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quarta-feira, 17 de dezembro de 2014

AINDA VAI LEVAR UM TEMPO





Fazendo um trajeto da Pituba até a Ribeira, nesta semana, pude constatar, observando o cenário que ia despontando diante dos meus olhos, que o Brasil vai levar anos e anos para melhorar a qualidade de vida dos considerados menos favorecidos. Isto porque a comunidade que habita toda aquela região formada de construções precárias, de formas desordenadas, que cercam a cidade de Salvador, está perfeitamente adaptada ou conformada com a situação, e não parece nem um pouco preocupada com o que está acontecendo no mundo político brasileiro. Ao que parece, a eles não interessam se a Petrobras está falida, se os corruptos estão ou não sendo condenados a pagarem o que roubaram, se a Educação ou a Saúde do país vai mal, etc. etc. Naquelas ruelas, ocupadas com casas comerciais apertadas e residências que desafiam as regras de construção civil, seus moradores parecem felizes com a vida que levam. Era Domingo, e, a beira mar da Ribeira estava repleta de banhistas. Muitos outros cuidando das suas calçadas, varrendo e cantando alegres, ou lavando seus carros com pinturas desgastadas e pneus recauchutados estacionados na porta de casa; moças gordinhas ou obesas passeando com seus shortinhos, e rapazes malhados observando. Uma vida simples, mas aparentemente sem revolta. Ou seja, a crise econômica brasileira não atinge os que não aspiram um futuro promissor. Para eles o trabalho informal, o Bolsa Família, os biscates, estão de bom tamanho, para o que pretendem, que é viver o dia a dia. Se estão certos, ou errados não me cabe julgar. Segundo o Ipea, Salvador é a capital brasileira com maior número de pessoas em favelas. Não é preciso dizer que esse cenário não é típico apenas de nossa cidade, ele representa a maioria das grandes cidades brasileiras de norte a sul, como Rio de Janeiro e São Paulo com suas favelas superpopulosas. Sendo maioria não é pra já a melhoria.