Pesquisar este blog

terça-feira, 2 de junho de 2015

As Experiências Científicas não podem parar.

A ciência poderia estar muito mais avançada não fossem as barreiras que encontrou durante centenas de anos, principalmente no âmbito religioso. Hoje em dia ainda existem algumas, mas nem se compara ao tempo de Galileu. Porém tem surgido, ultimamente, alguns entraves no que diz respeito ao uso de animais em laboratório, assunto que precisa ser muito discutido não só no meio científico como na sociedade, haja vista que não se pode abandonar pesquisas já experimentadas com êxito em prol da vida humana e também de muitos outros animais. O curioso é que, quem se manifesta contra o uso de animais nas pesquisas são as mesmas que vão na farmácia comprar um antibiótico, uma pasta de dente ou levar o filho para vacinar, sem lembrar que esses produtos e muitos outros passaram por diversas etapas até chegarem ao destino final. Isto sem falar que muitas dessas pessoas não exitam em comer carne de origem animal, que sofrem muito mais nos matadouros. É claro que tem que haver leis para o controle de uso de animais em laboratório, não só no âmbito da ética como também para evitar sofrimentos durante os procedimentos laboratoriais. Todos os animais precisam ser protegidos porque nenhum é mais importante que outro. No Brasil existe a Lei Arouca, considerada uma das melhores do mundo, aprovada em 2008, que levou a criação do Conselho Nacional de Controle da Experimentação Animal, o Concea, que consolidou as regras sobre o que pode e o que não pode ser feito com os animais do Brasil. Essa lei protege mais os Chordados, animais que possuem notocorda, estrutura que dá origem a coluna vertebral. Com certeza nenhum cientista gosta da prática de uso dos animais nas suas experiências e se puderem evitar evitam, e quando testam seus experimentos nos animais já houve uma diminuição da toxidade antes in vitro. Métodos alternativos têm sido discutido mas nesse momento ainda não surgiu nenhum que pudesse substituir os atuais, pois é muito arriscado pôr vidas humanas em risco. As experiências passam por muitas etapas, de 10 ou 20 anos até serem testadas nos humanos. Se a Ciência parar suas experiências estará pondo em risco a vida de todos, principalmente a das crianças.  O Brasil é responsável por 2% das pesquisas produzidas no mundo e o  mais importante nesse momento é o incentivo, principalmente no âmbito financeiro que o governo brasileiro deixa muito a desejar.