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sexta-feira, 18 de janeiro de 2013

CRISE DO MASCULINO

foto google
A tal "nova mulher" tem causado no homem uma série de reações negativas, como sentimento de  insegurança, disputa e, muitas vezes,  reações de violência por não entender o espaço conquistado pelas mulheres. Essa dificuldade se deve ao fato de as mulheres terem sido tratadas ao longo da história como cidadã de segunda classe, um objeto não essencial na sociedade. Culpa talvez da tradição judaico-cristã, com Eva expulsa do paraíso. O que pode haver de ruim na emancipação feminina? Direito à cidadania e autonomia não é e nem deve ser motivo para brigas ou disputas entre o masculino e o feminino. Não basta ser no mundo, é preciso estar situado nele e nele sem passividade, pois o ser humano não é uma pedra. A partir daí vem tudo mais que pode existir e acontecer ao sujeito.
No final do século XIX e início do século XX, nos Estados Unidos e na Inglaterra, surgiram muitas manifestações de mulheres tendo como razão principal a garantia de igualdade de direitos entre homens e mulheres e repúdio ao casamento arranjado em que as mulheres figuravam como propriedade dos homens, e, mais tarde, o direito ao voto. Vemos hoje muitas funções antes atribuídas apenas aos homens serem ocupadas por mulheres também, mas,apesar de todas as conquistas sociais femininas, ainda existe a dominação masculina, gerada pelo medo que o macho tem do feminino, advindo daí a violência contra o sexo frágil, ultimamente crescendo a passos largos. O homem não quer abrir mão dos privilégios que lhe foi dado nesta sociedade patriarcal ao longo dos anos. E a mulher contemporânea quer fazer parte da elaboração deste mundo, construída pelos homens, em pé de igualdade, o que causa uma certa inquietação por parte dos machões. A frase, "por trás de um grande homem existe sempre uma grande mulher", é criação machista. Isto porque eles não querem enxergar a mulher como um indivíduo de igual para igual. A crise do masculino vem do fato dele não aceitar a reivindicação do feminino como sujeito  que transcende uma situação de opressão, marcando seu lugar no mundo. Não cabe aqui descrever a violência masculina sob o ponto vista histórico, mas sabemos que ela está ligada ao gênero, pois desde os primórdios ser guerreiro era um título de grande importância para o macho. Então, na sociedade contemporânea ocidental o ser macho é visto de forma politicamente incorreta, dada essa crise do masculino, com nova roupagem, que leva o macho a situações vexatórias e muitas vezes de violência por sentirem-se desimportantes e desvalorizados. Homem e mulher são diferentes sim, e respeitar as diferenças significa reconhecer o valor que cada um tem, dentro das diferenças, na sociedade, sem que nenhum se sobreponha ao outro como melhor ou mais importante. A mulher não quer o lugar do homem, quer apenas ser respeitada como ser humano e não cabe só a ela a responsabilidade, mas, principalmente a ela..