luta armada em que se vão plantar rosas e é por essa razão que GORENDER afirma: "se quiser compreendê-la na perspectiva da sua história, A ESQUERDA deve assumir a violência que praticou". Violência gera violência.
Castello, Costa e Silva, Médici, Geisel e João Figueiredo com seus erros e virtudes desenvolveram o País. Não vamos perder tempo com isso. A senhora é uma economista e sabe bem disso. Veio a ANISTIA. João Figueiredo dando murro na mesa e clamando que era para todos; e Ulisses não desejando que Brizolla, Arraes e outros pudessem tomar parte no novo processo eleitoral, para não lhe disputarem as chances de Poder. João bateu o pé e todos tiveram direito, pois "lugar de Brasileiro é no Brasil", como dizia. Não esquecer o terceiro choque sofrido pela a esquerda: Queda do Muro de Berlim, que até hoje a nossa esquerda não sabe desse fato histórico.
Diretas já. Sarney, Collor com seu desastre, Itamar, FHC, LULA e chegamos aos dias atuais. Os Militares de Hoje, silentes, que não são responsáveis pelas desgraças que vivemos agora, mas sempre aguardando a voz do Povo. Não houve no passado, nem há, nos dias de hoje, nenhum militar metido em roubo, compra de voto, CPI, dólar em cueca, mensalões ou mensalinhos. Não há nenhum Delúbio, Zé Dirceu, José Genoíno, e que tais. O que já se ouve, o que se escuta é o povo dizendo: SÓ OS MILITARES PODERÃO SALVAR A NAÇÃO. Pois àquela época da "ditadura" era que se era feliz e não se sabia...Mas os Militares de Hoje, como os de Ontem, não querem ditadura, pois são formados democratas. E irão garantir a Lei e a Ordem, sempre que preciso.
Os militares não irão às ruas sem o povo ao seu lado. OS MILITARES DE HOJE SÃO OS MESMOS QUE OS MILITARES DE ONTEM. A nossa desgraça é que políticos de hoje (olhe os PICARETAS do Lula!) - as exceções justificando a regra - são ainda piores do que os de ontem. São sem ética e sem moral, mas também despudorados. E o Brasil sofrendo, não por conta dos MILITARES, mas de ALGUNS POLÍTICOS - uma corja de canalhas, que rasgam as leis e criam as desordens.
Como sei que a senhora é uma democrata, espero que publique esta carta no local onde a senhora escreve os seus artigos, que os leio atenta e religiosamente, como se fossem uma Bíblia. Perfeitos no campo econômico, mas não muitos católicos ou evangélicos no campo político por uma razão muito simples: quando parece que a senhora tem o vírus de uma reacionária de esquerda.
Atenciosa e respeitosamente,
GENERAL DE DIVISÃO REFORMADO DO EXÉRCITO FRANCISCO BATISTA TORRES DE MELO

Jair Bolsonaro, a solução do momento.








Entendam, não é o Bolsonaro, é o Povo que está ganhando as eleições para a presidência da República de 2018, é o Povo que quer tomar o poder, por direito, por não aguentar mais ser enganado por velhos políticos petistas, comunistas descomprometidos com nosso país. Bolsonaro foi o escolhido principalmente por ser um ficha limpa, por ser a única saída no momento, por representar a esperança da sociedade para dar um basta ao caos em que o Brasil se encontra. Um basta à corrupção, à insegurança, à falência do comércio, industrias e empresas, à alta taxa de desemprego, ao êxodo de brasileiros em busca de melhores oportunidades em outro país, além da falta de saúde e educação. Não esperamos que ele seja um Salvador da Pátria, mas que possa governar com o povo e para o povo.


quarta-feira, 19 de setembro de 2018

AQUELE OLHAR- Miniconto

Aquele olhar.
Mini Conto
Darcy Brito

Era o ano de 1957 . No saguão do aeroporto dois jovens, um rapaz e uma moça, aguardavam a chamada dos respectivos voos. Um ia para uma  cidade do norte e o outro para uma cidade do sul. Olharam-se, um sorriu para o outro, trocaram ideias, falaram dos planos futuros e, antes de embarcarem, trocaram endereços. Prometeram    se corresponder quando chegassem aos seus destinos. A imagem dos dois embarcando foi testemunhada por seus amigos e parentes que os acompanhavam. Sendo que a acompanhante da moça era sua irmã caçula que também testemunhou a conversa dos dois jovens.
Bem, promessa cumprida e, num belo dia de um domingo ensolarado, a jovem recebe a primeira cartinha do jovem contando sobre sua chegada, a vida cotidiana da sua cidade e seus compromissos. Estava para se formar e com planos de assumir um bom emprego. Na carta ele dizia,  logo no início: " tenho ainda seu olhar fotografado na memória, um dia quero voltar a lhe ver". E  esta foi a sua marca em todas as cartas que enviava à jovem. Sempre repetindo a frase inicial.
Os anos foram se passando e ambos se correspondendo. A jovem contando seus planos de estudos e emprego, e aguardando, também, um dia revê-lo. Nas cartas dele muitas revelações de aventuras amorosas, mas sem nenhum compromisso. Sempre achando que o destino a havia colocado no seu caminho.. Ela, por sua vez, também achava o mesmo. Não queria se comprometer com ninguém amorosamente. Trocavam confissões, contavam dos sonhos que tinham um com o outro, e assim iam vivendo na esperança de um dia realizarem seus sonhos. Quem sabe iriam se casar e ter muitos filhos juntos? Dizia ele.
Na época as cartas demoravam muito a chegar, e eles não tinham telefone em casa, que mesmo precisando de uma conexão com telefonista intermediando as ligações poderia ajudar a se falarem. Às vezes as cartas atrasadas chegavam juntas. As deles sempre com a frase inicial:  " tenho ainda seu olhar fotografado na memória, um dia quero voltar a lhe ver". Numa dessas cartas, depois de algum tempo, ele comunicou que o pai havia falecido e ele teria que assumir os negócios  relacionados com plantação de cacau, que o pai cuidava nas fazendas. Tendo que ir morar no interior e dar assistência também à mãe, ficou sem tempo para se dedicar às suas atividades corriqueiras do seu escritório de contabilidade que havia montado na cidade em que morava.  Contou que talvez tivesse que se casar para ter alguém perto da mãe, uma vez que ele era filho único. Quem sabe ela não gostaria de ser esta mulher? Fez esse pedido a sua correspondente, mas não obteve resposta. Continuaram se correspondendo, trocando palavras de amor e fazendo planos de um dia se reverem, sem porém falar na possibilidade de casarem um com o outro.
Ela sempre começava as cartas falando do tempo, se estava ensolarado ou chuvoso, e também da saúde, que com o passar dos anos foram apresentando alguns sintomas desagradáveis. Ele jamais confessou se havia ou não casado com outra, e só falava da sua vida cotidiana, e do olhar dela no aeroporto que ficou marcado na sua memória,  sempre na esperança de um dia revê-la, até marcava datas, que logo depois se desfaziam. Ela tinha uma mala, a mesma que usou no dia que o conheceu no aeroporto, onde guardava todas as cartas que recebia dele. Ler as cartas era o seu passatempo preferido. Ensinava numa escola primária e assim que chegava em casa ia direto conferir no porta-cartas se havia chegado alguma correspondência.
Ele, por sua vez, sempre escrevia, mesmo que não recebesse respostas das últimas cartas que enviava.  Ela lia e juntava para responder tudo de uma só vez.
Muitos e muitos anos foram se passando e os jovens ainda tinham na memória aquela partida no aeroporto, cheios de energia de quando se conheceram.
Mas ele andava incomodado com a demora  das cartas dela, sem respostas, havia dois anos. . Envolvido com as pragas que estavam acabando com a sua plantação de cacau,  nem percebeu que seus cabelos já estavam branqueando e se perguntou há quantos anos escrevia cartas e como estaria aquele olhar encantador que ficou no aeroporto em 1957? Afinal, já estamos em outros tempos e, quem sabe, ela desistiu de escrever. Na época em que se conheceram ele tinha 25 anos e ela 24, mas na memória deles o tempo não havia passado, apesar de já estarem com 65 anos ele, e ela com 64. Ele fez as contas.
Resolveu, então,  que iria realizar o sonho de revê-la. Espero que ela ainda esteja me esperando... Dizia pra si mesmo. Pegou um avião e foi até ela no mesmo endereço que tinha em mãos. Ao chegar, teve uma surpresa não muito agradável. A casa era uma escolinha. Uma professora o recebeu sorrindo e disse ... É o senhor das cartas?
Sim, como sabe? Disse ele. A professora saiu e logo voltou. É que minha irmã deixou uma ordem, que se algum dia o senhor aparecesse era para lhe entregar essa mala. Eu sou a irmã dela que estava no aeroporto no dia em que vocês se conheceram. Ele, pasmo, olhando fixo para a professora irmã, nada disse. E ela acrescentou: muito obrigada por tê-la feito tão feliz. Ela tinha uma doença degenerativa e faleceu no ano passado. Algumas cartas ela me pedia para escrever,  para que o senhor não ficasse sem respostas, mas nos últimos anos achou por bem parar.
Depois de se refazer da surpresa ele disse: Por gentileza, você tem uma foto dela de quando nos conhecemos? ela nunca me enviou nenhuma.
É outro pedido que ela me fez : quer que o senhor sempre lembre dela no aeroporto, porque, segundo ela, o tempo só passa do lado de fora. Dentro do nosso pensamento ele continua o mesmo e não deve se desfazer. Aqui estão as cartas. Seja muito feliz, é o que ela lhe desejaria com certeza, esteja onde estiver.
E ele disse: ela tem razão, o tempo só passa do lado de fora dos nossos olhos. Nem vi os anos que passavam dentro da minha memória. Eu não sou mais aquele jovem.
O olhar dela ficará fotografado na memória. Espero um dia tornar a vê-la.


domingo, 9 de setembro de 2018

REDES SOCIAIS - Apenas para refletir.

Você não tem que discutir política apenas com quem pensa igual a você. Você tem que discutir apenas com quem pensa.


Vimos, neste último episódio de tentativa de assassinato do candidato Jair Bolsonaro, que extremismo e fanatismo trazem sérias consequências.
Fico pasma diante de certas posições radicais em relação não só á política como em outro setor qualquer. São pessoas que não  admitem que o outro pense diferente e, muitas vezes, vivem repetindo o que ouvem falar sem nenhum embasamento, nem ao menos leem a respeito. Vejo nas redes sociais comentários repetidos tipo  #quem for Fulano ou Sicrano me exclua da amizade#. Isto é ridículo. A amizade nada tem a ver com escolhas políticas, ou não existe a amizade. A crítica deve ser respeitada quando argumentada de forma equilibrada, demonstrando com isso inteligência e raciocínio. Escolhe-se, ou não, um candidato pelo que ele apresenta como projeto de governo. Se estas propostas não agradam não vote no candidato. É simples assim. Deixem as disputas acirradas, odiosas, separatistas, para os políticos que vivem brigando pelo poder. Procurem se informar, através de fontes confiáveis,  quais são os merecedores de crédito e votem com a própria consciência, o que é mais importante. Se o futuro provar o contrário a culpa cabe ao enganador, como estamos vendo  muitos hoje em dia.

terça-feira, 4 de setembro de 2018

O Incêndio do Museu Nacional da UFRJ - Uma Tragédia Anunciada.

Museu Nacional
O Museu destruído pelo incendio
Ver uma grande parte da história do Brasil ser incendiada é muito mais que triste. É vergonhoso. É uma demonstração do quanto somos medíocres no que diz respeito à valorização da nossa cultura. Não estamos falando de um museu qualquer, mas do Museu Nacional, fundado por Dom João VI em 6 de junho de 1818, a mais antiga instituição científica do país, com um acervo de 20 milhões de itens , vinculada a Universidade Federal do Rio de Janeiro, que este ano estaria completando seu Bicentenário. Nem mesmo podemos dizer que foi um acidente porque essa tragédia vem sendo anunciada há vários governos, dado o descaso, incompetência, e desconhecimento do que significa um monumento como este que acabamos de perder. E não é de admirar, o que é ainda pior, pois já tivemos um Ministro da Educação que não sabia dizer para que servia um museu. Também não venham me dizer que foi por falta de verba, já que a lei Rouanet patrocinou diversos shows de cantores, como vimos noticiados em jornais. Foram milhões desviados. É só pesquisar quanto o cantor Luan Santana recebeu em um dos seus shows, 4,1 milhões de reais, aprovados pelo Ministério da Cultura. E isto é apenas um pequeno exemplo, pois sabemos que outros oportunistas portadores de panfletos "lula livre", se beneficiaram o quanto puderam deste governo que se encerra da pior forma possível. E que seja para sempre, é o que todos nós brasileiros, que amamos nosso Brasil, desejamos.
No dia da posse da UFRJ o Reitor ergueu o boné do MST


segunda-feira, 6 de agosto de 2018

Fake-news, ou Fofoca, é coisa antiga.

 Se com todas essas informações internetizadas de hoje, transmitidas ao vivo, ainda espalham notícias falsas, imaginem o que não inventaram ou distorceram na historiografia da humanidade. 
Sabemos que desde antes da escrita já se contava muitas  histórias de povos antigos que foram passando de geração em geração e escrita muito tempo depois, mas qual realmente é a verdadeira não sabemos. Diz o ditado que quem conta um conto aumenta um ponto. Como acreditar, por exemplo, na história de que na noite da concepção de Siddhartha Gautama (o Buda), a mãe dele, a rainha Maya, sonhou que um elefante branco, com seis presas brancas, entrou em seu lado direito e dez meses mais tarde Buda nasceu, isso 500 anos antes de Cristo. É mais incrível que a história da virgem Maria, mãe de Jesus, a imaculada. E será que Sócrates disse mesmo tudo que é atribuído a ele, ou Platão inventou? Sócrates falava mas não escrevia.. Foi Platão quem escreveu sobre a vida de Sócrates e seus ensinamentos, mas de uma forma idealizada. Também o  Filósofo da Grécia Antiga, Epicuro (-341 // -270 a.C), foi vítima de calúnias que até hoje são reproduzidas sem que se mude nada. A sua filosofia era voltada para a felicidade, o prazer, a ausência de dor, e que o bem e o mal só existe na sensação. Foi acusado de desonesto, preguiçoso, maldoso, ladrão de ideias alheias, etc.,  pelos idealistas, segundo Michael Onfray diz no seu livro Potência de existir. No Brasil, com a aproximação das eleições de 2018, o que mais temos vistos são fakes-news. Sem falar das mentiras que contam a respeito do Regime Militar de 64, com receio do candidato à presidência da República Jair Bolsonaro, que tem sido vítima, também, de muitas calúnias.A vantagem, hoje em dia, é que rapidamente os Fakes podem ser desmentidos.

sexta-feira, 15 de junho de 2018

O Brasil está perdendo a corrida da Quarta Revolução Industrial.

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Eles estão na vanguarda da quarta revolução (Foto Google)
Estamos parado na mentalidade, ainda atuante, deste governo com visão estreita, preso a ideologias esquerda/direita do século vinte. Muitas dessas ideias já foram enterradas e fossilizadas em outros países que optaram pelo mundo 4.0 ( Quarta Revolução Industrial), voltado para o empreendedorismo, onde se convergem tecnologias digitais, físicas e biológicas. Revolução que acontece após três processos históricos transformadores: - a primeira, da manual à mecanizada (1760/1830 ) - a segunda (1850), que trouxe a eletricidade permitindo a manufatura em massa; e a terceira, no meado do século 20, com a chegada da eletrônica, da tecnologia da informação e das telecomunicações. A quarta revolução, do século XXI, só beneficiará quem for capaz de inovar e se adaptar, é o "darwinismo tecnológico", onde aqueles que não se adaptam não conseguirão sobreviver. Desta vez, serão os robôs integrados em sistemas ciberfísicos os responsáveis por uma transformação radical. As escolas deverão se transformar em centros de desenvolvimento de competências, abandonando definitivamente a postura de replicação de conhecimentos.
Os mercados emergentes da Ásia são os que estão adotando as transformações de uma forma mais intensa que os de economias mais desenvolvidas. Estão na vanguarda da quarta revolução (Foto Google)
Nossa Educação é tradicional, isso dificulta e entrada no mercado de trabalho. O Brasil investe apenas 1% do PIB em Pesquisa e Desenvolvimento.
Seria bom se o Brasil entrasse no século XXI e o passado ficasse realmente "encarcerado" para sempre.

Resposta do General Torres de Melo à carta da jornalista Miriam Leitão

Para quem não teve um bom professor de História do Brasil, aqui está uma boa aula. Recomendo ler toda a resposta. Carta publicada em Mar...