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quarta-feira, 10 de setembro de 2014

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Livro de contos aborda o Mal de Alzheimer

Onde estouO livro Onde Estou?, da escritora Darcy Nogueira Brito Editada pela Usina de Letras, aborda o Mal de Alzheimer. O conto retrata o drama de Avani, cuja mãe desenvolve a doença numa idade precoce.
A autora Darcy Nogueira Brito é formada em História Natural pela Faculdade de Ciências e Letras da Universidade Federal da Bahia (UFBA) e pós-graduada em saúde pública. Com vários livros publicados, entre romances, contos e infanto-juvenis, Darcy costuma explorar temas polêmicos do cotidiano com leveza.
O que é - O Mal de Alzheimer é uma doença degenerativa que acarreta, com o passar do tempo, perda de memória e das funções cognitivas, atingindo em estágio avançado a degeneração do organismo e levando a senilidade. Foi descrito pela primeira vez em 1906, pelo psiquiatra alemão Alois Alzheimer (daí o nome). Embora não tenha cura ainda, tem tratamento e quando identificada desde os estágios iniciais e com acompanhamento adequado, a qualidade de vida dos doentes melhora e a progressão torna-se mais lenta.
Cerca de 30% dos idosos a partir dos 80 anos podem desenvolver Alzheimer. No mundo, segundo dados de 2009 da Organização Mundial de Saúde (OMS), são 25 milhões de pessoas com o problema. Outro ponto debatido pelos cientistas indica a relação da doença com o nível de escolaridade: quanto maior a escolaridade, menor a prevalência.
Pesquisas mostram que enquanto em indivíduos com o mínimo de 8 anos de escolaridade, a prevalência é de 3,5%, entre analfabetos o índice de afetados pelo mal chega a 12,2%. A explicação estaria no fato da doença afetar a linguagem e as funções cognitivas. Tanto que o estímulo intelectual dos idosos, além da prática de exercícios que melhore a função cognitiva, é sempre incentivado pelos médicos como forma de prevenir a doença.

segunda-feira, 8 de setembro de 2014

Bem me quer-mal me quer


imagem google



Oh, flor do bem me quer
Ou mal me quer!
De pétalas tiradas com amor 
Ou arrancadas com dor
Suas sementes germinarão
Quando a última pétala se for
E com elas virão
Uma nova ilusão



Darcy Brito


sexta-feira, 5 de setembro de 2014

Há! Nicolau, Nicolau!

                                                     Miniconto


foto Ronaldo Jacobina
Vamos Nicolau,  anda! Não tenho tempo a perder,  minha agenda hoje está cheia, não é hora de se espreguiçar, se vem comigo tem que se apressar e não resmungue, você está muito mal acostumado, agora deu pra não querer comer só pra me preocupar, não basta as tantas que já tenho. Cadê o outro pé do meu sapato, Nicolau? Deixe de pirraça, vá buscar, anda, sei que foi você. Isso é coisa que se faça, numa hora dessa? Qualquer dia viajo e lhe deixo sozinho pra você aprender. E não adianta chorar. Ai se eu tivesse coragem! Você sabe que eu não tenho natureza pra isso, aí nem  liga pro que eu digo. Tá surdo Nicolau? Come logo essa comida criatura de Deus! Televisão, agora? nem pensar seu egoísta! Contado ninguém vai acreditar que estou vendo isso. O programa que você gosta é em outro horário, de noite, aquele dos bichos "mal-educados". Já lhe falei disso várias vezes, parece que bebe seu teimoso! Estou esperando, Nicolau, vai pegar o outro pé do meu sapato, isso é apenas a caixa! Dê aqui, dá vontade de rir mas não vou lhe dá ousadia, seu cabeludo metido.
Vamos, entra logo no carro. Se soubesse dirigir ia lhe dá a direção, pra você se estressar nos engarrafamentos. Quando chegar na clínica vou pedir para o doutor lhe passar um sermão. Finge que está engolindo o remédio e quando eu menos espero põe pra fora. Pior pra você. E pra mim, que tenho que lhe trazer pra nova consulta. Não quero saber de agrado, seu tapeador, chegue pra lá que estou dirigindo.  Nem venha com esse seu olhar lânguido. Parece criança! O que é que está vendo Nicolau? Já sei, gostou da bonitinha enfeitada foi? Não é pro seu bico. Ela é muita farinha pro seu caminhão, teria que dá duas viagens, seu bobo fogoso. Pra isso que a natureza fez os machos, para correr atrás de fêmeas. Pois é doutor, não está vendo essa carinha  de santo? Isso apronta que o senhor nem imagina. Nem vou entrar para os exames, só quero ouvir as recomendações. Pronto? Ouviu bem Nicolau? Agora é  com você, lavo minhas mãos. Vou lhe deixar em casa porque sua vida tá ganha e seu leitinho garantido, aliás, acho que vou mudar para o desnatado, você está ficando gordo, o doutor falou: "regime nele"! Nem pense que vou ter peninha de você.  Tá bom, agora aceito o beijinho de despedida.
Há! Nicolau, eu brigo assim, mas sem você não vivo, meu cachorrinho lindo.

quarta-feira, 3 de setembro de 2014

Meu livro na Bienal do Livro de São Paulo



Estive na Bienal do Livro de São Paulo e pude constatar que as crianças e os adolescentes foram o grande sucesso deste evento. Participei como autora através da Editora Garcia Edizioni, que publicou meu livro " Os dois  mundos de Prudêncio"
Em tempos de leituras rápidas, e-books e de leitores sem tempo, optei por escrever pequenos contos que possam ser lidos numa sentada. O importante é transmitir a mensagem do que se quer dar em poucas linhas ou entrelinhas e até mesmo de forma oculta. 
Este Livro conta a história do personagem Prudêncio, que confunde fantasia com realidade e, em seus devaneios, relata situações que deixa o leitor também na dúvida. Em formato impresso e digital.
Em e-book pode ser adquirido pelo
http://clubedeautores.com.br
Impresso pela editora Gracia Edizioni ou email da autora dnoguei@ hotmail.com


sábado, 23 de agosto de 2014

Somos passado.



Não coaduno com a opinião de quem acha que o passado não importa. É no passado que está a nossa identidade. É com os erros do passado que corrigimos o presente e planejamos o futuro. Todo e qualquer gesto nosso a cada segundo já é passado, e é ele que vai lhe permitir viver ou não, porque, na verdade, passado, presente e futuro estão dentro de uma mesma linha do tempo, que é único e eterno. Tudo que existe é consequência de etapas passadas: o Universo com suas estrelas e planetas; a vida na Terra não se formaria sem um processo, e processo é conjunto de passado. Sem o passado não haveria lembranças, e estaríamos começando tudo todos os dias. Os criminosos não seriam punidos e não teríamos os cárceres. Há também quem pense que tudo é eternamente presente. Mas se nada é imutável, penso que somos mais passado que presente, este passa rápido. O somatório de atitudes pode construir ou destruir, e feliz daquele cujo passado não lhe pesa nos ombros, porque há erros que não podem ser consertados. Recomeçar não significa começar tudo de novo e sim que o antes deve ser editado e não excluído.

 Mas falar de tempo pode ser pura filosofia e, como tal, cabe discordar.

quarta-feira, 13 de agosto de 2014

Café com Leite

CAFÉ COM LEITE

Sem instrumento
 adequado
Nenhum problema 
sanado
Café com leite
misturado
Não pode ser
separado
Darcy Brito


segunda-feira, 11 de agosto de 2014

Por que Deus não Deusa?



Se todo o Universo é natureza e mãe natureza é feminino, por que  se criou Deus e não Deusa? Não é a mãe que pare os filhos? Então somos filhos de Deusa. E tem mais, o que deu origem a tudo no universo está no feminino: a energia que gerou a física, a química, a galáxia,  as estrelas, as partículas, a água, e a mais importante, a Vida. Uma das razões que me faz refletir dessa maneira é que, como toda mulher, a mãe natureza é vaidosa, deixando para construir o ser humano por último. Depois que estava tudo pronto ela disse: agora vou arranjar uma testemunha para constatar toda a beleza que construí. E criou o Homo sapiens. Que graça teria toda a beleza da mãe natureza se não tivesse um ser para apreciá-la, com inteligência e consciência, exclamando maravilhado "QUE BELEZA! Próprio da mulher, não? E ainda deu a ele a capacidade de inventar a lente fotográfica para que ela pudesse ser fotografada de todas as formas. Portanto, penso que quem criou Deus, no masculino, foi o machismo, que é, muitas vezes também, obra de criação feminina.
Não vai aqui nenhuma conotação de fé religiosa. Vale discordar.




Pensamento Poético de Rabindranath Tagore.

 Rabindranath Tagore, poeta indiano, Nobel de Literatura:  “Se você chorar porque o sol se foi, as lágrimas não vão deixar você ver as estre...