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sexta-feira, 12 de outubro de 2012

DIABETES 3 E ALZHEIMER

Uma reportagem publicada na conceituada revista britânica New Scientist, em setembro, mostra que estudos feitos nos últimos anos sobre neurodegeneração com perda de memória, evidencia uma relação do Alzheimer com dieta rica em açúcar e gorduras ruins, que causa um tipo de diabetes já denominada de diabetes tipo 3, para diferenciá-la da 1 (autoimune) e a 2 ( relacionada com obesidade). Diz a reportagem: "ao se entupir de comida lixo ( rica em gorduras ruins e açúcares) você não só está ganhando peso a mais como também envenenando seu cérebro, dando condições propícias para a instalação da doença de Alzheimer, que infelizmente não tem cura".Sabemos que em vários países a obesidade já é epidêmica, trazendo como consequência a diabetes tipo 2 . Estudos mostram que portadores deste quadro têm maior probabilidade de desenvolver o Alzheimer que também está em ascendência. Hoje são cerca de 35 milhões no mundo.
Por que a diabetes pode estar relacionada com essa forma de demência?
Apesar de não se ter total compreensão do mal, acredita-se que o vilão ou vilã da história parece ser uma proteina chamada beta-amilóide, que forma placas e leva os neurônios à morte, causando a perda de memória e funções cognitivas do portador. Mas, pergunta-se: o que isto tem a ver com o hormônio insulina que 'queima' os açúcares. Sabemos, hoje, que a insulina desempenha várias tarefas no cérebro como regulação de neurotransmissores, que leva o sinal químico de um neurônio ao outro, ajuda na obtenção de energia de certas células do cérebro,( hipocampo), crescimento de vasos sanguíneos etc. Quando se retira esse hormônio do órgão nota-se o comprometimento da memória espacial.
Então, respondendo à pergunta acima: 
Há evidências de que a mesma enzima que corta a beta-amilóide faria o mesmo com a molécula de insulina, mas quando há muita insulina no cérebro, devido a fabricação em demasia pelo pâncreas, resultante da má dieta, possivelmente a enzima dá preferência a 'cortar' insulina em detrimento da beta-amilóide. Esta se acumula formando placas que resulta na degeneração dos neurônios. 
O lado positivo do Alzheimer ter semelhança com a diabetes é que a doença poderá ser tratada com os mesmos meios que se trata a diabetes. Cerca de 100 pacientes com Alzheimer que receberam por 4 meses insulina via nasal mostraram melhoras nas funções cognitivas em testes de memórias. Há muitos artigos mostrando que diabetes e Alzheimer podem ser minimizados com uma boa dieta e exercícios físicos. Por este motivo é importante priorizar uma reeducação alimentar, evitando assim o enorme sofrimento pessoal e custos sociais gigantescos, que nos Estados Unidos chegou a 130 bilhões de dólares no ano passado com pacientes com mal de Alzheimer.