Pesquisar este blog

terça-feira, 25 de novembro de 2014

De Orgulho a Vergonha de ser Brasileiro

O mau exemplo que o governo do PT tem dado ao país vem provocando uma ira na população, além de estimular um aumento cada vez mais crescente na criminologia nunca antes visto. Fraudes, assaltos, roubos, agressões, assassinatos é o que vemos a todo momento por todos os meios de comunicação. As manchetes são as mais desanimadoras e vergonhosas possíveis, desde as fraudes em provas de ENEM a arrombamentos de caixas eletrônicos, roubos de carros e lojas, assaltos a mão armada seguida de homicídio por motivos torpes, agressões contra mulheres, idosos e crianças, clonagem de cartão de crédito, aumento de preços de mercadorias a revelia e por aí vai. Até mesmo o suicídio tem aumentado conforme as estatísticas, não querendo dizer que isto seja uma consequência direta da situação, mas, como foi explicado, há o desânimo que agrava o quadro.  Há quem diga que tudo isso sempre aconteceu antes, mas, se estamos querendo melhorar o país temos que dar bons exemplos porque, de outra forma, fica difícil punir os marginais envolvidos em crimes. Se os que estão roubando no governo e nas empresas estatais não são punidos, e, quando o são,
recebem tratamentos diferenciados com mordomias e logo depois são soltos, que moral tem a polícia e a justiça para fazer valer as leis? A impressão que dá é que estamos numa luta do "vale tudo" e "salve-se quem puder', com a desvantagem daqueles que trabalham honestamente para ganhar o seu sustento. Imaginem o que não deve se passar pela cabeça daquele pobre que fica vendendo bugigangas nas sinaleiras de ruas para faturar uns trocados, ou mesmo o vendedor ambulante de jornais, lendo essas manchetes? e os que não conseguem empregos, pensam em quê? Quando o mau exemplo vem de cima o Orgulho de ser brasileiro é substituído por Vergonha de ser brasileiro, já que a imagem do Brasil lá fora tem sido a pior nesses últimos tempos. A cada dia que passa se tem a impressão de que a situação vai piorar, não se viu até agora nenhuma luz no fim do túnel, com tanto déficit provocado por má administração e rombos nas contas públicas. Sem falar na indiferença dos poderes executivos. Não vemos uma só resposta que traga algum alento aos brasileiros indignados. Só ameaças de medos e mentiras.

segunda-feira, 24 de novembro de 2014

Suicidio entre os Indígenas


                           Nação sufocada 

 Revista Ciência Hoje (resumo)          


Dados sobre suicídio no país escondem realidade ignorada: indígenas se matam em taxas até 20 vezes superiores às da população geral.

Por: Sofia Moutinho
Publicado em 20/11/2014 | Atualizado em 20/11/2014
No último censo, os índios representavam apenas 0,4% da população do país e respondiam por 1% do total de suicídios: duas vezes e meia a mais que o esperado, se considerada sua participação demográfica. (foto: Brasil de Fato/ Flickr – CC BY-NC-AS 2.0)
L. G., 21 anos, encontrado morto, enforcado com o cabo de energia de um rádio. A. L., 13 anos, descoberto pelos pais, pendurado pelo pescoço em uma árvore na beira da estrada. M. S., 19 anos, usou um fio de náilon para se asfixiar. Histórias parecidas que, além do final trágico, têm em comum o fato de que as vítimas eram todos jovens indígenas brasileiros.
Das diversas mazelas sociais do país, o suicídio não é uma das que se destacam. Em comparação com outros países, as mortes autoprovocadas por aqui são pouco comuns: cerca de cinco pessoas em 100 mil terminam a vida desse modo – bem menos do que a taxa de 30 por 100 mil de países como Lituânia e Coreia do Sul. No entanto, entre indígenas, o suicídio é bem mais recorrente.
Segundo o último censo, os índios representam apenas 0,4% da população do país. Mas respondem por 1% do total de suicídios, duas vezes e meia a mais do que o esperado, se considerada a sua participação demográfica.
Os números alarmantes são alavancados por alguns focos. Os suicídios indígenas ocorrem, sobretudo, no Norte e no Centro-oeste do país, em regiões marcadas por miséria e conflitos de terra
Os números alarmantes são alavancados por alguns focos. Os suicídios indígenas ocorrem, sobretudo, no Norte e no Centro-oeste do país, em regiões marcadas por miséria e conflitos de terra. No Mato Grosso do Sul, onde 3% dos habitantes são indígenas, segundo o censo, 20% dos suicídios dos últimos 10 anos foram nesse grupo. Só no ano passado, de acordo com dados do Distrito Sanitário Especial Indígena (Dsei/MS), órgão de saúde instalado nas aldeias, foram registrados no estado 73 suicídios de índios contra 18 de não índios.
A maioria dos casos do Mato Grosso do Sul se dá entre os guaranis-caiovás, segundo maior grupo indígena do país. Ainda segundo o Dsei/MS, entre 1986 e 1997 foram registrados 244 suicídios nessa etnia. De 2000 a 2013, o número praticamente triplicou, chegando a 650 mortes. As taxas anuais de suicídios ao longo desse período variaram entre 75 e 90 casos por 100 mil habitantes – até 18 vezes o índice nacional.
 Para especialistas, o elevado e crescente número de suicídios reflete as situações de conflito vividas pelos guaranis-caiovás desde o contato com os colonizadores. Os guaranis ocupavam um vasto território na América pré-colombiana, que incluía o atual Paraguai e o sul do Brasil. Com a chegada de espanhóis e portugueses, foram escravizados, viram suas terras disputadas e foram catequizados pelos jesuítas. 
No início do século 20, empresas de erva-mate trouxeram funcionários para sua área de vida e usaram mão de obra indígena. A partir de então, os guaranis perderam suas terras, sistematicamente, para o governo e os empresários. Entre 1915 e 1923, o antigo Serviço de Proteção ao Índio (SPI) demarcou oito reservas no Mato Grosso do Sul para onde diferentes aldeias foram obrigadas a migrar.
“O suicídio é um ato expressivo e os picos dessa prática entre os guaranis estão associados a um contexto social que não pode ser ignorado, expressam o desgosto e a humilhação com a usurpação de suas terras, mostram o silêncio a que são submetidos”, afirma o antropólogo Miguel V. Foti, ex-funcionário da Fundação Nacional do Índio (Funai) que estudou os guaranis e conviveu com eles. “A questão guarani é escandalosa; é uma das maiores nações indígenas, mas a política em relação a esse e a muitos outros povos é sinistra, de uma violência não explícita, marcada pela omissão e pela protelação.”
Os guaranis-caiovás pleiteiam na Funai a demarcação de pelo menos nove áreas que consideram sagradas, as tekohas. Embora o órgão tenha assinado em 2007 um termo de compromisso, os estudos necessários à demarcação não foram concluídos. Por isso, não há estimativa dos territórios hoje ocupados por fazendas de soja, cana e gado e que podem um dia se tornar indígenas.
A questão da terra para os guaranis-caiovás vai além da mera reivindicação por espaço. Ela tem uma dimensão sagrada que não pode ser menosprezada 
A questão da terra para os guaranis-caiovás vai além da mera reivindicação por espaço. O guarani-caiová Tonico Benites, professor da Universidade Federal da Grande Dourados e primeiro indígena a se formar em antropologia no país, explica que o território tem, para seu povo, uma dimensão sagrada que não pode ser menosprezada. 
“Para nós, a terra é composta de seres invisíveis, guardiões que dão as frutas, as plantas, a comida”, conta. “Temos que respeitar esses seres, por isso plantamos por três ou quatro anos num local e depois deixamos a terra descansar. A terra é parte da família, cada comunidade pertence a uma terra. As reservas criadas pelos brancos não são a terra à qual pertencemos, são habitadas por seres malignos e não há espaço para plantar do nosso modo.”
Além das oito reservas criadas no início do século 20, que juntas somam cerca de 180 km2, os guaranis-caiovás contam com a Terra Indígena de Dourados (MS), criada em 1917 e só homologada em 1965. Essa reserva, cortada pela rodovia MS-156, tem 347 km2 e ali vivem 14 mil guaranis-caiovás e terenas – uma densidade de 3,4 pessoas por metro quadrado. É flagrante a diferença em relação a outros grupos: no Pará, os caiapós dispõem, na Terra Indígena Baú, de uma área 44 vezes maior (15.470 km2) para uma população 74 vezes menor (188 índios).
“Em Dourados, a miséria é muito grande, a terra não oferece mais nada e as famílias têm que mendigar comida na cidade”, conta Benites. “Na reserva, há disputa por espaço, por comida, por uma bica de água. As pessoas perdem a dignidade e o vínculo com a sua terra e isso leva, muitas vezes, à tristeza e ao suicídio.”

Saiba mais em reportagem especial da Ciência Hoje 320(Novembro/2014)

 

quarta-feira, 19 de novembro de 2014

19 de Novembro Dia da Bandeira nacional

Bandeira brasileira
Nossa Bandeira não é vermelha


O dia 19 de Novembro, é a data da instituição da Bandeira Nacional Republicana, que se deu em 1889 pelo decreto nº4, preparado por Benjamin Constant, membro do governo provisório.
Aproveito este dia para falar a respeito desse momento político em que o Brasil se encontra, tomado de manifestações de protestos contra aqueles que, levantando uma bandeira vermelha, querem  a toda força, mudar o regime democrático brasileiro conquistado com muita luta através dos anos. É triste constatar que estamos vivendo um dos piores momentos da história do Brasil. Não só por causa desse governo enganador que não representa os anseios da maioria do povo deste país, mas, e principalmente, por causa daqueles que se aproveitam dos seus cargos políticos e condições empresariais privilegiadas para se apossarem, indevidamente, de fortunas, lesando os cofres públicos  da nossa combalida nação tão necessitada de infra-estrutura básica, principalmente saúde e educação. É de estarrecer ver os nossos representantes, eleitos com a fé dos que neles acreditaram , envolvidos até a alma com os corruptos ladrões, que com certeza não têm o menor amor à Pátria ou a seu povo. Enquanto desfrutam do bem bom o pobre carente se amontoa nos corredores de hospitais decadentes, abandonado pelo poder público.  


Todos nós sabemos que a bandeira é um símbolo representativo de uma nação, estado, sociedade, clã, grupos etc. O termo levantar a bandeira geralmente é usado quando se quer defender uma causa por convicção, amor e,algumas vezes por fanatismo. A bandeira que queremos ver hasteada nesse dia 19 de novembro é a nossa bandeira brasileira verde, amarela, azul e branca e não a bandeira que representa a repressão e a ditadura de países que nada tem a ver com a índole do povo brasileiro.


terça-feira, 18 de novembro de 2014


Tem mais ladrão na virtual que na real.
 ( microconto)

- Dr.  eu ando tão deprimida.! Acho que estou precisando de uma medicação.
- Por enquanto vamos tentar outras alternativas. Procure sair para divertir, vá a shopping, praia, cinema ....
- Mas  Dr.  da última vez que tentei me divertir fui assaltada, e agora estou com medo..
- E televisão? Tem as novelas, os jornais!
- Novelas que reproduzem  a vida real? Jornais que mostram um bando de políticos mentirosos fazendo promessas? Tenho vontade de quebrar a cara deles e minha televisão custou caro.
-  Bem, então vá para as redes sociais, tem muita coisa interessante e a senhora não corre risco de ser assaltada
- Deus me livre!
- Por quê o Deus me livre?
- Porque é por isso que estou aqui.  Só tem postagem triste, mostrando um Brasil que não quero pra mim.  Tento me encontrar ali e não me vejo. Tem mais ladrão nas redes que na vida real, tudo gente graúda que não precisava roubar. E ninguém toma providência .Tenho vontade de quebrar o computador.
- É minha amiga, entendo a sua situação. Vou lhe receitar um remédio que alguns brasileiros estão  fazendo uso no momento: Arrume as malas e fuja do país por uns tempos. Aliás, seu tempo acabou e eu já estou atrasado para pegar o meu vôo rumo a ...
- Peraí , Doutor. Posso ir com o senhor?

sexta-feira, 7 de novembro de 2014

Projeto Teatro vai à escola

O Colégio Antonio Vieira em  parceria com a nutricionista Juliana Alfaia e o espaço Kids Miluca, apresentaram o Espetáculo "Alice no País da Nutrição" - adaptação de Gil Santana  para a obra "A Rebelião do  Melão Amarelão e seus Amigos", da escritora Darcy Brito. 
Neste projeto, além das atividades propostas nas aulas regulares, os alunos vivenciaram os princípios de uma alimentação sadia, que é a proposta do livro que conta a história de uma rebelião comandada pelo Melão para protestar contra o desperdício, maus tratos e mau uso dos alimentos.
Um novo projeto está programado para maio de 2015, desta vez usando todo o texto do livro e as falas dos seus personagens: o melão, personagem central  e seus amigos, frutas, verduras e legumes.

terça-feira, 4 de novembro de 2014

Conheça os 10 melhores livros da literatura brasileira indicado por Terra.com.br



O Dia Nacional do Livro , comemorado em 29 de Outubro, é em homenagem à data de fundação da Biblioteca Nacional, 29 de outubro de 1810.

Confira a lista:
1. Dom Casmurro, de Machado de Assis
O romance é narrado em primeira pessoa por José Bento, o Bentinho (apelidado, na velhice, de Dom Casmurro, por viver recluso e solitário), que tenta reviver emoções afetivas com o objetivo de reconstituir o passado e sua história amorosa com Capitolina (apelidada Capitu). Torturado pelo ciúme, por não saber se Capitu havia ou não o traído com o amigo Escobar, Bentinho não consegue mais suportar a presença da mulher e do filho Ezequiel. Decide, então, separar-se deles.
Em seguida, faz uma viagem com a família à Europa, onde ficam Capitu e Ezequiel. Bentinho volta sozinho ao Brasil. Após alguns anos, Capitu morre, sem ter retornado ao País ou revisto o marido. Ezequiel, já moço, faz uma única visita ao pai, morrendo pouco depois numa viagem de estudos ao Oriente. Bentinho, já velho, fecha-se cada vez mais na sua vida solitária, quando passa a ser chamado de Dom Casmurro. É nessa fase que decide escrever a história de sua vida.
 
2. Amálgama, de Rubem FonsecaEm ‘Amálgama’, mais novo livro de contos de Rubem Fonseca, residem todos os elementos (o erotismo, a violência, a velocidade narrativa, o clima noir) que consagraram o autor de Lúcia McCartney. Rubem Fonseca consegue construir uma narrativa que se desenha ao longo dos contos e, ineditamente, das poesias. Personagens e situações unidos pela tristeza, pela dor, pela raiva, pelo fracasso, pela ternura e pelo amor, um verdadeiro amálgama de vidas que se constroem e se destroem num instante.

3. Macunaíma, de Mário de Andrade
Mario de Andrade publicou 'Macunaíma' em 1938. Por falta de editora, a tiragem do romance foi de apenas 800 exemplares, mas o livro foi festejado pela crítica modernista por sua inovação narrativa e de linguagem. Macunaíma é o herói sem caráter, símbolo de um povo que não descobriu sua identidade. Uma releitura do folclore, das lendas e mitos do Brasil, escrita numa linguagem popular e oral.





4. Vestido de noiva, de Nelson Rodrigues‘Vestido de noiva’ consolidou Nelson Rodrigues como um dos nomes mais importantes da dramaturgia nacional. Enquanto se recupera no hospital depois de ser atropelada, Alaíde é assombrada por lembranças de seu passado conflituoso e as de madame Clessi, uma prostituta do começo do século 20. Encenado pela primeira vez em 1943, Vestido de noiva, que se articula em três planos cênicos (alucinação, memória e realidade), foi o primeiro grande sucesso de público de Nelson Rodrigues.

5. Triste fim de Policarpo Quaresma, de Lima Barreto
Patriota doente, Quaresma teria enlouquecido se a Revolta da Armada não lhe desse a oportunidade de provar seu amor à pátria. Mas que pátria? Funcionários civis e militares sugando o Estado em benefício próprio? Criticando os costumes políticos brasileiros, o romance enfatiza a necessidade de se repensar nossa realidade social, constituindo um grito de protesto em meio à indiferença geral.

6. Morangos mofados, de Caio Fernando Abreu
A busca, a dor, o fracasso, o encontro, o amor e a esperança estão presentes na série de contos que se entrelaçam como se fossem um romance nesta obra.




7. Grande sertão: Veredas, de Guimarães Rosa
Na obra de Guimarães Rosa, o sertão é visto e vivido de uma maneira subjetiva e não apenas como uma paisagem a ser descrita, ou como uma série de costumes que parecem pitorescos. Sua visão resulta de um processo de integração entre o autor e a temática. Dessa integração a linguagem é o reflexo principal. Para contar o sertão, Guimarães Rosa utiliza-se do idioma do próprio sertão, falado por Riobaldo em sua narrativa. São os elementos básicos da condição humana que, em última análise, encontramos em 'Grande Sertão - Veredas' o que ela tem de mais fundamental: o amor, a morte, o sofrimento, o ódio, a alegria.






8 Reinações de Narizinho, de Monteiro Lobato
Reinações de Narizinho, um clássico da literatura infantil brasileira que continua atual como nunca, reúne histórias escritas por Monteiro Lobato em 1920. O livro narra as primeiras aventuras que acontecem no Sítio do Picapau Amarelo e apresenta Emília, a boneca de pano tagarela e sabida; Tia Nastácia, famosa por seus deliciosos bolinhos; Dona Benta, uma avó muito especial; e sua neta Lúcia, a menina do nariz arrebitado. Lúcia, mais conhecida como Narizinho, é quem transporta os leitores a incríveis viagens pelo mundo da fantasia.
Reinações de Narizinho apresenta os principais personagens do Sítio do Picapau Amarelo
Tudo começa com uma inesperada visita da neta de Dona Benta ao Reino das Águas Claras e com a chegada de seu primo, Pedrinho, ao Sítio, para mais uma temporada de férias. Depois do passeio pelo Reino das Águas Claras, as reinações de Narizinho ficam ainda melhores. As crianças se divertem fazendo o Visconde com um sabugo de milho e planejando o casamento de Emília com o leitão Rabicó.
 
9. Horas de desespero, Pedro Bandeira
Um grupo de presidiários foge da prisão levando o diretor como refém. Um dos condenados sugere que o grupo se esconda na escola da favela, onde ele estudou e que conhece muito bem. Os alunos e professores também são feitos reféns e a polícia cerca a escola. Os bandidos ameaçam matar as crianças, caso seus pedidos não sejam atendidos. Somente com muita coragem e heroísmo essa situação poderá ser resolvida sem que vidas sejam perdidas.



10. A morte e a morte de Quincas Berro D'Água, de Jorge Amado
Se arte tenta, sem entrar em discussões conceituais, ao menos abarcar com força os seres humanos, mudá-los de lugar, fazê-los sentir cheiros e gostos, ter novos questionamentos e anseios, então, não há dúvidas: ‘A Morte e a Morte de Quincas Berro D'Água’ é uma obra de arte da maior grandeza. Neste curto romance, Jorge Amado conta a história da morte (ou das mortes, como saberá o ouvinte) de Quincas Berro D'Água.

Quincas é um funcionário público que deixa a enfadonha vida em família e o dia-a-dia burocrático para viver como bem entende, bebendo cachaça e amando as mulheres e o mar. Sua morte põe em xeque os valores e sentimentos da família, dos amigos e da própria sociedade. Quem é o defunto? É o respeitável funcionário Joaquim? Ou o vagabundo beberrão que vagava pelas ruas de Salvador? O ligeiro sotaque da atriz Nevolanda Pinheiro, também nascida na terra de Jorge Amado, encarrega-se de ressaltar o recheio de humor e lirismo que o escritor baiano usa para contar direitinho como tudo aconteceu. Por que a fama de Quincas correu o mundo? De onde veio o apelido de Berro D'Água? Quem eram seus amigos, sua família e sua companheira? Por fim, como foi que Quincas morreu?