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sábado, 29 de dezembro de 2012

ELE FOI EM BUSCA DO PRÊMIO

Qualquer notícia de morte é chocante, mesmo aquela já esperada após dias de sofrimento de alguém querido, porém, nenhuma é mais impactante que a morte por suicídio, até mais que o homicídio. Isto porque essa notícia nos deixa com um certo sentimento de culpa, nos perguntando se não poderia ser evitada. O suicídio é um grito de socorro que ecoa tardiamente, é a voz que não foi ouvida em tempo hábil. Há quem diga que matar-se é um ato de covardia. Não concordo. Acho que é um ato de desespero e de muita coragem. Muitas vezes um suicida parece não transparecer esse perfil ao relacionar-se com as pessoas e então todos são pegos de surpresa com a notícia da morte e se perguntando por quê? E aí vem as observações e os eras: ele era muito introvertido; era brincalhão; era muito bom; era muito falador; era bom pai; era bom marido;era amável etc. Mas apenas aparências. Na verdade o verdadeiro perfil dele nunca fora visitado ou analisado. Digo isto porque recebi uma notícia de suicídio de uma pessoa querida e lembrei-me que, certa vez, numa festa de aniversário, essa pessoa comentando sobre a morte de alguém que vinha sofrendo, disse com bastante convicção "a morte é um prêmio". Então, esta foi a primeira lembrança que tive ao saber do seu suicídio. Ele foi em busca do prêmio - eu falei e ninguém entendeu. Sim, esta pessoa deveria ter um perfil suicida e ninguém havia percebido. Mas eu não esqueci a frase.
A vida não tem sentido, tem objetivos e, muitas vezes, é um fardo pesado. Há os que tiram de letra, que sabem contornar as situações difíceis e há os que não têm a mesma capacidade. O fato de estarmos neste mundo não nos obriga a gostar da vida. Os religiosos acham o suicídio um crime, uma revolta suprema contra Deus. Em países como Itália França e Alemanha, o suicídio era punido com o sepultamento fora de solo sagrado (geralmente à margem de estradas) e com o confisco das propriedades do suicida pelo Estado até o século XVIII. Na Inglaterra, o último país a descriminar o suicídio, isto era crime até 1961.
Não há o que explicar, condenar ou culpar, apenas lamentar.

sexta-feira, 28 de dezembro de 2012

SER OU NÃO SER SÓ, EIS A QUESTÃO>

Foto Google



Buscar no parceiro uma satisfação para as suas frustrações tem sido, nos tempos de hoje pós moderno, angustiante. Saber se relacionar nunca foi fácil, mas hoje em dia está cada vez mais difícil. As queixas de solidão estão se tornando comum, apesar disso permanecer solteiro parece ser a solução mais saudável. A família está se afastando do padrão antigo, formada de um lar com pai mãe e filhos. A evolução da mulher, que pegou o homem despreparado para esta mudança, tem contribuído, em parte, para aumentar esta a dificuldade no relacionamento a dois. Segundo o filósofo alemão Arthur Schopenhauer (1788-1860), para ser feliz é importante ser autosuficiente. Então, ser solitário seria uma solução  para uma vida saudável. Mas estar solteiro ainda é mal visto pela sociedade devido a distorções a respeito do conceito que se faz de uma pessoa que prefere permanecer solteira. As mulheres, antigamente, que não casavam, ganhavam o adjetivo de "titia". Os homens que chegam à maturidade sem se casar tem sua opção sexual suspeita. Não estar acompanhado de um parceiro ou parceira parece estranho. A ideia  banalizada de amor no nosso cotidiano aumentam as dificuldades nos relacionamentos. O romantismo mostrado nas músicas, nas novelas, nos livros ou  nos filmes de amor têm contribuído para a ilusão da cara-metade perfeita, ideal. Felizmente a coisa está mudando. A introspecção, a tranquilidade de estar só consigo mesmo, o refúgio, parece ser uma boa estratégia para a felicidade. Conquistar a si próprio talvez seja mais importante. Para ser feliz é necessário  não se deixar levar pelos  os impulsos da vontade em busca de conquistas amorosas, sexuais. Para Schopenhauer nossa felicidade não depende da completude do outro numa relação de dependência, do lado de fora, que muitas vezes provoca inquietações e nos afasta de nós mesmos. Ou seja, abnegação, resignação, desapego é o que esse filósofo alemão exalta em sua obra, muito influenciada pelo Budismo, para alcançar a tranquilidade. 
Mas o que fazer quando a força da natureza fala mais alto no que diz respeito à perpetuação da espécie, que é o seu objetivo primordial? O prazer do indivíduo pouco importa para a natureza biológica. Satisfazer um desejo leva à vontade de outro.

quinta-feira, 20 de dezembro de 2012

Sobre Jesus e seu nascimento.

foto Google
Texto extraído do livro "O Julgamento de Jesus" de Gordon Thomas.

Jesus (de Nazaré). Yeshu. Seu nome judaico significa etimologicamente "Jeová é o Salvador". A data exata de seu nascimento é desconhecida, mas, definitivamente, não é 25 de dezembro. As suposições acadêmicas apontam para o final do verão de 12 a.C., tempo aproximado em que a "estrela do Oriente" dos Evangelhos, mais tarde chamada de Cometa de Halley, foi vista sobre o céu de Belém. Isso leva a idade de Cristo próxima aos quarenta anos quando começou seu ministério, e próximo à meia idade quando foi crucificado. Falava quatro línguas, mas não deixou qualquer registro pessoal escrito. Orador público magnético, a despeito do forte sotaque nazareno ridicularizado pelos sofisticados habitantes de Jerusalém. Confinou amplamente seu ministério ao interior.Seus seguidores imediatos não ultrapassavam em número os setenta e doze eram denominados apóstolos. Todos desertaram no Jardim do Getsêmani.

segunda-feira, 10 de dezembro de 2012

Oscar Niemeyer, 104 anos foi pouco.

A duração de vida das pessoas deveria ser proporcional à sua importancia no mundo, ao seu valor como pessoa, as suas intenções. Aqueles que trazem o gene do bem poderiam trazer acoplado o gene da super longevidade, pois assim poderíamos desfrutar por mais tempo da sua presença, do seu convívio. Estou falando de gente como Oscar Niemeyer, que apesar de ter vivido 104 anos foi pouco em relação aos projetos que ainda tinha em mente, ao valor que teve na divulgação do Brasil lá fora de forma positiva e que nos deixou orgulhosos de sermos brasileiros. Coisa que não vemos no dia a dia das corrupções e violências que tanto nos entristecem. Artista, humanista, arquiteto das curvas e muito mais que isto, Gente. Brasília poderia perfeitamente expulsar todos os seus governantes de lá e deixar apenas a obra de Niemeyer, que é o que salva a capital. Ouvi do seu arquiteto criador, numa de suas entrevistas, a sua decepção diante da insensibilidade do governo para com os moradores das cidades satélites, que vivem à margem como se não fizessem parte de nada daquilo que projetou. Os "candangos" que ajudaram na construção da Brasília ficaram de fora da cidade. Que cidade é esta que não inclui seus habitantes mais desfavorecidos? Imagino a frustração de  Niemeyer, que costumava ajudar os mais carentes, ao ver, com seu olhar generoso, o sofrimento dos que realmente moram ao redor da cidade, esta que nos fins de semana fica praticamente vazia porque seus "habitantes" voam para suas bases. Quero, por isto, deixar aqui registrada a minha admiração por este brasileiro que ajudou a mudar o cenário do Brasil com seu traço leve, com seu olhar futurista tão bem expresso no seu semblante calmo.

domingo, 25 de novembro de 2012

A mentira é, muitas vezes, uma estratégia de sobrevivência.

Se alguém disser que nunca mentiu está literalmente mentindo.
A mentira é tão importante quanto a verdade, claro que em determinadas situações.
Assistindo a um seriado de televisão, "A Grande Família", cujo episódio envolvia a mentira, o personagem Lineu convenceu a todos nunca mais mentirem, senão ele não perdoaria a falha que todos cometeram fingindo que tinham lembrado do seu aniversário um dia depois, com uma festa "surpresa". Foi um caos total. O personagem Augustinho, candidato a vereador, não pode discursar fazendo as promessas que todo político faz para não cumprir; o personagem Carlão, foi pego traindo a namorada e teve que confessar que realmente era um pegador, e aí a namorada terminou o relacionamento; o Tuco, personagem filho de Lineu, não pode mais representar o seu personagem  "um gay" na televisão, e perdeu o emprego; Beiçola, o dono da pastelaria, teve que confessar que o pastel era dormido e perdeu clientes; a Bebel, esposa de Augustinho, resolveu desabafar todas as verdades guardadas. Até que, o próprio Lineu, foi lembrado que teve que mentir para conquistar o amor da esposa, Nenê, na época em que se conheceram, que de outra forma não estaria casado com ela. Aí, a promessa de só falar a verdade foi desfeita, porque ele chegou a conclusão que para o mundo seguir em frente seria necessário uma mentirinha de vez em quando.
Muitas desavenças poderiam ser evitadas se uma mentirinha fosse usada naquele momento. Os homens costumam esconder suas "puladas de cercas" a fim de manter o seu casamento, que muitas vezes vale mais que o deslize cometido num momento de "fraqueza". No dia a dia nos deparamos com situações que nos obrigam a mentir, porque ser sincero nem sempre agrada. No relacionamento social estamos sempre usando máscaras, com beijinhos falsos, um "você está ótima", porque sabemos que isto vai ajudar mais que falar a verdade. Os anúncios midiáticos fazem sucesso porque sabem que as pessoas gostam de se enganar. Nem todo mundo está preparado para ouvir um diagnóstico médico fatal. A vida em si é uma grande ilusão, mas, para continuarmos vivendo, dizemos para nós mesmos que as coisas vão melhorar, pois se refletirmos bem, veremos que na vida tudo tende a piorar e a morte é certa. Ninguém agrada a ninguém só falando a verdade, ou só mostrando o seu lado negativo. O filósofo francês Gilles Deleuze, disse numa entrevista : "se você estiver apaixonado por alguém fique na superfície, porque quando vamos fundo a paixão acaba".
Mas, uma mentira pode também levar uma nação à guerra, como foi o caso da falsa bomba atômica escondida no Iraque e que levou os Estados Unidos a derrubar o governo Iraquiano.
Há mentiras que mais prejudicam que ajudam. O ex presidente dos Estados Unidos, Bill Clinton, até hoje é lembrado pela mentira que tentou pregar no caso da estagiária.
Porém, conviver com a mentira é mais fácil que encarar o desafio de conviver com certas verdades. Quando a mentira tem o intuito de harmonizar ela é benéfica, mas quanto ela é usada para prejudicar o outro, e em benefício próprio, ela é abominável.

sábado, 10 de novembro de 2012

Diálogo nostálgico no Sebo

    Conto  - Darcy Brito                                                                                
                                                                                                                                       

- Amigo livro, como foi que você veio parar aqui?
- A mesma pergunta eu lhe faço, companheiro.
- Eu, pra lhe falar a verdade,vim num pacote do espólio de uma viúva  que havia se mudado para uma casa menor. Ela estava em dúvida se levaria os livros, que pertenceu ao falecido marido, ou sua coleção de porcelana inglesa. Levando os livros ela teria que levar também a estante, que era maior que a peça que guardava as porcelanas. Ganhou a porcelana. Fiquei triste porque tive que me separar dos companheiros de muitos anos, sem falar da falta que senti do meu velho dono. Ele tinha o maior orgulho da sua biblioteca que ele chamava de "meu tesouro". Eu, por exemplo, era muito bem tratado por ele, "História da Civilização Grega", ele falava todo garboso acariciando minha capa dura. Fui emprestado algumas vezes para amigos dele, gente muito fina que sabe o valor de um livro. Tive sorte de parar aqui neste sebo que tem muitos livros raros. Mas não é como estar numa biblioteca bem acondicionada, sempre arrumadinha, com meus vizinhos coladinhos a mim cheirando a poeira caseira. Aqui, todo mundo que entra vai logo tapando o nariz, achando que somos sujos. Resta o consolo  e esperança de um dia ser levado para uma estante particular de valor.
- Sei não companheiro. Já ouviu falar no tal Tablet? Do tal Ebook? É a morte do livro, companheiro.
- Não acredito nisso. Não existe nada mais portátil que o livro. Quem gosta de ler nos carrega debaixo do braço. Abrir numa determinada página de um livro é mais rápido que baixar na internet.
- Mas baixar na internet é mais barato. 
- Mas não tem o charme do livro escolhido na estante real.
- Não se iluda, amigo, os tempos são outros. Eu passei por vários lugares antes de chegar aqui. Até no quarto de empregada eu estive. Se você puder reparar na minha capa vai encontrar um desenho de um coração espetado, escrito Toninho, e com tinta de caneta esferográfica vagabunda que uma delas usava. Eu, um Dom Casmurro, imagine você se eu fosse um livro de matemática. Este nem existe mais nas escolas, que só trabalham com módulos.
- De qualquer forma você teve mais sorte que eu. Um Machado de Assis sai mais rápido que um livro de História. Eu vi quando um cliente lhe pegou  e disse que iria voltar para comprá-lo e que estava baratinho.. Pobre de mim, História da Civilização Grega com capa dura. O Google é meu maior concorrente.  
- Você foi vendido ou doado, companheiro? 
- Vim num pacote com vários livros de valor que foi vendido a um intermediário que tem ligação com donos de Sebos. Nem sei onde foram parar os outros. 
- Mas você tem um passado bonito. Tenho certeza que alguém vai lhe descobrir quando souber quem foi o seu dono. Gente importante?
- Acho que sim. Ele recebia muita gente da política. Agora só me resta ser relíquia, porque me lê, que é bom, sentir as mãos do leitor nas minhas páginas envelhecidas, acho que não terei mais este prazer.

segunda-feira, 5 de novembro de 2012

Os Opostos


A máxima de que os opostos se atraem só funciona de verdade no que diz respeito ao magnetismo polar, poder de atração dos magnetos (ímãs). Mas, em se tratando das relações entre humanos, acredito que esta máxima não se aplica como costuma afirmar alguns.

Há alguma naturalidade na sociabilidade? Somos feitos para conviver, partilhar palavras, espaços, corpos? Enfim, precisamos do Outro? Ou somos alterfóbicos por natureza, como diz o Doutor Flávio Paranhos, médico e Mestre em Filosofia, no artigo “Nós” versus “eles”, na revista Filosofia ciência & vida, em sua coluna sobre Cinema. Neste artigo ele diz que os humanos dividem o mundo em “nós” e “eles”. O que concordo.
Acho que os interesses pessoais falam mais alto. As crianças costumam se identificar facilmente com outras devido aos tipos de brincadeiras que são universalmente parecidas. Nenhum adulto escolhe, por livre e espontânea vontade, conviver com outro de interesses totalmente diferentes dos seus, a menos que haja uma vantagem embutida. Podemos constatar isso na política, através dos partidos; na religião, que tanto conflito traz para alguns países, nas torcidas por determinados times de futebol, nas classes sociais e raciais, (não podemos esquecer do fascismo de consequência catastrófica), e até mesmo no casamento, que geralmente se busca a tal outra banda da laranja, muito difícil de encontrar porque cada um de nós tem suas peculiaridades. Inicialmente tudo é beleza, mas, com o tempo, aflora-se o que não dá mais pra segurar e aí começa o Nós X Eles. Mas não temos culpa, todo esse individualismo tem raízes na evolução dos seres animais, é só olhar para nossos antepassados símios chimpanzés, que se houver necessidade de um equilíbrio socioeconômico ele mata o outro, até do seu próprio grupo.   É uma questão de sobrevivência. Mas nós humanos, que fomos dotados de consciência, que nos fez seres morais, temos que aprender a conviver em grupo da melhor forma possível, além de, ao mesmo tempo, controlar os instintos primitivos que geram reações muitas vezes perigosas. Saber em quem confiar ou desconfiar é uma capacidade quase inconsciente e necessária. Existe inicialmente uma aversão por quem não é do grupo, da turma, da mesma religião, etc., mais ou menos severa, mas acho que o ser humano está no mundo para tornar a natureza viável, mais harmônica e diminuir essa guerra de uns contra outros, respeitar os opostos, afinal tudo no cosmo é composto de opostos.  

Viver-junto: talvez somente para enfrentar, juntos, a tristeza do anoitecer. Sermos estrangeiros é inevitável, necessário, exceto quando a noite cai. (Roland Barthes).


terça-feira, 23 de outubro de 2012

CIBERESPAÇO - O MUNDO ESTÁ CADA VEZ MENOR

celular, amplia a mobilização popular (Foto google)
 Os espaços das mídias sociais estão estimulando, com sua facilidade em promover a rápida comunicação, a transformação e ampliação da mobilização popular. Os protestos se espalham com rapidez de segundos através da internet, principalmente depois do uso do celular com esse recurso. Foi assim que na Tunísia e em outros países árabes, a manifestação popular tomou corpo. Na Tunísia, em dezembro de 2010, jovens da cidade iniciaram um protesto contra o sistema político e econômico, vigente no país por mais de duas décadas, após ouvir e ler sobre o episódio que levou um vendedor ambulante a atear fogo sobre o corpo por ter tido sua mercadoria apreendida por policiais. Mensagens em blogues, Facebook, Twitter logo invadiram os espaços virtuais da cidade de Sidi Bouzid, a 200km de Tunis,capital do país, onde o ambulante   vendia frutas e morreu 18 dias depois da autoimolação. Em menos de 40 dias o movimento levou à derrubada do presidente Ben Ali, há 23 anos no poder. Os manifestantes enviaram e receberam mensagens de apoio e solidariedade de organizações do mundo todo. Organizaram passeatas, queimaram carros, derrubaram bandeiras usando recursos do  ciberespaço tornando viável o movimento, através do uso dos celulares com acesso à internet, que também facilitou a fuga da repressão oficial. Tudo isso em tempo real.
Também em Brasília, em 7 de setembro de 2001, um protesto organizado usando exclusivamente o Facebook levou mais de vinte mil pessoas à protestarem nas ruas contra os escândalos políticos e pedir  a cassação da deputada Jaqueline Roriz. Estes são alguns dos exemplos que com certeza irão se repetir nesta sociedade em que vivemos, onde o acesso às informações, inclusive as confidenciais de governos, via WikiLeaks, podem se tornar corriqueiras e até mesmo assustadoras em alguns casos.
Apesar da tentativa de repressão à imprensa, vimos que o julgamento do mensalão em Brasília pode ser acompanhado, não só pela televisão como pela internet, e o assunto foi amplamente abordado no Facebook e Twitter. E isto com certeza mudou a face da política brasileira, com o resultado em condenação da maioria dos envolvidos no escândalo do uso de dinheiro público em prol do crime de corrupção, lavagem de dinheiro e formação de quadrilha.
Infelizmente nem tudo é positivo no mundo virtual. Há também o lado ameaçador que expõe as pessoas a perigos, como já constatamos através de noticiários. O segredo é saber usar este meio com cautela e inteligência.

sábado, 13 de outubro de 2012

VACINA CONTRA O VÍRUS HPV PARA MENINOS

   Vamos vacinar homens contra HPV 

Esta é a opinião da pesquisadora Margaret Stanley, do Departamento de Patologia da Universidade de Cambridge (Reino Unido), que faz um apelo na revista Nature, (30/8/2012,p.S10) a favor da vacinação de garotos contra o vírus HPV (papilomavirus humano). Ela diz que não é justo ter uma política de saúde pública em que os homens têm que contar com a imunidade em massa das mulheres, a qual demorará ainda décadas para se manifestar. Ressalta que os casos de câncer associados a esse vírus já são comparáveis entre homens e mulheres nos países desenvolvidos. Mas só há rastreamento do HPV relacionado ao câncer cervical (de colo de útero). E muitos países só praticam imunização em mulheres. A cientista enfatiza que o HPV só é pensado como problema feminino, e não é. 
De acordo com os números citados pela cientista, por exemplo na Europa,  os casos anuais citados são: câncer de pênis(1.090); câncer de vulva e vaginal (3.850); cervical (23.250); anal (1.700 homens; 2.930 mulheres). Verrugas genitais, também causado pelo HPV: 325.700 homens; 289.000 mulheres. Mas é em outra consequência do HPV que os argumentos de Satanley é reforçado: câncer de pescoço e cabeça (12.700 homens; 2.539 mulheres. E de amígdala, língua, laringe. Principal fator de risco: sexo oral.
Os números de casos de carcinoma anal (tipo raro de câncer) estão aumentando nos Estados Unidos entre homens de 20 a 49 anos. Os casos de câncer de pescoço e cabeça têm crescido de forma dramática, e, se não houver prevenção, irão ultrapassar os de câncer cervical em 10 anos. O artigo informa que apenas os Estados Unidos, o Canadá,  e Austrália recomendam a vacinação de meninos. Na Austrália, no ano que vem, garotos de 12 e 13 anos serão vacinados em massa. No Brasil, há vacina aprovada pela Anvisa, que recomenda que homens dos 9 aos 26 anos sejam vacinados. Mas a rede pública ainda não oferece e o custo das três doses fica em torno de R$1000,00. O Senado aprovou, mês passado, o projeto que permite que mulheres com 9 a 40 anos - com ênfase nas até 13 anos- sejam vacinadas pelo SUS (Sistema Único de Saúde). Mas ainda precisa ser discutido na Câmara dos Deputados e enviado para aprovação pela presidenta.
Finalizando seu apelo, Margaret Stanley diz: "Vamos começar a vacinação de homens agora mesmo".

Nota: Segundo a Organização Mundial de Saúde, há hoje no mundo cerca de 600 milhões de pessoas infectadas pelo vírus HPV. O uso do preservativo é importante mas ele barra o vírus em apenas 70% a 80% dos casos.
(Este é um resumo de um artigo publicado na revista Ciencia Hoje,nº297, de Outubro de 2012)
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sexta-feira, 12 de outubro de 2012

DIABETES 3 E ALZHEIMER

Uma reportagem publicada na conceituada revista britânica New Scientist, em setembro, mostra que estudos feitos nos últimos anos sobre neurodegeneração com perda de memória, evidencia uma relação do Alzheimer com dieta rica em açúcar e gorduras ruins, que causa um tipo de diabetes já denominada de diabetes tipo 3, para diferenciá-la da 1 (autoimune) e a 2 ( relacionada com obesidade). Diz a reportagem: "ao se entupir de comida lixo ( rica em gorduras ruins e açúcares) você não só está ganhando peso a mais como também envenenando seu cérebro, dando condições propícias para a instalação da doença de Alzheimer, que infelizmente não tem cura".Sabemos que em vários países a obesidade já é epidêmica, trazendo como consequência a diabetes tipo 2 . Estudos mostram que portadores deste quadro têm maior probabilidade de desenvolver o Alzheimer que também está em ascendência. Hoje são cerca de 35 milhões no mundo.
Por que a diabetes pode estar relacionada com essa forma de demência?
Apesar de não se ter total compreensão do mal, acredita-se que o vilão ou vilã da história parece ser uma proteina chamada beta-amilóide, que forma placas e leva os neurônios à morte, causando a perda de memória e funções cognitivas do portador. Mas, pergunta-se: o que isto tem a ver com o hormônio insulina que 'queima' os açúcares. Sabemos, hoje, que a insulina desempenha várias tarefas no cérebro como regulação de neurotransmissores, que leva o sinal químico de um neurônio ao outro, ajuda na obtenção de energia de certas células do cérebro,( hipocampo), crescimento de vasos sanguíneos etc. Quando se retira esse hormônio do órgão nota-se o comprometimento da memória espacial.
Então, respondendo à pergunta acima: 
Há evidências de que a mesma enzima que corta a beta-amilóide faria o mesmo com a molécula de insulina, mas quando há muita insulina no cérebro, devido a fabricação em demasia pelo pâncreas, resultante da má dieta, possivelmente a enzima dá preferência a 'cortar' insulina em detrimento da beta-amilóide. Esta se acumula formando placas que resulta na degeneração dos neurônios. 
O lado positivo do Alzheimer ter semelhança com a diabetes é que a doença poderá ser tratada com os mesmos meios que se trata a diabetes. Cerca de 100 pacientes com Alzheimer que receberam por 4 meses insulina via nasal mostraram melhoras nas funções cognitivas em testes de memórias. Há muitos artigos mostrando que diabetes e Alzheimer podem ser minimizados com uma boa dieta e exercícios físicos. Por este motivo é importante priorizar uma reeducação alimentar, evitando assim o enorme sofrimento pessoal e custos sociais gigantescos, que nos Estados Unidos chegou a 130 bilhões de dólares no ano passado com pacientes com mal de Alzheimer.

quinta-feira, 4 de outubro de 2012

ENVELHECIMENTO - Velho cuidando de velho

De acordo com as estatísticas, um em cada dez pessoas no mundo está na faixa dos 70 anos. Já é comum vermos, nas clínicas, idosos de 60 anos ou mais, cuidando de familiares, ( pai, mãe e até mesmo parentes) com  mais de 90 anos. A profissão de cuidadores de idosos, mesmo sem grandes preparos,  está crescendo, e os que podem pagar optam por este recurso.  Aqui no Brasil, com este sistema de saúde público deficiente, o aumento de expectativa de vida não alegra ninguém. Os planos de saúde privados, além de caríssimos não gosta de velho. Fazem uma série de restrições para aprovar um candidato idoso no sistema. 
O SUS, (Sistema Único de Saúde) com seus hospitais públicos mal geridos e profissionais da área mal remunerados, deixa muito a desejar. Mas podemos dizer que "ruim com ele pior sem ele". Onde o pobre iria se consultar, mesmo tendo que esperar uma vida para ser atendido?

Diz a lei:  
"Através do Sistema Único de Saúde, todos os cidadãos têm direito a consultas, exames, internações e tratamentos nas Unidades de Saúde vinculadas ao SUS da esfera municipal, estadual e federal, sejam públicas ou privadas, contratadas pelo gestor público de saúde.
O SUS é destinado a todos os cidadãos e é financiado com recursos arrecadados através de impostos e contribuições sociais pagos pela população e compõem os recursos do governo federal, estadual e municipal.O setor privado participa do SUS de forma complementar, por meio de contratos e convênios de prestação de serviço ao Estado quando as unidades públicas de assistência à saúde não são suficientes para garantir o atendimento a toda a população de uma determinada região".

Vemos aí que, na teoria, é um plano maravilhoso. Copiado até por países de primeiro mundo, como Inglaterra e Canadá. Só que lá a coisa funciona, porque esses países aplicam, pelo menos, 10% do seu PIB em saúde, enquanto o Brasil apenas 3,6%. Junta-se a isto o agravante descaso com a educação. A ignorância e falta de informação está por trás deste caos. O pobre é ludibriado e acha que realmente ascendeu à classe média. Pergunto: Como é possível uma família ser considerada classe média só porque sua renda familiar subiu para 2.000 reais? Tem faculdades que cobram muito mais que isto em suas mensalidades. Mas a classe C acredita que pode agora financiar carro com taxas de juros mais baixas em 36 meses ou mais. Que sua dívida no cartão de crédito pode ser dividida em infinitas prestações. Educação e saúde só se lembram que é deficiente na hora que precisam de uma matrícula em escolas públicas e não acham vagas. Ou quando alguém morre nos corredores dos hospitais públicos.
Falando assim até parece que estou misturando alhos com bugalhos, já que o assunto é envelhecimento do país. Mas não. Ficar velho neste país, mesmo com uma aposentadoria, não garante uma boa qualidade de vida. A falta de educação leva à falta de informação e desemprego que leva à falta de saúde. Sabemos que a obesidade está aumentando no país, e isto leva a consequências graves como diabetes, pressão alta, etc. e é resultado de desinformação. Dizem que o número de analfabetos diminuiu no Brasil. Ou seja: aumentou o número dos que já sabem juntar B com O e L com A. Mas entender o que leu, que é o principal, não sabem. Como pode o analfabeto funcional entender uma bula, notícias de jornais e revistas para reclamar e reivindicar melhorias no sistema de  saúde pública? Infelizmente esse problema só poderá ser resolvido a longo prazo. Não se cuida do futuro com paliativos tipo cestas básicas e bolsa família. O que urge, no que diz respeito aos órgãos públicos, é uma medida  mais eficaz em saúde voltada para os que já chegaram a tal "melhor idade", para que os sessentões possam acudir os  mais velhos que já estão sofrendo do tal mal de Alzheimer. Ainda falta muito para que o idoso possa ser considerado um cidadão respeitado.

terça-feira, 2 de outubro de 2012

A IMPORTÂNCIA DOS ARTISTAS

Recentemente testemunhamos cenas de pesar e homenagens a uma das melhores apresentadoras de televisão  brasileira, a nossa Hebe Camargo. Todos os canais exibiram as manifestações públicas dos fans e colegas da apresentadora, independente de ser a emissora contratante ou não. Chamada de rainha,  a qual cabe todos os elogios, seu falecimento   causou consternação pelos quatro cantos do Brasil.  Manifestações assim acontecem quando morre uma personalidade com a popularidade de Hebe. Comoção comparada a de Airton Senna e do presidente Tancredo Neves, que me lembre.
Os artistas são comumente taxados de exibicionistas, vaidosos, criadores de factóides para aparecerem na mídia, que fingem correr  dos paparazes etc.. Mas são eles que tornam a vida mais leve. Imaginem a vida sem a presença deles nas rádios, televisão, cinemas, teatro, circo, literatura, artes plásticas. Imaginem o mundo sem música, sem cantores, sem os atores e atrizes, sem os apresentadores de programas de televisão ou animadores de palco. Pensem num Brasil sem as novelas televisivas, hoje culturalmente assimilada, aliviando as tensões após um dia de trabalho. Há quem diga que novela e futebol são alienantes. Que os problemas do Brasil são esquecidos diante das telas e partidas de futebol. Mas será que eles seriam menores sem o lado prazeroso? Na minha opinião uma coisa não invalida a outra. Podemos sim, nos dá ao luxo de tal lazer. Acho que os artistas exercem uma grande influência na vida das pessoas, porque eles alegram com seu humor, eles passam mensagens, eles contribuem para acrescentar conhecimento, e, muitas vezes nos levam além dos nossos muros.  Eles vivem no mundo da fantasia para alegrar o dia-a-dia dos que são obrigados a enfrentar a dureza da vida real, inclusive deles próprios.

terça-feira, 25 de setembro de 2012

O Veneno está servido



"Os impactos dos agrotóxicos na Saúde Pública abrange vastos territórios e envolvem diferentes grupos populacionais", afirma a Abrasco ( Associação Brasileira de Saúde Coletiva) em seu dossiê publicado em abril.

Não apenas agricultores e seus familiares são vítimas potenciais, mas milhares de profissionais envolvidos na comercialização e manipulação dessas substâncias e, todos nós, diariamente a cada refeição, estamos ingerindo esses princípios ativos.  "Hoje todo mundo come veneno", diz o agricultor Jeferson Matias da Rosa, de Boa Vista das Missões (RS) no artigo publicado na Revista Ciência Hoje.
Muitos dos insumos agroquímicos, que já foram banidos de outros países, devido a elevados graus de toxidades, tem o Brasil como endereço certo. Inseticidas, herbicidas, fungicidas, nematicidas, moluscidas, formicidas, acaricidas, rodenticidas e mais cidas. O endolssulfam usado amplamente em cultura de soja, café, algodão e cacau, é um dos mais vendidos no Brasil. Este já foi banido em 45 países. A Anvisa pretende bani-lo até julho de 2013. Acredita-se que ele é um provável desregulador endócrino e responsável por danos irreparáveis no sistema reprodutivo. Também a cihexatina - carcinogênica e neurotóxica - empregada nas plantações de café, laranja, maçã (esta é bom comer sem a casca), morango e pêssego. Esta substância foi proibida apenas no final de 2011 e está na lista negra da Anvisa. Ela é ilegal na Austrália, China, Japão, Tailândia, Líbia, Paquistão, Canadá e Estados Unidos. Também nas plantações de alface e tomate já foi proibido, desde junho último, o uso do metamidofós,  poderoso genotóxico e neurotóxico. Como se isso tudo não bastasse ainda temos casos de uso de agrotóxicos vencidos, adulterados e ilegais, em propriedades rurais e nos estoques de indústrias agroquímicas, encontrados pelo Ibama e Anvisa em todo Brasil. A lista é imensa: Syngenta (suíça) Bayer (alemã) Basf (alemã). Nas Monsanto (norte-americana) Dow AgroSciences, Nufarm, Milenia Agrociências, Ilhabras, Sipicam Isagro Brasil FMC Química do Brasil, foram encontradas irregularidades por omissão de informação no processo de produção de seus agrotóxicos. Ao todo, quase 10 milhões de litros agroquímicos adulterados, vencidos, ou fora dos padrões da Anvisa, que estavam prestes a  ser destinados às lavouras brasileiras.
Fiscalizar é tarefa desafiadora. Segundo o engenheiro e economista Victor Pelaez da Universidade Federal do Paraná (UFPR), temos apenas 77 funcionários para dar conta de gerir e fiscalizar as atividades do setor em todo o território nacional, mesmo sendo o país o maior mercado para esses produtos.
Dados importantes: na última década o consumo de agrotóxico no mundo cresceu 93%. Mas no Brasil, segundo a Anvisa, esse crescimento foi de 190%. Na safra de 2011 nossa agricultura consumiu 936 mil toneladas de agrotóxicos, dos quais, 80% foram destinados ao cultivo de soja, milho, algodão e cana de açúcar. Ou seja, fazendo a conta isso equivale a 5kg de agrotóxico anuais per capta.Segundo dados do Programa de Análises de Resíduos de Agrotóxicos em alimentos, em 2010, pelo menos um terço das 2.488 amostras de frutas, verduras e legumes coletadas foram consideradas insatisfatórias. Destes podemos dar um alerta máximo para o pimentão, que teve 91% das amostras com níveis de toxidade acima do permitido; o morango 63%, pepino 57% e cenoura49%. O tomate é uma das culturas onde são utilizadas grandes quantidades de agrotóxicos.
Há quem defenda o uso dos agrotóxicos argumentando que esta é a única forma de produzir alimento mais barato para a população. Porém nem todos concordam. O agricultor Fernando Ataliva, de Indaiatuba (S.P.)
garante que não há nenhuma dificuldade técnica em si produzir alimentos orgânicos sem agrotóxicos para alimentar a população e cita exemplo de seu próprio sítio.
Até 2050 a população terrestre chegará, provavelmente, a 9 bilhôes, hoje já com 7 bilhões. Pergunta-se: Será que haverá uma forma realmente alternativa de se produzir alimento saudável para toda a população?
Com a palavra as lideranças políticas atuais.

sábado, 22 de setembro de 2012

NÃO SE DIRIGE EDUCAÇÃO OLHANDO APENAS PELO RETROVISOR

A exemplo da maioria das leis que se implantam no Brasil, as redigidas para melhorar a educação também ficam ignoradas. Em 1996 o ensino  médio passaria a ser conduzido por uma nova lei que garantiria a preparação básica para o trabalho e a cidadania, adotando metodologias não só de ensino como também de avaliação, estimulando iniciativas por parte dos estudantes. Porém, o conservadorismo e engessamento do sistema impedem, até agora, que a lei se torne uma realidade. Os alunos continuam sentados em fileiras de carteiras nas salas de aula, em pleno século da informática, submetidos a uma divisão disciplinar, insatisfeitos e sem nenhuma iniciativa. O Enem (Exame Nacional do Ensino Médio) contribuiu de alguma forma para pequena mudança de conteúdo, mas os métodos continuaram os mesmos. Este, pelo menos, serve para mostrar a ineficácia da nossa educação. Os vestibulares continuam a exigir velhos conteúdos, as grades curriculares nas escolas estão presas a disciplinas alheias aos interesses do cotidiano. A formação dos professores também deixa a desejar, já que vêm de instituições da mesma forma fora da vivência escolar. Sem falar do descaso no que diz respeito a uma remuneração digna. Na prática, a tecnologia da informação tomou conta do dia-a-dia do cidadão e é inevitável que modificações profundas sejam feitas na educação brasileira. O ensino médio não pode se resumir apenas a uma preparação para o ingresso ao ensino superior.  Enquanto isso, o que vemos atualmente é uma grande evasão escolar, alta taxa de reprovação, número de concluintes estagnado e muitos jovens fora da escola. Está mais que na hora de se repensar na educação dos jovens brasileiros, abandonar o velho modelo fracassado, incentivar o ensino técnico, porém mudando a sua estrutura, como acontece em outros países. Sabemos que sobra vagas no mercado de trabalho por falta de profissionais qualificados e somente com a participação ativa dos estudantes, juntamente com seus professores e a sociedade de um modo geral é que o ensino médio poderá melhorar, com atividades inseridas no contexto do mundo real, para que os jovens possam visualizar suas vocações culturais e profissionais, envolvendo as modernas tecnologias, não apenas como objeto de consumo como vemos hoje, mas como um meio para melhorar a aprendizagem e formar cidadãos dignos.

domingo, 16 de setembro de 2012

Mais confundem que esclarecem

Campanha Política


A campanha eleitoral para prefeito e vereadores mais confunde que esclarece. O desfile de candidatos a vereador é tão hilária que mesmo se fosse para eleger o mais gaiato a escolha seria difícil. Não sei qual o objetivo de tamanha bizarrice. Ser a voz do povo para defender a cidade tem que no mínimo passar seriedade. São pouquíssimos os que transmitem algo que se deva levar a sério. Barraqueiros, cabeleireiros, pipoqueiros, taxeiros etc., cada um destes emprestando seu visual ou performance do jeito que lhe parece mais convincente. Talvez sabendo que neste horário muita gente desliga seus aparelhos ou muda para os canais pagos, resolveram apelar para o humor, diga-se de passagem, de péssimo gosto. 
Quanto aos cartazes, espalhados pelos gramados a fora nas vias automobilísticas, não me arrisco a olhar para nenhum porque não vale a pena provocar um acidente por tamanha distração. A nossa cidade de Salvador nunca passou por uma fase tão lastimável. Estamos no mato com cachorros, mais prontos para morder do que para salvar ou indicar um caminho. Estive recentemente em S.Paulo e pude constatar que lá a coisa não está muito diferente. O centro da cidade está decadente, sujo e feio. A periferia com suas favelas nada devem às daqui. Salva apenas a zona chique da  Cidade Jardim. Porém, tenho que reconhecer que em se tratando de violência Salvador ganha disparado de S. Paulo. 
Diante de tamanha falta de opção, tanto para os candidatos a  prefeito como para vereadores, tenho certeza que votarei sem certeza nenhuma da escolha que fizer, e que até agora não me decidi.

sábado, 8 de setembro de 2012

Desafiando a Genética



A nova novela das seis, que entra no ar nesta segunda-feira próxima, dia 10, na Rede Globo de Televisão, começa cometendo um erro genético. A menos que se trate de adoção ou traição, a filha do casal não poderia ter olhos escuros sendo descendente de pais com olhos claros. Se não é para levantar suspeitas quanto a paternidade da personagem na história, aconselho providenciarem uma lente de contato urgente, antes que a novela deslanche. Um bom trabalho para o continuista.
 Em se tratando de caráter recessivo, no caso olhos claros (azuis ou verdes), a manifestação destes genes só se dá em dose dupla. Ou seja, pai e mãe têm que trazer no seu genoma genes para cor dos olhos claros herdados dos antecessores. Então, os filhos deste casal, de olhos claros, serão todos de olhos claros. Jamais este casal terá filhos de olhos escuros porque no seu genoma o gene para olhos escuros está ausente. Se fosse o contrário, os pais tivessem olhos escuros e a filha olhos claros seria possível, porque um casal de olhos castanhos pode ser heterozigoto, ou seja, com metade de genes para olhos claros e outra metade para escuros. Neste caso se a filha herdasse exatamente as duas metades para cor  dos olhos claros, vindo da mãe e do pai, seus olhos seriam claros. Mas, a simples presença de um dominante impede que o lado recessivo se manifeste.
Acredito que muitos capítulos já devam estar gravados, e, mesmo  se tratando de ficção, é bom que o autor  da história se preocupe com o assunto, porque de outra forma os alunos dos professores de Biologia vão pensar que estão aprendendo errado, já que as novelas da Globo costumam ser formadoras de opinião e o público cativo incorporar como correto. 

Não é a primeira vez que observo episódio semelhante. Há casos de casais de personagens  brancos, de cabelos lisos e claros, com filhos morenos de cabelos crespos. Não digo que é necessário um estudo científico para se fazer uma novela, mas seria interessante um melhor cuidado nas escolhas dos atores que irão interpretar um determinado personagem. Em se tratando de literatura, a descrição do personagem muitas vezes leva o leitor a imaginar do seu jeito. Mas personagem televisivo não dá muita margem a imaginação.

domingo, 2 de setembro de 2012

Um Exemplo de Humildade

Faz algum tempo que venho observando que a prepotência está se tornando um comportamento corriqueiro. A prepotência é um sentimento, falso, de superioridade. Pessoas que de repente assumem um cargo, mesmo sendo ele pequeno, muitas vezes subalterno a um outro superior, mudam de postura e vão da arrogância à grosseria. Todas as outras pessoas são vistas pelo prepotente como inferiores. A prepotência é sinônimo de tudo que é mal visto: despotismo, autoritarismo, ditadura, opressão, tirania, que muitas vezes  leva à violência, constrangimentos e até ao assédio moral e sexual. O prepotente geralmente subestima a capacidade do outro, porque só ele sabe tudo, só ele está certo, só ele pode. São pessoas que precisam de auto-afirmação, porque têm complexo de inferioridade, ou vem de uma situação antes tida como inferior. Ascender a uma classe social, econômica, ou profissional, quando por meritocracia, é muito bom e louvável. Acontece que, ultimamente, está havendo uma inversão de valores e pessoas estão assumindo posições, muitas vezes por apadrinhamentos, sem nenhum preparo técnico e psicológico sem se dar conta disto. Talvez influenciadas pela situação política do país, onde os poderosos pensam que estão acima do bem e do mal e vão passando por cima dos valores morais e éticos, como é o caso do badalado Mensalão. Mas a prepotência não está só nos meios profissionais ou sociais, muito embora aí seja mais comum. Está também nas relações homem-mulher, pais e filhos, professor-aluno, médico-paciente, patroa-empregada etc.
Na minha visão experiente tenho constatado muitos finais infelizes de pessoas que se auto-condecoraram  superiores. A solidão é um desses. Quantos presidentes ditadores terminaram no ostracismo? Portanto, o único conselho que tenho para os que ainda não se deram conta do ridículo que é a soberba, que façam um exercício de reflexão e humildade, como fez o primeiro astronauta a pisar na lua, morto recentemente, Neil Armstrong(foto), que ao contemplar o Planeta Terra lá de cima, se deu conta do quão insignificante é o homem diante da grandiosidade do Universo. Armstrong é considerado o mais humilde de todos os astronautas e, apesar disso, é o mais lembrado de todos.

terça-feira, 28 de agosto de 2012

APOLITISMO

Estamos vivendo um momento de pré eleição política, cercado de mídia por todos os lados: televisão, rádio, panfletos, outdoor de alto a baixo, em todo percurso por onde passamos, nas capitais e cidades de interior. Parece que só nesse período é que o povo é lembrado. Só nesse período é que os políticos descobrem o que está errado e prometem consertar tudo como num passe de mágica. E o pior é que o povo só assiste. Há uma tremenda falta de interesse pela política, como se política não fizesse parte da vida do cidadão. Como se política fosse apenas coisa partidária, dos que querem se apropriar do poder e continuar ludibriando, fazendo de conta que está ali por vontade do povo. Só que o povo, por estar cansado das promessas não cumpridas e da corrupção que assolou o país nestes últimos anos, prefere se interessar  por futebol, pagode, reality show. Este último  virou moda de programa de televisão, ocupando um enorme espaço para falar bobagens do cotidiano. Claro que deve ter audiência, senão não estaria tão em alta. Fico impressionada de ver apresentadores, que devem ter um certo nível de educação intelectual e informação, fazendo papel de showmans, ou showgirls, exibindo modelitos de roupa e penteados variados, ou então declamando frases de efeito. Tudo isso em prol de interesses econômicos das elites. Culpa de quem?
Do próprio povo, que não reclama por uma educação melhor. Que prefere ascender economicamente através de cestas básicas e créditos com juros baixos para comprar uma nova geladeira. Que nada sabe da história política do país. Que ignora o que é Política, República e Democracia, que prefere dizer: não gosto de política nem de político; que esquece em quem votou e vota outra vez, sem nenhum interesse coletivo, nos mesmos que nada fizeram, e assim alimentam uma situação que se arrasta desde os tempos da proclamação da República, quando a monarquia foi derrubada muito mais para  atender interesses das elites que propriamente do povo. A política brasileira é condimentada com corrupção pela maioria dos ditos representantes do povo, este, ao invés de protestar, prefere se acomodar e dizer que não gosta de política. Mas, como o voto é obrigatório ( democracia?), ele vai lá e vota em qualquer um ou naquele que lhe prometeu algo de interesse pessoal. Política é para prestar serviço à sociedade e não ao indivíduo. A importância da participação política do eleitor não está só no voto, sua ausência na fiscalização no decorrer dos acontecimentos, é um erro. Esta geração de jovens, que está aí, parece nada saber dos tempos da derrubada da Ditadura Militar, das Diretas já, (1984 foto), do Impeachemant do ex presidente Collor de Mello 1992 foto), um período que, parecia, que o povo brasileiro tinha acordado para a real.
Mas nada está perdido, ainda temos esperança de que esse apolitismo atual seja sacudido e o povo desperte e  lute por uma melhor Educação, e venha saber realmente  que a palavra República significa coisa pública, e que coisa pública não é só Carnaval e Futebol. Que Política, segundo o filósofo grego Aristóteles (384 A.C.-322A.C.) é para garantir justiça e assegurar a formação de uma organização social e política justa.
O Brasil é um país de dimensão continental, por isto difícil de governar, mas com educação e participação real de todo o seu povo, visando o bem comum,e lembrando a máxima que todo poder emana do povo e para o povo, tudo pode mudar.

quarta-feira, 22 de agosto de 2012

A última Refeição

Gostaria muito de saber qual o objetivo ou intenção de se satisfazer ao último desejo de refeição de um condenado à morte, no momento de sua execução. Aliviar a consciência do executor? ou por simples hipocrisia? 
Jesus Cristo, que não cometeu crime, na Sua última refeição usou o pão e vinho como mensagem aos Seus discípulos, que só vieram a entender depois. Mas que mensagem um criminoso condenado a pena de morte pode mandar ao pedir um determinado cardápio na sua última refeição?
Dizem que o condenado só pode pedir uma refeição dentro das possibilidades da cozinha do presídio, a qual não pode ultrapassar de 40 dólares. Mas, em 2011, o Estado americano do Texas (que lidera o ranking de execuções nos EUA) para evitar desperdício, decidiu proibir no corredor da morte a escolha da última refeição, após um condenado ter requisitado uma farta ceia e nem sequer tenha tocado na comida antes de ser executado. 
Ao jornal Houston Chronicle, o ex-cozinheiro de penitenciárias Brian Price, autor de um livro sobre últimas refeições, disse que os condenados à morte raramente recebem ceias tão extravagantes. Ele opinou que o senador está fazendo uso político da situação."Eles (os condenados) só comem itens presentes na cozinha (do presídio). Se pedirem cem tacos mexicanos, receberão dois ou três", afirmou Price.(Fonte Google)
Recentemente, li que uma Chef de Cozinha fotografou os diversos pratos pedidos na última refeição dos condenados, sendo que a Pizza estava entre os mais solicitados. Até mesmo uma simples azeitona estava entre os pedidos. Porém o que mais me pareceu curioso foi o pedido de um bolo de aniversário e uma pizza.     (foto da Chef)
Ora, não consigo  imaginar e muito menos me colocar na situação de um condenado a beira de uma execução de morte, a qual acredito ser terrível. Pensar no condenado realizando um desejo culinário, nem mesmo se ele pudesse exigir o mais sofisticado, difícil e caro cardápio do planeta. Acredito que aqueles que pedem  e não comem, estão devolvendo o deboche, a hipocrisia. Não me compete aqui discutir a validade da pena de morte. Sei que a maioria deles praticou crimes hediondos contra a vida de suas vítimas e estão pagando pelos seus crimes. Mas se é para realizar o último desejo que não estabeleçam regras tão rígidas. Estipular em 40 dólares a refeição, enquanto o custo do coquetel das drogas para a execução fica em torno de 86 dólares e o  executor do "serviço" recebe 156 dólares, traduz hipocrisia. Melhor seria se o condenado recebesse um purgativo para eliminar toda a impureza adquirida neste mundo a fim de purificar-se para o outro.

quarta-feira, 15 de agosto de 2012

O Baú Do Vovô Pança livro infanto-juvenil



Após a publicação da versão digital (e-book) do conto infanto-juvenil pela editora Aped, que está em diversas livrarias, O Baú do Vovô Pança, de minha autoria, sai agora em versão impressa pela editora Travassos. Para adquirir  um exemplar entre em contato com a autora.
Pedidos por email dnoguei@hotmail.com

Preço R$15,00


ou através do Clube de Autores
http://clubedeautores.com.br





O livro narra um diálogo emocionante entre um garoto e seu avô, que relata episódios vividos quando criança, falando das brincadeiras de épocas passadas, ensinando e comparando-as com os dias de hoje, dominado pela internet, bem como os valores morais tão mudados. Vovô Pança promete abrir o Baú que na verdade são suas lembranças, e, enquanto o garoto espera ele vai descrevendo e ensinando as brincadeiras do seu tempo e respondendo às curiosidades do neto dizendo; "até lá vá imaginando".

ALIMENTOS TRANSGÊNICOS - Os prós e os contras



Os alimentos transgênicos ou, geneticamente modificados, são aqueles que sofreram manipulação genética na estrutura química molecular dos seus genes. Um gene é uma parte da molécula de DNA.
E o que é o DNA?
Ouve-se a todo momento falar em DNA ( ácido desoxirribonucleico ), mas poucos sabem a sua importância na vida dos seres vivos. Todos os seres vivos, seja animal ou vegetal, tem na sua estrutura o DNA. É ele que, além de determinar as caractérísticas da cada indivíduo, comanda a síntese das proteinas responsáveis pala constituição e funcionamento da vida. Cada indivíduo tem o seu DNA específico e consequentemente sua proteina específica. Não existe DNA idêntico ao outro, exceto em caso de gêmeos univitelinos. O DNA é formado de unidades chamadas de nucleotídeos. Cada nucleotídeo por sua vez é formado de três elementos: uma molécula de açúcar (pentose)  um grupo fosfato e uma base nitrogenada. São quatro tipos de base nitrogenadas: adenina,citosina, guanina, timina. O que muda no DNA  de um ser vivo para o outro é a sequência dessas bases, sua arrumação. Imagine um colar com muitas contas de apenas quatro cores. A arrumação das contas coloridas é que vai diferenciar um colar do outro. Assim como as notas musicais, que são apenas sete mas os arranjos podem ser infinitos. Um gene é uma parte de molécula de DNA contendo uma sequência de nucleotídeos. Podemos dizer, simplificando geneticamente, que um ser vivo é um conjunto de genes com uma sequência específica de nucleotídeos. Isto chama-se código genético.

Como é feita a manipulação genética dos alimentos? Para que servem?

É através da Biotecnologia que os alimentos transgênicos são obtidos. Como o código genético é universal pode-se fazer transferências de genes entre espécies completamente diferentes. Ou seja, poder tirar um pedacinho de um DNA de um ser vivo qualquer e "emendar" no DNA de outro organismo. Neste caso, o organismo que recebe o 'pedaço' do DNA passa a fabricar proteinas que eram específicas do doador. A isso chamamos de técnica de  DNA recombinante.
Essa técnica moderna de engenharia genética ou biologia molecular  foi desenvolvida na década de 70. A partir daí a biotecnologia foi transformada. Essas técnicas possibilitaram  modificações precisas do material genético dos seres vivos. Ou seja, são métodos da biologia molecular que permitem além da identificação de genes específicos,  também possibilitam copiar esses genes e introduzi-los em um organismo receptor. Esses receptores pode ser uma planta, um microorganismo ou mesmo um animal.
 Em se tratando de alimentos a técnica é a mesma. Detecta-se inicialmente qual organismo apresenta o gene cuja característica se deseja conferir ao alimento. Então, utilizando a técnica de engenharia genética, retira-se o pedaço do DNA do organismo doador e o insere na planta. O alimento obtido desta planta que recebeu o pedaço de DNA do outro organismo, é chamado de transgênico.

E qual o objetivo?

Geralmente, essa modificação genética dos alimentos destina-se à solução de problemas que já foram detectados em lavouras, na colheita, ou até mesmo no armazenamento e distribuição de tais alimentos. Ou seja, visa obter a melhoria de qualidade do produto (valor nutricional) e aumento de produtividade, reduzindo as perdas na lavoura provocadas por pragas, insetos ou doenças, diminuindo assim o emprego de pesticidas e herbicidas.

Risco-Benefício

O desenvolvimento e os testes para introdução de novos organismos geneticamente modificados devem ser rigorosamente fiscalizado e monitorado hermeticamente, para garantir a segurança.
Muitas questões têm sido levantadas a respeito das vantagens e desvantagens desse uso de tecnologia de DNA recombinante, no que diz respeito à segurança dos alimentos derivados dessas técnicas, principalmente por causa da facilidade existente de introduzir um gene em organismo que é fonte de alimentos, vindo,  principalmente, de qualquer outra fonte de microorganismos. As preocupações são nos seguintes aspectos:
a) novas substâncias introduzidas no alimento, sem que sua segurança tenha sido esclarecida e estabelecida.
b) efeitos que podem ocorrer inesperadamente ou até mesmo intencionalmente, devido à introdução de novos materiais genéticos.
c) presença de novos alergênicos (devido a proteinas diferentes) no alimento.

De acordo com a FDA ( Food and Drug Administration) dos Estados Unidos,órgão fiscalizador, o material genético a ser introduzido deve ser bem caracterizado a fim de garantir que os genes introduzidos não codifiquem substâncias nocivas, possibilitando rearranjos genéticos indesejados.
É importante que o nível de toxina e fatores antinutricionais contidas nas culturas modificadas sejam similares ao da cultura original, para que não afetem o ser humano ou os animais quando o alimento é preparado. Os nutrientes também não podem ser alterados, seja qualitativamente ou quantitativamente. Ex. O milho transgênico, resistente a insetos, cuja venda iniciou-se em 1996, devem continuar fornecendo o mesmo valor nutritivo que contém o milho não transgênico, assim como em qualquer outro alimento transgênico. As novas  substâncias diferentes das naturais, que, em algumas situações podem ser introduzidas devido ao uso da engenharia genética, necessitam ser aprovadas como aditivos que não causam efeitos maléficos para a saúde humana. Da mesma forma as substâncias alergênicas, que são proteínas, que ao serem copiadas de um organismo para outro, é possível que genes com essa expressão alergênicas também se manifestem. Esse problema foi detectado com a soja transgênica, modificada com o gene da castanha-do-pará, visando o aumento de seu teor proteico. O potencial alergênico da castanha manifestou-se na soja e esta foi retirada do mercado. Ou seja, uma pessoa alérgica á castanha-do-pará, ao ingerir a soja transgênica pode desenvolver o processo alergênico. O que não acontece quando esta mesma pessoa ingere a soja natural. Outro fator importante são os marcadores de resistência aos antibióticos. Introduz-se um gene com resistência a antibiótico como um marcador e esse gene permanece no alimento. Então é necessário assegurar que os níveis de marcadores presentes não interferirão na absorção de antibióticos pelo consumidor do alimento.
Portanto, os alimentos liberados para consumo devem ser seguros para a saúde humana, já que aparentemente não se pode distinguir um alimento transgênico de um natural. No Brasil, em janeiro de 1995, foi homologada a Lei 8.974 - Lei de Biossegurança que estabelece diretrizes para controlar as atividades e os produtos obtidos pela tecnologia do DNA recombinante, que é controlada pela CNTBio ( Comissão Técnica Nacional de Biossegurança). A liberação de qualquer ação de pesquisa em laboratório e produção de Organismos Geneticamente Modificados compete a este órgão.



quinta-feira, 2 de agosto de 2012

A visita que sempre pensamos em adiar


Texto Darcy Brito
foto Google


Já faz algum tempo que eu quero escrever sobre um assunto que a maioria das pessoas, para não dizer todas, não gosta de falar. Se você pensou em morte, acertou. Ninguém gostaria de receber essa visita, mas sabe que, mais dia menos dia, ela virá. Não só para você, mas para todo ser vivo. Ainda bem, porque se somente alguns morressem e outros não, aí sim caberia a pergunta -"por que eu? Também acho que a ideia de vida eterna seria angustiante, mesmo se  não houvesse sofrimento. Entretanto gostaríamos que a vida durasse bem mais. Para alguns cientistas, o ser humano foi programado para viver 120 anos, ou mais, com saúde, mas isso ainda não é regra. Mesmo assim a vida seria curta. Admitir que a média de vida varia entre 75 e 80 anos não é nada agradável, porque temos a sensação de que ela passou muito rápido, sem que tenhamos concluído nossos planos e sonhos. A morte é o pano de fundo de todas as angústias e insatisfações, mas, ao mesmo tempo, é a sua certeza que nos faz viver, de buscar a felicidade a todo momento, de querer lutar para adiar ao máximo o dia em que não estaremos. Já dizia o filósofo grego Epicuro (341 a.C -270 a.C.) "Onde a morte está eu não estou". Por isto, a morte de um ente querido me incomoda mais que a minha  própria morte. É muito doloroso se ver, de repente, sem a presença de alguém que tornou a nossa existência mais feliz, e, muito pior, só perceber isso após a morte desse alguém. Costuma-se dizer - coitado, descansou! - sobre alguém que morre após um longo período de sofrimento. Mas se esse alguém nunca teve uma ajuda enquanto sofria, fica aquele sentimento de culpa, não pela morte em si, mas pelo que se poderia ter sido feito, pelo carinho que faltou, e a última lembrança perdida no tempo. A morte é sempre chocante, mesmo quando esperada. Mas há mortes e mortes. Há pessoas que precisam morrer para que outra ou outras possam viver. É o caso daquelas que põem em risco a vida do próximo. Atualmente a morte está se tornando tão banal, como vemos diariamente nos noticiários sobre violência, que sair vivo de um assalto é como  nascer de novo. Mas, se o bandido é morto damos graças a Deus. Morrer é permitir a renovação da vida, é dá lugar para que outros ocupem o seu lugar no mundo. É do  fundador da Apple, Steve Jobs, morto em outubro de 2011, a seguinte frase:  "A maior invenção do mundo não é a minha tecnologia! É a morte! pois através dela, o velho sempre dará lugar para o novo!

sábado, 28 de julho de 2012

"Agora é pensar no próximo jogo"

"Cometemos alguns erros, agora é pensar no próximo jogo". Esta expressão é comum em entrevistas dadas por jogadores de futebol logo após o jogo terminado, principalmente se houve derrota. Mas há casos em que, mesmo após uma vitória, eles expressam essa insatisfação. É que há vitórias e vitórias. Quando, por exemplo, um 3X2 é de virada, em que um time estava perdendo de 2X0 e  no final vira o jogo, essa vitória tem um valor, é comemorada ostensivamente, com danças do tchu,tcha,tchu, gestos para a torcida etc. Mas quando o time que estava ganhando de 3X0 no primeiro tempo e, no segundo, toma dois gols por descuido, ou por achar que a partida já está ganha, como foi o caso da seleção brasileira na última partida nos jogos das olimpíadas de Londres, aí a vitória tem gosto de derrota. Não sou nenhuma expert em futebol e por isto só gosto de falar dele sob o ponto de vista filosófico. O bom do futebol é justamente sua imprevisão. Se já soubéssemos antes qual seria o resultado do jogo não teríamos o interesse que temos em assistir a uma partida. Por este motivo não sou muito a favor de certas regras do futebol em que o adversário já entra com vantagem sobre o outro, só porque ganhou no campo do anfitrião. Também não acho graça em duas finais, uma lá e outra cá ou vice versa. Bom mesmo é quando podemos assistir a um jogo dinâmico em que ambas as partes jogam com vontade de ganhar e com criatividade, sem preguiça. Não gosto da técnica de jogo da seleção da Espanha ou do Barcelona do craque Messi, porque é muito previsível, cheio de toquinhos de bola, parado, como se eles estivessem numa tourada tentando cansar o adversário ouvindo os olés da platéia. Gosto de jogo corrido, com jogadas rápidas e inteligentes. Gosto do futebol em si, não sou fanática por time nenhum e muitas vezes mudo de torcida, ou seja, quando um time está perdendo  torço para que ele melhore e faça um gol no outro. Apesar de achar a disputa por penalti emocionante não acho justa. Ter que decidir um campeonato por chute direto ao gol depois de uma exaustiva partida com prorrogação é muito ingrato. E o pobre jogador que, por emoção, erra o chute tem sua carreira manchada por resto da vida. Mesmo que tenha sido um craque vai ser sempre lembrado como aquele que perdeu o penalti e fez seu time perder o campeonato. Outra coisa que me aborrece no futebol é quando se culpa o técnico pelo mal desempenho do jogador em campo. Nem dão tempo para que ele se adapte ao time que acaba de assumir para dirigir e logo o demitem trocando-o  por um salvador da pátria, até provar o contrário. Bom seria se o técnico pudesse contar com um controle remoto e chips para manipular  a jogada do jeitinho que ele orienta seus discípulos.



Em Tempo: Confirmando o que falei acima, hoje, dia 4/08/2012 a seleção brasileira ganhou de 3X2 de virada, da seleção de Honduras, e o gosto da vitória foi bem melhor.

terça-feira, 24 de julho de 2012

A importância da harmonia familiar



A palavra família é originada do latim, famulus, e significa escravo doméstico, termo criado na Roma Antiga usado para classificar um novo grupo social surgido nas tribos latinas, ao serem introduzidas na agricultura e na escravidão legalizada.


Na História da Humanidade ocorreu inúmeras mudanças demográficas e geográficas, resultando numa estrutura familiar existente hoje, com adaptações próprias visando a sobrevivência. Podemos definir família como um grupo de pessoas do mesmo sangue, ou unidas por casamento, adoção. É também uma instituição formada por uma série de pactos aceitas pelos seus membros: afiliação,agregamento, aliança etc. Apesar dela ser resultado e consequência de transformações através dos tempos, é também um agente transformador. Diz-se que a família é uma célula básica ou fundamental de uma sociedade. Ela revela, no seu âmago, o macrossocial onde atua. Cada família tem características próprias, particulares, no âmbito socioeconômico, afetivo-cultural. De acordo com estudos antropológicos e sociopsicológicos, podemos dizer que a estrutura familiar se desenvolveu, se consolidou e se mantém devido exatamente a função e importância de conservar valores, comportamentos, crenças, regras, ações e fundamentações para um convívio entre seres racionais. Mas, todo organismo vivo é mutante e a família pode apresentar situações de harmonia, e também de desarmonia entre seus membros sem que isso seja traduzido obrigatoriamente como um grande problema. Essas oscilações são comuns em qualquer instituição. Porém, essas situações podem desencadear emoções conflituosas trazendo como consequência um desequilíbrio. É muito preocupante quando, numa família, as situações de desarmonias ou conflitos são muito intensas, frequentes e prolongadas, pois isso pode ser traduzido como interações patológicas, e, frequentemente os indivíduos acabam por adoecer. É a família responsável não só pela formação como também pela distorção e deformação de seus membros, que irá demonstrar isso dentro das micro e macroestruturas. A formação de um indivíduo seguro, centrado, atuante com capacidade de discernir e resolver situações de conflitos estressantes, depende de fatores ligados ao vínculo familiar e também social. Famílias desestabilizadoras propiciam processos de desajuste no indivíduo ou no grupo.


Hoje em dia, com o aumento da expectativa de vida, tendo como resultado um aumento do número de idosos e suas consequências na saúde, mas do que nunca faz-se necessário uma família unida e organizada. Na família organizada o grupo todo sente-se responsável e solidário para enfrentar a situação. É claro que diante de uma situação de patologia na família ocorre mudanças significativas nas vidas de seus membros, tendo eles que se adaptar às novas formas de conduzir o dia-a-dia que repercute no estilo de vida de cada um. Mas, quando o individualismo e a falta de união impera alguém vai sair prejudicado.

sexta-feira, 20 de julho de 2012

CUIDADO COM A DITADURA DA BELEZA

Quando leio artigos sobre culto a boa forma do corpo e sua relação com o sucesso,  escritos em revistas  de cunho jornalístico consideradas sérias, fico me perguntando: o que  está por detrás disso? 
 Talvez o interesse das indústrias de cosméticos, academias de ginásticas e vendas de suplementos alimentares que patrocinam a mídia televisiva e impressa.
O que tem a ver um corpo esbelto, magro, ou musculoso, com o bom desempenho na profissão, no mercado de trabalho e sua aceitação na sociedade? Quem foi que estabeleceu que o gordinho tem menos chance que o magro na hora de arranjar um emprego, se ele for mais bem preparado intelectualmente que o outro? Condena-se tanto os preconceitos hoje em dia, fala-se em respeito às diferenças em relação a pessoas com necessidades especiais, deficientes físicos, homossexuais etc.  e ao mesmo tempo estimulam o culto ao corpo como sendo a porta de entrada para o sucesso. A ditadura da beleza cria uma sensação de exclusão, se você não for igual aos modelos que aparecem nas revistas, nas novelas ou nos programas de falação, muito em moda agora na televisão. O politicamente correto é ser belo. Então, aquele menino ou menina que não se enquadra no padrão atual de beleza sofre bullyng na escola, com consequencias muitas vezes desastrosas. O que estamos precisando é de um país mais justo, mais igualitário com educação e saúde de boa qualidade. A mídia deveria dá mais espaços para os protestos contra o descaso na saúde pública,  porque é a falta dela que faz com que as pessoas aparentem menos belas que aquelas que podem ter acesso a um bom plano de saúde e se alimentar corretamente. De nada adianta dizer que o excesso de carboidrato é prejudicial, que causa obesidade, porque o pobre, na hora da fome, apela mesmo é para o pão, que ainda é o mais accessível financeiramente. Essa ditadura da beleza tem levado muitas adolescentes à clínicas de cirurgia plástica, para ficarem com os seios e o bumbum dentro dos padrões estabelecidos por aqueles "formadores de opinião" do sucesso. Muitas vezes correndo risco de vida, por apelar para clínicas mais baratas e até mesmo clandestinas. Até os rapazes estão apelando para o silicone no tórax a fim de parecerem "sarados". Quem ganha com isso? Não é preciso responder.
É preciso cautela na hora de editar certos artigos referentes à beleza. Não digo censurar, mas ter auto-crítica. É claro que a aparência influi na hora de pleitear um emprego, mas ninguém precisa ter uma performance de modelo, a menos que seja para desfilar nas passarelas.

segunda-feira, 16 de julho de 2012

Cuidado com as linguiças

Texto de Darcy Brito
A linguiça fresca está entre os embutidos mais fabricados no Brasil, já que sua produção não exige grandes tecnologias. Muitas vezes ela é preparada em pequenas indústrias ou até mesmo artesanalmente em casa, que, casualmente, empregam matéria-prima, utensílios e condimentos contaminados. A contaminação mais comum nesse tipo de alimento é feito pela bactéria patogênica Staphylococcus aureus. A contaminação da carne suína - mais usada no preparo de linguiça - pela S.aureustem sido constatadas em estabelecimentos comerciais de varejo em todo Brasil, causando problemas sistemáticos na saúde. De acordo com os dados da Associação Brasileira de Criadores de Suínos, dos 13 quilos per capta de carne consumido no Brasil, 10 kg são de embutidos, como linguiças, salsichas e presuntos. Os níveis de sal de cura, (adição de sal, açúcar, condimentos e compostos, como nitritos e nitratos), para conservar a carne por mais tempo, são insuficientes para combater a S.aureus. É possível eliminar as bactérias de um alimento contaminado, mas, devido a alta resistência térmica, ainda não existe métodos eficazes para eliminar a toxina causada pela bactéria, que pode permanecer no alimento mesmo após o cozimento em alta temperatura. O melhor método de prevenir a contaminação ainda é a higiene, ou seja, ambiente limpo, equipamentos higienizados e profissionais com roupas adequadas, toucas, luvas de borracha, etc.. As doenças causadas pela S.aureus decorrem da produção da toxinas devido a multiplicação das bactérias.Como exemplo temos a gastroenterite estafilocócica, que provoca dores abdominais, vômitos e diarreia, devido a  presença de enterotoxinas na comida ingerida. Apesar do quadro de intoxicação poder ser controlado em 24 horas, os grupos vulneráveis como idosos e crianças podem correr risco de morte. ( para saber mais leia em Ciência Hoje, de julho de 2009, nº44, o artigo Perigo Oculto)

sexta-feira, 13 de julho de 2012

Os apartheids das cidades


Texto de Darcy Brito

Alguns arquitetos urbanistas culpam essa tendência de separar as pessoas por classe social em condomínios fechados, como uma das razões da violência ter crescido e se tornado corriqueira até mesmo em cidades de interior, antes quase imunes a este fenômeno.
Lembro-me bem que, quando criança, os bairros e as ruas das cidades eram de grande diversidade social. Podíamos encontrar do sapateiro ao doutor. A convivência era harmoniosa e até mesmo facilitadora, pois, se faltava algum ingrediente na cozinha na hora da preparação do almoço, corria-se rapidamente à quitanda da esquina para comprar o coentro. E todos se conheciam. Se o sapato apresentava algum problema, existia um sapateiro por perto. E, assim,  o sapateiro ganhava seu dinheirinho e o vizinho tinha seu problema resolvido. Não havia essa coisa de bairros, ruas e condomínios fechados.

As cidades foram criadas com o objetivo de integrar. Os espaços físicos são para ocupações e uso sociais. Barreiras significam delimitar quantidade e qualidade, e isto não é saudável, pois a monocultura é prejudicial até mesmo na agricultura, onde muitas vezes uma praga dizima toda a plantação de uma mesma espécie. A cidade deve ser projetada para as pessoas, com calçadas largas facilitando a locomoção e circulação dos seus cidadãos, inclusive os portadores de necessidades especiais. Hoje existem condomínios fechados até com escolas dentro, onde alunos de uma mesma “classe social” vivem fechados e desconfiados do garoto que vende balas e doces fora do seu portão. No meu tempo, o baleiro subia à varanda do meu sobrado para que minha mãe escolhesse o que queria comprar. A vizinhança era formada de médicos, alfaiates, engenheiros, advogados, encanadores, juízes, professores, pintores de paredes, padeiros, parteiras, rezadeiras, quitandeiros, cabeleireiro etc., e até mesmo uma ‘’banquinha do jogo do bicho’, para quem gostava de arriscar a sorte, sem nenhuma ligação com o atual tráfico de drogas, estes, comuns nas favelas ou “comunidades” das grandes cidades, rodeadas de condomínios de luxo. Quando todas as classes sociais se sentem integradas numa mesma comunidade, desfrutando das praças públicas, avenidas, bancos, igrejas, escolas e estabelecimentos comerciais, as diferenças ficam atenuadas e o ganho cultural é maior. Podemos notar uma separação de classes até mesmo nos shoppings, a depender do piso ou das alas. Pergunto: Como não acirrar a inveja dos que se sentem excluídos?
É claro que a situação não é de fácil resolução, dado ao estado em que chegou, com o crescimento desordenado das cidades e o descaso dos poderes públicos com os seus cidadãos.
Mas, como diz o pensador Berthold Brecht (1898-1956), Nada deve parecer natural, nada deve parecer impossível de mudar. Portanto devemos incentivar os arquitetos urbanistas que ainda acreditam numa cidade mais humana, onde o cidadão é mais importante que os automóveis e os condomínios de luxo que confinam seus moradores.

domingo, 8 de julho de 2012

OS PERIGOSOS COMPOSTOS QUÍMICOS DOS PLÁSTICOS

Artigo  resumido da revista Ciência Hoje de maio de 2012,de Sonia Corina Hess 

texto Darcy Brito

Eles ainda estão sendo investigados, mas, suspeita-se, que seus efeitos no organismo humano seja de importância relevante no que diz respeito aos danos causados à saúde nas últimas décadas.
O componente tóxico bisfenol A (BPA) tem sido a substância química de maior produção no mundo, empregado na fabricação de plásticos, presentes em muitos objetos tipo mamadeiras, garrafas de água mineral, resinas odontológicas, latas de conserva, tubos para água, CDs e DVDs, impermeabilizantes de papéis e tintas. Esses materiais ao sofrer ação de processos físicos ou químicos liberam bisfenol A  em alimentos, bebidas e meio ambiente.
Essas substâncias são suspeitas de atuar como hormônios artificiais ou de interferir no sistema endócrino, levando a doenças e disfunções em adultos e crianças além de malformações embrionárias. Na mulher a exposição a substâncias deste tipo é responsável por endometriose e câncer de útero. No homem pode causar câncer,  levar a impotência, diminuir o desejo sexual, os níveis de hormônio masculino no sangue e do número de espermatozóide e induzir ao aumento das mamas(ginecomastia ).Pesquisas feitas nos Estados Unidos mostrou que as concentrações de BPA, em fluidos corporais humanos, são pelo menos mil vezes maior  que as concentrações necessárias para a ocorrência dos efeitos em células citados nos estudos científicos. Os elevados níveis de BPA nos cordões umbilicais, no soro materno durante a gravidez e no fluido amniótico uterino são bastante preocupantes porque é o período de maior sensibilidade do feto aos efeitos danosos dos interferentes hormonais.
Também os ftalatos, aplicados  no PVC  e materiais de construção, móveis, roupas, adesivos, solventes, inseticidas, repelentes e perfumes etc., tem sido usado em larga escala colocando em risco tanto pessoas como animais domésticos e selvagens, devido à inalação, ingestão, absorção pela pele, ou, ainda, pela administração intravenosa, já que bolsas e mangueiras de PVC contendo ftalatos também são usados em clínicas e hospitais, inclusive na hemodiálise  e fornecimento de oxigênio.
Além dessas substâncias citadas temos ainda os alquifenóis ( octilfenol e nonilfenol), matéria prima  muito perigosas, usadas na fabricação de detergentes, pesticidas, herbicidas, cosméticos, tintas e muitos outros produtos domésticos.
Apesar de todo esse conhecimento, as restrições legais ao uso desses produtos na fabricação de plásticos ainda são pequenas. No Brasil a Anvisa, proibiu em 2011 a fabricação e venda de mamadeiras que contenham bisfenol. A legislação brasileira estabelece limites de uso de algumas substâncias químicas para fabricação de embalagens em contatos com alimentos e limites de migração para alimentos embalados. Mas  no que diz respeito aos ftalatos, apenas  prevê restrição e não proibição.