sexta-feira, 6 de março de 2015

Café Filosófico - Os Clássicos da Literatura e o Cotidiano



Café Filosófico da CPFL Cultura discute clássicos da literatura

José Alves de Freire Neto  palestra no primeiro módulo do Café Filosófico CPFL Cultura Campinas
Abertura da temporada 2015 traz uma série de debates sobre oito obras, entre elas "Dom Quixote", "Madame Bovary" e "Hamlet", em março e abril, às sextas-feiras






Café    Filosófico da CPFL Cultura, em Campinas, inicia a temporada de 2015 com um ciclo de palestrasgratuitas sobre oito clássicos da literatura e da filosofia universais. Os encontros vão ocorrer às sextas-feiras dos meses de março e abril. e na quarta, dia 29 de abril, sempre às 19h. A entrada é gratuita e todos os eventos terão transmissão ao vivo no sitecpflcultura.com.br.

Sob a curadoria do professor de História José Alves de Freitas Neto, da Unicamp, o primeiro módulo do ano do Café Filosófico pretende estimular a reflexão sobre o mundo contemporâneo a partir da obra de Maquiavel, Cervantes, Thomas Hobbes, Shakespeare, Flaubert, Jorge Luiz Borges, Mário de Andrade e Clarice Lispector.

Segundo o historiador, a proposta do módulo é permitir que o grande público seja instigado a ler ou reler os clássicos sem se sentir “intimidado”

Entre os palestrantes estarão nomes como José Miguel Wisnik, Leandro Karnal e a historiadora Margareth Rago.

Confira a programação do Café Filosófico - “Os Clássicos da Literatura e o Cotidiano”:

06/03, às 19h - Palestra: "O Príncipe e a Mandrágora de Maquiavel e a capacidade de enganar-se". Palestrante: José Alves de Freitas Neto - historiador e professor da Unicamp
A Mandrágora, obra escrita para o teatro por Maquiavel, aborda as principais temáticas relacionadas ao pensador florentino. Transposta para o campo da vida privada as discussões sobre o cumprimento das normas, a capacidade de burlar regras, a perseguição de objetivos que produzam a glória e as dificuldades morais postas a cada escolha concreta. Num texto ágil e bem humorado, Maquiavel nos adverte sobre nossos limites éticos e sobre a capacidade humana de enganar-se.
13/03, às 19h – Palestra: "As Ficções de Borges e os labirintos dos livros e do cotidiano". Palestrante : Julio Pimentel Pinto - historiador e professor da USP
O universo borgeano é o espaço das leituras e releituras, produzindo espaços de um universo que nem sempre pode ser mapeado ou circunscrito a processos históricos e literários. Cada trecho no ato de ler, cada reinvenção é do leitor, mas também dos aspectos que fazemos do universo ao redor pelo qual, por mais que se busque a linearidade, mais encontramos labirintos.

20/03, às 19h – Palestra: "Dom Quixote de Cervantes e a crise dos sonhos". Palestrante: Janice Theodoro -  professora da USP e da UNILA
Ser adjetivado como “quixotesco” é um dos motes para pensar as circunstâncias do fidalgo que quer transformar o ideal em realidade. A força imaginativa é confrontada e representada como loucura. O traço heroico e idealista é um espaço para humanizar-se e para descobrir outros aspectos da vida cotidiana e as crises que enfrentamos na capacidade de ousar diante da realidade que se impõe.

27/03, às 19h – Palestra: "Leviatã de Hobbes e as lógicas da força e da punição". Palestrante: Yara Frateschi - doutora em letras e professora de Ética da Unicamp
A descrição da guerra total, do enfrentamento entre sujeitos e a adesão a um modelo de governo que tem em suas mãos a espada e o báculo, o poder militar e o religioso, para assegurar o direito à vida é um aspecto que nutre soluções imediatas e de apelo ao rigor da punição nos tempos atuais. O modelo da relação entre indivíduo e Estado é marcado pela ausência da sociedade como corpo constitutivo e, ao mesmo tempo, problemático e de difícil harmonização. A questão a ser enfrentada é: por mais que se critique a lógica da força do Estado, não existe um sentimento latente para que ele puna e castigue o outro e seus comportamentos diferentes?

10/04, às 19h – "Palestra: Madame Bovary de Flaubert e as tiranias da intimidade". Palestrante: Margareth Rago - historiadora e professora da Unicamp
Madame Bovary, polêmico romance de Gustave Flaubert, publicado em 1857, problematiza o incômodo da mulher burguesa em relação ao confinamento na esfera da vida privada e ao ideal de abnegação e total dedicação à vida familiar. Desconfortável nessa situação que considera monótona, entediante, Emma Bovary busca saídas na leitura e na experiência do adultério, transgredindo a moral sexual de sua época e desafiando a ideologia da domesticidade, que se impõe, na Europa, desde o início do século XIX, legitimada pelo discurso científico da Medicina e pela religião.

17/04, às 19h – "Palestra: A legião estrangeira de Clarice Lispector e o efeito do estranhamento". 

Palestrante: Noemi Jaffe - escritora e crítica da Folha de S. Paulo
O encontro com Clarice vai além do ato da leitura: sua narrativa desestabiliza o leitor, provocando reações diversas na esfera psíquica. A proposta aqui é compreender não apenas os contos, seu estilo e seus símbolos, tão próprios da autora, mas a reação que eles causam em cada um de nós, ao se aproximar ou talvez se distanciar tanto de nossas vidas e conflitos cotidianos.

24/04, às 19h – "Palestra: Hamlet de Shakespeare e o mundo como palco". Palestrante: Leandro Karnal - historiador e professor da Unicamp
Hamlet é aquele personagem capaz de refletir sobre si próprio, na interação com os outros. A partir daí, modifica sua maneira de pensar e de agir. Hamlet expõe um conjunto de valores marcado pela ironia e pela inteligência apaixonada e nos lança num simulacro de dilemas sobre o que somos.

29/04 (quarta-feira), às 19h – Palestra: "Macunaíma de Mário de Andrade e o enigma do herói às avessas". Palestrante: José Miguel Wisnik - doutor em teoria literária e professor da USP
Vista superficialmente ora de modo positivo, ora negativo, a figura de Macunaíma é de uma ambivalência profunda e agônica no pensamento e no sentimento de Mário de Andrade. O herói sem nenhum caráter (termo complexo que tem aqui mais de um sentido) está ligado às agruras de um país que, se se moderniza, deixa de ser Brasil, e que, se continua a ser Brasil, não se moderniza. Para além disso, o dilema se coloca no quadro mais geral de uma reflexão fabulosa sobre o mal estar na civilização.

Serviço:

Café Filosófico - “Os Clássicos da Literatura e o Cotidiano”
Local: Instituto CPFL Cultura. Rua Jorge Figueiredo Corrêa, 1.632, bairro Chácara Primavera – Campinas.(19) 3756-8000
Datas: sextas-feiras de março e abril e quarta, dia 29 de abril
Horário: 19h
Entrada: gratuita (por ordem de chegada, recomenda-se estar no local a partir das 18h)
Classificação: não recomendado para menores de 14 anos

Fonte: assessoria de imprensa
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