Cada vez mais os neurocientistas estão interessados em desvendar o lado oculto da mente, que antes era assunto apenas de psicanalistas. Sigmund Freud, não foi o descobridor do inconsciente. No século XVlll já se discutia a existência dele.
O inconsciente retém memórias que influenciam nossas atitudes.

Através das técnicas de mapeamento cerebral, os estudos começam a mostrar que o inconsciente, um mundo inexplorado, é uma área muito maior que a consciência. Isso foi calculado pelos maiores experts do mundo em cérebro e cognição ( Oxford, Montreal, Londres, Columbia). Pelas estimativas deles a consciência ocupa apenas 5% da área do cérebro. O resto (95%) é reino do inconsciente. Muitas coisas que fazemos, o tempo inteiro, é inconsciente. Para falar e expressar suas idéias, por exemplo, você não precisa analisar e decodificar cada palavra, elas aparecem automaticamente porque o inconsciente vasculha seu vocabulário e empurra pra o seu consciente. Você pode dançar e conversar ao mesmo tempo também sem errar. Até mesmo os atos falhos, trocar uma palavra por outra, ou o nome de uma pessoa, diz muito do inconsciente de uma pessoa.
Mas é possível influenciar o inconsciente, afirma o neurologista Ran Hassin, autor do livro "The Newcastle Unconscious" ( O novo Inconsciente), praticando alguma coisa até que ela se torne uma segunda natureza. Quando se pratica muito alguma coisa ela fica gravada num tipo especial de memória que faz parte do inconsciente, é a memória não declarativa. É ela que permite um profissional exercer bem a sua profissão. Um músico violinista, um jogador de futebol, não teria tempo de recorrer a consciência para realizar todos os movimentos necessários ao seu bom desempenho. Ou seja, o treino é a chave para a conquista da habilidade. Então, se na maioria das vezes somos efeitos do nosso inconsciente e podemos influenciá-los, melhor por a mão na inconsciência e tentar equilibrar as emoções.
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