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quinta-feira, 26 de março de 2015

SOMOS FINITOS, e daí?


Água Viva -  Foto Google
As pesquisas científicas estão cada vez mais voltadas para o melhoramento da qualidade de vida do ser humano, inclusive com a finalidade de ampliar o seu tempo de sobrevivência. Até aí tudo bem.  Mas já existe a idéia de tornar o homem imortal que só viria a  morrer em caso de acidente grave e que não desse tempo para salvá-lo. Sabemos que já é possível, através de células troncos, fabricar tecidos que uma vez implantados no indivíduo poderá curá- lo de determinadas doenças, como é o caso da diabetes. Ou fabricar órgãos inteiros para serem repostos  em caso de defeitos, assim como acontece com os carros velhos que desgastam com o tempo. O mais interessante é uma pesquisa que estão fazendo, baseado na imortalidade de um tipo de Água Viva, um Celenterado marinho, que habita a parte mais fria dos oceanos, a Turritopsis dohrnii.  Esse tipo só morre sob a ação de algum predador. “Ela vive na forma de água viva, denominada também de medusa, quando adulta. Em um determinado período, que varia de individuo para indivíduo, ela volta para a forma jovem, que é um pólipo ou forma de anêmona - em cativeiro elas efetuam este ciclo em média 5 vezes ao ano”, explica o professor de animais silvestres da faculdade de veterinária da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), Leonardo Bôscoli Lara.  “No caso da água viva, em vez do DNA programar a morte, ele programa a volta dela para o pólipo. É um comando do DNA para essa espécie”, afirma o professor. 
O processo de envelhecimento e morte está registrado no DNA de cada indivíduo. Na morte celular programada ou apoptose, a partir de certa idade, os radicais livres produzidos no próprio metabolismo provocam danos  cada vez maiores nas células, que se deterioram enquanto o envelhecimento progride, culminando na morte. A formação de radicais livres está relacionado com queima de nutrientes e excesso de Oxigênio no organismo. Alimentação excessiva e respiração muito constante e afobada produz radicais livres. Seres que comem pouco e respiram menos intensamente vivem mais.
Mas,  em relação à imortalidade tão almejada pela maioria dos humanos eu pergunto: quais são as vantagens e as desvantagens dessa conquista?atualmente o número de idoso no mundo está aumentando consideravelmente e, mesmo que a qualidade de vida esteja melhorada, isso implica  numa série de problemas socioeconômicos, como previdência, desempregos, planos de saude etc. Também sob o ponto de vista de satisfação pessoal, será que a longevidade ou imortalidade traria felicidade? Não é a certeza da finitude que nos faz buscar a alegria no dia a  dia? De ver  beleza na natureza, de buscar o prazer, de saborear o momento, mesmo com suas contradições e antagonismos? Imaginar  uma vida eterna para mim seria tedioso.
Como diz o filósofo francês André Gorz, (cuja frase me inspirou a escrever esse artigo) : "É preciso aceitar ser finito". 


sábado, 21 de março de 2015

HÁ UM NÃO



Há um não no que se sente
Há um não no que se mente
Há um não no que é dito
Há um não no que é visto
Há um não na certeza
Há um não na tristeza  
Há um não nas mãos
Há um não nos nãos 
Há um não no sim
Há um não em mim

sexta-feira, 20 de março de 2015

7 coisas que seu “eu” jovem não acha que vai acontecer quando você envelhecer, mas vão


Hypescience
Publicado em 18.03.2015 

Embora livros, filmes e comerciais digam que você só é tão velho quanto se sente, a ciência não concorda (exatamente).
É possível se sentir mais jovem do que você realmente é, mas o comportamento das pessoas mais velhas que você descreve como “idiota” e “chato” e o comportamento jovem que os idosos chamam de “rebelião sem causa” são baseados em biologia. E você não pode evitá-los.

7. Seu cérebro vai parar de ter prazer com músicas novas


Quando você é uma criança, a pior música do mundo é qualquer uma que seus pais estejam ouvindo. Então, quando você cresce, a pior música do mundo é qualquer uma que os adolescentes estejam ouvindo.


Se você está lendo isso e se encontra em algum estágio entre “criança” e “adulto”, você provavelmente está pensando que nunca vai deixar seus gostos musicais congelarem no tempo. Você vai continuar encontrando novas bandas, permanecendo na vanguarda, ouvindo diferentes estilos até o dia em que morrer.

Só que não. Conforme você envelhece, seu cérebro se torna cada vez mais incapaz de lidar com a dopamina, hormônio que nos permite sentir aquela “emoção” e “adrenalina” quando ouvimos uma nova música que gostamos.

Assim, inevitavelmente, em algum ponto da sua vida, seu gosto musical vai estagnar. Se você ainda é jovem e quer saber como uma nova música vai soar quando tiver 50, tente assistir programas de TV destinados a crianças. Veja quanto tempo você pode tolerar.

6. O desejo de se rebelar desaparece com a idade


Os adolescentes de hoje deveriam ter vergonha de si mesmos. Tiroteios, drogas, gravidezes indesejadas, bullying, vandalismo… Qualquer cidadão idoso pode dizer com confiança que o planeta está à beira do colapso e, se você quiser uma prova, só precisa olhar para o estado fora de controle dos adolescentes do mundo.

Claramente, a nossa sociedade imoral arruinou os nossos jovens, preenchendo suas mentes com os videogames violentos, Big Brothers e libertinagem. Basta imaginar o que vai acontecer quando esses monstrinhos crescerem.

Na verdade, não precisamos imaginar. Nem nos preocupar. Estes pequenos monstros vão se transformar nos vendedores de seguros e auxiliares administrativos que eles nunca sonharam em ser, como seus pais.

É tudo culpa do cérebro. Estudos sugerem que, embora ele se desenvolva muito rapidamente através da infância, as partes que lhe permitem sentir empatia e culpa levam mais tempo para se desenvolver. Pior: a puberdade realmente mexe com a capacidade do seu cérebro de ler emoções, de forma que, por um tempo, você é menos compreensivo aos 15 do que era aos 6 anos de idade. A combinação de um senso subdesenvolvido de remorso e uma incapacidade de dizer quando você está magoando alguém significa que o adolescente é muito mais propenso a gritar “Eu odeio você, mãe!” quando ela lhe pede para recolher sua camada de cuecas do chão.

Eventualmente, porém, o ataque hormonal se acalma e você começa a se sentir mal por todas aquelas vezes que chamou sua mãe de idiota. Isso ocorre aproximadamente ao mesmo tempo em que você começa a reclamar dos adolescentes sendo idiotas.

5. Seu cérebro vai começar a ter prazer por coisas chatas


Além de exceções ocasionais, é raro ver idosos dirigindo carros velozes, jogando games violentos, ou fazendo qualquer coisa emocionante. Este é um dos maiores temores dos adolescentes sobre envelhecer – a vida adulta parece tão incrivelmente chata. Cada um de nós, em algum momento, prometeu que isso nunca iria acontecer com a gente.

A boa notícia é que não é tão ruim. Essa mudança de pensamento tem suas raízes na química do cérebro. Na adolescência, o cérebro é menos ativo nas áreas de motivação e planejamento, mas altamente ativo nas áreas baseadas em recompensa. Por isso, os mais novos são mais atraídos a atividades que retornem alta satisfação de imediato. Algo como ser empurrado em um carrinho de supermercado por uma rua movimentada enquanto seus amigos gritam “Uhul” e louvam sua bravura.

Porém, mais tarde na vida, a parte que busca emoção de seu cérebro começa a se acalmar e você começa a tirar mais satisfação de conquistas mais “modestas”, como ter um bom jardim. No geral, significa que você está mais disposto a se esforçar para alcançar objetivos a longo prazo. Passar um dia inteiro na frente de um videogame começa a parecer um dia desperdiçado.

Como envelhecer pode deixar você mais criativo

4. Aos poucos, vai ser fisicamente impossível dormir até tarde


Quando você é jovem, você acha que nada é melhor do que dormir até o meio-dia, e seus pais te repreendem por ser um preguiçoso e vagabundo desocupado. Seus pais também podem repreender (se ousarem) seus avós por serem aparentemente incapazes de continuar na cama além das 5 da manhã em um sábado.

Não é que adolescentes sejam preguiçosos e idosos sejam ansiosos. O sono é ditado por um produto químico em seu cérebro chamado melatonina. Os cientistas testaram como a melatonina é produzida por adolescentes ao longo de um dia, e descobriram que seus corpos trabalham em uma espécie de “estado permanente de jet lag”, em que são mais alertas no período da tarde e da noite, mas têm dificuldade de despertar na parte da manhã.

Essa química do cérebro continua a mudar até a idade adulta, ou seja, quanto mais você envelhece, mais difícil se torna permanecer na cama, mesmo se você tentar. Então, um dia, você também vai sentir um impulso irresistível de passar aspirador de pó na sua sala ao nascer do sol em um domingo, para ir dormir no mesmo dia às sete da noite.
Cientistas descobrem a melhor maneira de envelhecer

3. Você vai parar de tentar mudar o mundo (se for homem)


Não é triste quando você vê esses caras de meia idade que foram grandes líderes revolucionários em seus 20 anos, apenas para se transformar em entusiastas do golfe em cima do muro aos 45? Sei o que você está pensando: que nunca será como esses vendidos, que sempre vai manter suas convicções.

Hum… Provavelmente não. Há uma concepção comum de que os homens “pensam com a cabeça de baixo”, mas isso é um estereótipo grosseiro e insultante. Na verdade, devemos corrigir a frase para “homens pensam com suas bolas”.

Mais especificamente, é culpa da testosterona. Os homens têm muito a agradecer esse hormônio. É ele que molda o corpo masculino na puberdade, em termos de aumento da massa muscular, voz mais grave, crescimento de pelo e virilidade sexual. Mas essas mudanças não param depois que você “vira um homenzinho”: continuam a vida toda.

Os níveis de testosterona atingem um pico por volta dos 40 anos e, em seguida, começam a diminuir. É por isso que a barriga saliente se torna mais difícil de perder e é por isso que coisas como dores musculares e aumento da fadiga diurna começam a ocorrer. Sem mencionar as mudanças em sua atitude. Um baixo nível de testosterona pode ser inconscientemente emocionalmente devastador para os homens, e os sintomas incluem aumento da irritabilidade, depressão e falta de motivação.

A condição é chamada de “andropausa”, a versão masculina da menopausa que as mulheres experimentam, e é a mais provável razão para explicar a crise de meia idade dos homens. Ou eles começam a combater esse processo com mudanças superficiais (como carros esportivos, roupas da moda ou tentar iniciar uma carreira no rap), ou se contentam com seus chinelos almofadados e seu chazinho e param de dar opinião sobre qualquer coisa.
Cérebro começa a envelhecer bem mais cedo do que se pensava

2. Você vai começar a comer comida sem graça


Você gosta de pensar que seu gosto por comida só fica melhor à medida que você envelhece, certo? Você não vai comer as besteiras que vê uma criança comendo, todas as bebidas açucaradas, nuggets de frango congelados e doces coloridos.

E, quando você chegou aos 30, também olhou para trás com o mesmo desgosto para sua dieta feita de pizza e lanche de seus anos de faculdade.

Seus desejos ficam mais sofisticados com o tempo, e logo você está plantando suas próprias ervas e memorizando o número preciso de segundos que um bife deve permanecer no grill a fim de ficar perfeito.

Então por que é que as pessoas idosas acabam comendo a mesma porcaria horrível todas as noites? Não importa o que aconteça na sua vida, você nunca vai se ver jantando mingau e torradas sete vezes por semana, certo?


Não é por escolha que nossas dietas ficam mais “sem graça” à medida que envelhecemos. As pessoas mais velhas simplesmente não conseguem sentir o gosto de certas coisas, e é principalmente por causa de boca seca. Conforme você envelhece, sua boca produz menos saliva, algo que é essencial para o gosto.

Além disso, pessoas mais velhas também tendem a simplesmente perder o apetite e a alegria de comer. Então, mesmo que uma refeição saborosa costumasse ser o destaque do seu dia nos seus anos jovens, eventualmente torna-se uma tarefa árdua, especialmente quando uma fatia de torrada seca tem o mesmo gosto que fettuccine de frango. A vantagem é que mais fácil preparar uma torrada, por isso ela sempre vence.
Será que envelhecer é uma doença?

1. Sim, suas memórias do passado se tornarão “os velhos e bons tempos”


Por que é que, quando as pessoas envelhecem, elas acham que tudo era melhor no passado?

Será que é porque o mundo realmente vai para o inferno constantemente ou, como o resto das coisas nesta lista, essa é apenas uma mudança biológica mexendo com a cabeça dos idosos?

Sim, a tendência das pessoas de idade de divagar sobre o passado pode realmente ter sido programada pela evolução. E isso significa que você vai fazer o mesmo assim que puder.

A nostalgia de fato tem um efeito evolutivamente benéfico: serve como um antidepressivo natural para o cérebro. O peso e as tensões da vida acumulam-se com a idade e a responsabilidade acrescida, e assim ter uma maior quantidade de experiência de vida para relembrar ajuda o cérebro a acalmar-se e nos permitir continuar existindo.

Nos tempos pré-históricos, o risco de tornar-se deprimido em sua fria e úmida caverna sem sequer TV a cabo teria sido uma sentença de morte. Os sobreviventes neste mundo teriam sido os únicos que conseguiram se manter motivados ano após ano. Portanto, seria um grande benefício para a humanidade se envelhecer viesse com algum tipo de mecanismo de defesa contra toda a miséria e tédio. Este mecanismo acabou por ser “relembrar os bons velhos tempos” para quem quisesse ouvir.

Faz parte do ciclo da vida. Ou seja, não reclame das histórias de seu avô, uma vez que você também irá incomodar seus netos da mesma forma, tudo em nome da sobrevivência de sua espécie. [Cracked

ENTREVISTA Para Ana Maria Machado há uma eclosão de novas vozes na literatura brasileira


Escritora analisa que lugar o livro ocupa no Brasil

Publicado em 20/03/2015, às 12h25Jornal do Commercio



Da AFP

Um aumento na publicação e a explosão da literatura juvenil fazem do Brasil um país em plena efervescência literária. A escritora Ana Maria Machado analisa que lugar o livro ocupa no Brasil, o convidado de honra no Salão do Livro 2015 de Paris.

P: Em que se caracteriza a literatura brasileira em comparação com seus vizinhos da América Latina?
R: A literatura brasileira é particular, em primeiro lugar, porque é escrita em português. Viemos de uma tradição levemente diferente, apesar de ser ibérica. Por exemplo, o realismo mágico, que tanto marcou a literatura hispânico-americana, não é tão frequente em nosso país. E isso embora o primeiro (a fazê-lo) tenha sido um brasileiro, Machado de Assis, que escreveu no século XIX "Memórias Póstumas de Brás Cubas".
Temos uma tradição em geral mais realista, com o realismo social de Jorge Amado desde os anos 30 e, posteriormente, o realismo psicológico. Mas o que mais nos caracteriza hoje em dia é uma grande diversidade de vozes. Trata-se da primeira geração verdadeiramente alfabetizada em todo o país e há uma eclosão de novas vozes, de gente que escreve sobre as cidades com uma diversidade de experiências urbanas. É difícil medir onde isso vai nos levar, mas este fenômeno de efervescência é muito emocionante.
P: Este fenômeno se traduz em uma explosão no número de livros publicados?
R: Há um maior número de títulos publicados, e publicamos mais na internet que nos jornais. Na lista de escritores que vêm ao Salão do Livro de Paris há um grande número de jornalistas que reuniram seus artigos em um livro, ou que escrevem romances com esta experiência da escrita do dia a dia. Isso leva a uma escrita por vezes fragmentada, com uma linguagem muito viva, muito realista, e um apego às questões urbanas. Tivemos uma urbanização quase selvagem, devido à rapidez com que foi feita, e todos estes problemas aparecem nos livros.
Além disso, há muitos leitores jovens e a literatura juvenil está muito desenvolvida no Brasil, tanto pela qualidade quanto pelo número de escritores. Houve a partir dos anos 1990 um programa do governo que permitiu comprar livros juvenis para distribui-los pelas bibliotecas das escolas. Isso desenvolveu muito este setor do mercado.
P: Que lugar o livro ocupa na sociedade brasileira?
R: Saltamos da cultura oral à cultura audiovisual e eletrônica sem verdadeiramente fazer uma parada significativa na etapa de Gutenberg.
A sociedade brasileira sempre foi muito desigual. Isso teve consequências na educação em geral. As pessoas vêm de famílias nas quais não havia livros. Não tivemos bibliotecas suficientes. A leitura não era valorizada e há esterótipos negativos sobre as pessoas que leem.
Atualmente, há quase uma biblioteca em cada município. Mas as bibliotecas sofrem no Brasil. As pessoas não têm o costume de ir e não sabem o que se pode encontrar em uma biblioteca. Não é um espaço de ócio ou de descoberta, mas simplesmente um lugar onde os alunos fazem seus deveres.
Apesar disso, devemos ter esperança e continuar trabalhando para divulgar o livro.

PALAVRAS-CHAVE

sábado, 14 de março de 2015

Nunca desista


                                                  

Para se alcançar uma pedra  ou um metal precioso faz-se necessário escavar o seu entorno, que, na maioria das vezes,  exige muita força e  perseverança. Se desistirmos nos primeiros obstáculos jamais teremos o prazer de contemplar o seu valoroso brilho.  Mas se  persistirmos, o tempo se encarregará de fazer aflorar diante de seus olhos o que estava submerso. E,  então, todas  aquelas camadas sobrepostas,  que quase lhe fez desistir, se transformam em luz brilhante. 
Isto quando temos   sorte.  Quando não, leva-se uma vida buscando, e no final o que aflora é um buraco fundo que exige cuidado para não imergirmos na sua escuridão. Mas,  embora o garimpo deixe algumas seqüelas, há o lucro do prazer de ter escalado montanhas, apreciado paisagens, nadado em rios, absorvido o calor do sol e o brilho da lua.    
É assim também na vida.  Muitas vezes convivemos com pessoas que esconde dentro de si esse brilho, ou apenas um fosso escuro, sufocado por duras  camadas que o tempo lhe impôs. Resta saber se o entorno valeu a pena.
     

segunda-feira, 9 de março de 2015

O Gigante está ofegante

 É muito desolador este sentimento de desesperança que emana no Brasil. Um país emergente que se vê afundando numa onda que nem o melhor surfista é capaz de superá-la sem riscos de se afogar. Não são ondas naturais, são ondas artificiais causadas por governantes que colocam seus interesses pessoais em detrimento dos objetivos primordiais da nação. As crises  vão se emendando umas nas outras tomando alturas tsunâmicas.  Difícil é prever quando, quem e o que restará depois da tempestade. Se antes tínhamos uma marolinha ela foi enfrentada sem grandes prejuízos, porque a economia ainda estava mais equilibrada e a Petrobras, nossa empresa maior, não estava arrasada. É preciso proteger o que ainda pode ser salvo ou recuperado e deixar que as autoridades competentes se ocupem em deter os causadores da tragédia. O mais difícil agora é encontrar pessoas competentes e bem intencionadas, dentro do nosso quadro político, para separar as duas situações e reerguer o país. Mas se na Lista dos envolvidos no Tsunami  temos os presidentes do Congresso e o da Câmara dos Deputados,  até provem o contrário, vamos ter que remar muito contra a maré. Haja fôlego nesse Gigante. 

domingo, 8 de março de 2015

8 de Março - Dia Internacional da Mulher não é um "segundo" dia das Mães.




Embora a mulher já tenha conseguido algumas conquistas, o "8 de Março" deve ser visto como momento de mobilização para a conquista de direitos e para discutir as discriminações e violências morais, físicas e sexuais ainda sofridas pelas mulheres.


Esse dia foi instituído a partir da luta das mulheres por direitos iguais. Desde o final do século 19, organizações femininas oriundas de movimentos operários protestavam em vários países da Europa e nos Estados Unidos. As jornadas de trabalho de aproximadamente 15 horas diárias e os salários medíocres introduzidos pela Revolução Industrial levaram as mulheres a greves para reivindicar melhores condições de trabalho .


Mas foi em 8 de março de 1917 , "quando, na Russia de Czar Nicolau II, aproximadamente 90 mil operárias manifestaram-se contra as más condições de trabalho, que a data consagrou-se, embora tenha sido oficializada como Dia Internacional da Mulher, apenas em 1921.E somente 24 anos depois, em 1945, a Organização das Nações Unidas (ONU) assinou o primeiro acordo internacional que afirmava princípios de igualdade entre homens e mulheres.


Nos anos 60 , o movimento feminista ganhou corpo e em 1975 comemorou-se oficialmente Ano Internacional da Mulher e só reconhecido oficialmente pelas nações Unidas em 1977, ficando o "8 de Março" como o Dia Internacional da Mulher.


Em 1982, foi criado o conselho Estadual da Condição Feminina em São Paulo, e em 1985, a primeira Delegacia Especializada da Mulher.






As rosas são muito bem vindas e representem uma doce homenagem ao dia da mulher, mas o evento não deve ser confundido com o dia das mães, que é quando o comércio mais fatura.

sexta-feira, 6 de março de 2015

Café Filosófico - Os Clássicos da Literatura e o Cotidiano



Café Filosófico da CPFL Cultura discute clássicos da literatura

José Alves de Freire Neto  palestra no primeiro módulo do Café Filosófico CPFL Cultura Campinas
Abertura da temporada 2015 traz uma série de debates sobre oito obras, entre elas "Dom Quixote", "Madame Bovary" e "Hamlet", em março e abril, às sextas-feiras






Café    Filosófico da CPFL Cultura, em Campinas, inicia a temporada de 2015 com um ciclo de palestrasgratuitas sobre oito clássicos da literatura e da filosofia universais. Os encontros vão ocorrer às sextas-feiras dos meses de março e abril. e na quarta, dia 29 de abril, sempre às 19h. A entrada é gratuita e todos os eventos terão transmissão ao vivo no sitecpflcultura.com.br.

Sob a curadoria do professor de História José Alves de Freitas Neto, da Unicamp, o primeiro módulo do ano do Café Filosófico pretende estimular a reflexão sobre o mundo contemporâneo a partir da obra de Maquiavel, Cervantes, Thomas Hobbes, Shakespeare, Flaubert, Jorge Luiz Borges, Mário de Andrade e Clarice Lispector.

Segundo o historiador, a proposta do módulo é permitir que o grande público seja instigado a ler ou reler os clássicos sem se sentir “intimidado”

Entre os palestrantes estarão nomes como José Miguel Wisnik, Leandro Karnal e a historiadora Margareth Rago.

Confira a programação do Café Filosófico - “Os Clássicos da Literatura e o Cotidiano”:

06/03, às 19h - Palestra: "O Príncipe e a Mandrágora de Maquiavel e a capacidade de enganar-se". Palestrante: José Alves de Freitas Neto - historiador e professor da Unicamp
A Mandrágora, obra escrita para o teatro por Maquiavel, aborda as principais temáticas relacionadas ao pensador florentino. Transposta para o campo da vida privada as discussões sobre o cumprimento das normas, a capacidade de burlar regras, a perseguição de objetivos que produzam a glória e as dificuldades morais postas a cada escolha concreta. Num texto ágil e bem humorado, Maquiavel nos adverte sobre nossos limites éticos e sobre a capacidade humana de enganar-se.
13/03, às 19h – Palestra: "As Ficções de Borges e os labirintos dos livros e do cotidiano". Palestrante : Julio Pimentel Pinto - historiador e professor da USP
O universo borgeano é o espaço das leituras e releituras, produzindo espaços de um universo que nem sempre pode ser mapeado ou circunscrito a processos históricos e literários. Cada trecho no ato de ler, cada reinvenção é do leitor, mas também dos aspectos que fazemos do universo ao redor pelo qual, por mais que se busque a linearidade, mais encontramos labirintos.

20/03, às 19h – Palestra: "Dom Quixote de Cervantes e a crise dos sonhos". Palestrante: Janice Theodoro -  professora da USP e da UNILA
Ser adjetivado como “quixotesco” é um dos motes para pensar as circunstâncias do fidalgo que quer transformar o ideal em realidade. A força imaginativa é confrontada e representada como loucura. O traço heroico e idealista é um espaço para humanizar-se e para descobrir outros aspectos da vida cotidiana e as crises que enfrentamos na capacidade de ousar diante da realidade que se impõe.

27/03, às 19h – Palestra: "Leviatã de Hobbes e as lógicas da força e da punição". Palestrante: Yara Frateschi - doutora em letras e professora de Ética da Unicamp
A descrição da guerra total, do enfrentamento entre sujeitos e a adesão a um modelo de governo que tem em suas mãos a espada e o báculo, o poder militar e o religioso, para assegurar o direito à vida é um aspecto que nutre soluções imediatas e de apelo ao rigor da punição nos tempos atuais. O modelo da relação entre indivíduo e Estado é marcado pela ausência da sociedade como corpo constitutivo e, ao mesmo tempo, problemático e de difícil harmonização. A questão a ser enfrentada é: por mais que se critique a lógica da força do Estado, não existe um sentimento latente para que ele puna e castigue o outro e seus comportamentos diferentes?

10/04, às 19h – "Palestra: Madame Bovary de Flaubert e as tiranias da intimidade". Palestrante: Margareth Rago - historiadora e professora da Unicamp
Madame Bovary, polêmico romance de Gustave Flaubert, publicado em 1857, problematiza o incômodo da mulher burguesa em relação ao confinamento na esfera da vida privada e ao ideal de abnegação e total dedicação à vida familiar. Desconfortável nessa situação que considera monótona, entediante, Emma Bovary busca saídas na leitura e na experiência do adultério, transgredindo a moral sexual de sua época e desafiando a ideologia da domesticidade, que se impõe, na Europa, desde o início do século XIX, legitimada pelo discurso científico da Medicina e pela religião.

17/04, às 19h – "Palestra: A legião estrangeira de Clarice Lispector e o efeito do estranhamento". 

Palestrante: Noemi Jaffe - escritora e crítica da Folha de S. Paulo
O encontro com Clarice vai além do ato da leitura: sua narrativa desestabiliza o leitor, provocando reações diversas na esfera psíquica. A proposta aqui é compreender não apenas os contos, seu estilo e seus símbolos, tão próprios da autora, mas a reação que eles causam em cada um de nós, ao se aproximar ou talvez se distanciar tanto de nossas vidas e conflitos cotidianos.

24/04, às 19h – "Palestra: Hamlet de Shakespeare e o mundo como palco". Palestrante: Leandro Karnal - historiador e professor da Unicamp
Hamlet é aquele personagem capaz de refletir sobre si próprio, na interação com os outros. A partir daí, modifica sua maneira de pensar e de agir. Hamlet expõe um conjunto de valores marcado pela ironia e pela inteligência apaixonada e nos lança num simulacro de dilemas sobre o que somos.

29/04 (quarta-feira), às 19h – Palestra: "Macunaíma de Mário de Andrade e o enigma do herói às avessas". Palestrante: José Miguel Wisnik - doutor em teoria literária e professor da USP
Vista superficialmente ora de modo positivo, ora negativo, a figura de Macunaíma é de uma ambivalência profunda e agônica no pensamento e no sentimento de Mário de Andrade. O herói sem nenhum caráter (termo complexo que tem aqui mais de um sentido) está ligado às agruras de um país que, se se moderniza, deixa de ser Brasil, e que, se continua a ser Brasil, não se moderniza. Para além disso, o dilema se coloca no quadro mais geral de uma reflexão fabulosa sobre o mal estar na civilização.

Serviço:

Café Filosófico - “Os Clássicos da Literatura e o Cotidiano”
Local: Instituto CPFL Cultura. Rua Jorge Figueiredo Corrêa, 1.632, bairro Chácara Primavera – Campinas.(19) 3756-8000
Datas: sextas-feiras de março e abril e quarta, dia 29 de abril
Horário: 19h
Entrada: gratuita (por ordem de chegada, recomenda-se estar no local a partir das 18h)
Classificação: não recomendado para menores de 14 anos

Fonte: assessoria de imprensa
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terça-feira, 3 de março de 2015

Zuenir Ventura toma posse na ABL

Zuenir Venturar tomará posse na cadeira 32 da Academia Brasileira de Letras (ABL), no Rio, nesta sexta-feira dia 6, às 21h. O novo acadêmico foi eleito na sucessão do dramaturgo, poeta e romancista Ariano Suassuna,que morreu no dia 23 de julho de 2014. Ventura foi eleito no dia 30 de outubro do mesmo ano com 35 votos.
O jornalista e escritor mineiro tem 83 anos e há 51 é casado com Mary Ventura, com quem tem dois filhos: Elisa e Mauro.
No discurso de posse ele fará homenagem ao poeta Manuel Bandeira de quem foi aluno na Faculdade de Filosofia.
A CARREIRA
Bacharel e licenciado em Letras Neolatinas, Zuenir Ventura é jornalista, ex-professor da Universidade Federal do Rio de Janeiro e da Escola Superior de Desenho Industrial, da Universidade do Estado do Rio de Janeiro. Colunista do jornal O Globo, ingressou no jornalismo como arquivista, em 1956. Nos anos 1960 e 1961 conquistou bolsa de estudos para o Centro de Formação dos Jornalistas de Paris. De 1963 a 1969, exerceu vários cargos em diversos veículos: foi editor internacional do Correio da Manhã, diretor de Redação da revista Fatos & Fotos, chefe de Reportagem da revista O Cruzeiro, editor-chefe da sucursal-Rio da revista Visão-Rio.

Em 1988, Zuenir lançou o livro 1968 - o Ano que Não Terminou, que já teve 48 edições, vendendo mais de 400 mil exemplares. Outros livros seus de grande sucesso foram Cidade Partida, livro reportagem sobre a violência no Rio de Janeiro;  Inveja - o Mal Secreto, e Chico Mendes - Crime e Castigo. A mais recente obra é o romance Sagrada Família.
Ganhador dos prêmios Esso de Jornalismo e Vladimir Herzog, pela série de reportagens O Acre de Chico Mendes, publicada em 1989, Zuenir Ventura também recebeu em 2008, da Organização das Nações Unidas (ONU), um troféu especial por ter sido um dos cinco jornalistas que "mais contribuíram para a defesa dos direitos humanos no país, nos últimos 30 anos".


A respeito do livro 1968- O Ano que não Terminou, Luis Garcia escreveu na orelha do livro ,citando Charles Dickens, " Foi o melhor dos tempos e o pior dos tempos, a idade da sabedoria e da insensatez, a era da fé e da incredulidade, a primavera da esperança e o inverno do desespero. Tínhamos tudo e nada tínhamos". Estas palavras de Charles Dickens referia-se ao final do século XVIII na Europa.

Algumas frases de Zuenir Ventura;

"Nada floresce melhor num caldo de cultura de miséria do que a violência".

"A inveja não é você querer o que o outro tem (isso é a cobiça), mas querer que ele não tenha, é essa a grande tragédia do invejoso'.